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Caracterização do comportamento geológico estrutural na região da represa de Furnas (MG) com dados de sensoriamento remoto (1986)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MATTOS, JUERCIO TAVARES DE - IGC
  • USP Schools: IGC
  • Sigla do Departamento: GGG
  • Subjects: SENSORIAMENTO REMOTO; GEOLOGIA ESTRUTURAL
  • Language: Português
  • Abstract: A presente pesquisa constitui uma contribuição para o conhecimento das características geológicas e estruturais de uma região tectonicamente complexa e estruturalmente desconhecida em grande parte. Os estudos realizados objetivaram fundamentalmente estabelecer as principais fases deformacionais na região da represa de Furnas (MG), utilizando imagens fotográficas do sistema LANDSAT e fetografias aéreas pancromáticas. A abordagem metodológica está voltada para a exploração dos atributos espaciais das imagens, através de uma adequação de critérios fotointerpretativos que permitisse de umamaneira sistemática e codificada, analisar os principais elementos morfoestruturais (de relevo e drenagem), interpretar o significado estrutural destes elementos e estabelecer relações geométricas entre as estruturas geológicas e as fases deformacionais. Através dos estilos deformacionais, da magnitude das estruturas diagnósticas e dos elementos estruturais (foliações e lineações) puderam-se reconhecer na área quatro importantes fases deformacionais. A primeira fase (restrita às rochas da Unidade Araxá) é caracterizada por uma intensa foliação de transposição, com dobras sem vergência definida e traços axiais próximos a EW. A segunda fase, a mis expressiva, exibe grandes dobramentos recumbentes vergentes para Leste, Com xistosidade de fluxo bem proeminente. A geometria das dobras menores desta segunda fase é bem variável, o mesmo acontecendo com seus traços axiais e eixosque variam entre NS e WNW devido aos efeitos provocados pelos falhamentos da fase seguinte. A terceira fase deformacional corresponde a um episódio de grandes rupturas com a formação de zonas de cisalhamento de direção NW, constituídas por um conjunto de sistemas de falhas transcorrentes, inversas e/ou de empurrão e complexas (transcorrências associadas com empurrões). A quarta fase deformacional representa uma mudança completa de estilo, dando lugar a ) dobramentos flexurais amplos com dimensões quilométricas, os quais são responsáveis pelas principais estruturas sinformes e antiformes encontradas na área, com direção N60-70W. Outras estruturas menos marcantes foram mapeadas, principalmente nas porções leste da área. Constituem-se de juntas, falhas e amplas flexuras NS que podem pertencer a uma outra fase deformacional, ou representar estruturas resultantes dos efeitos dos falhamentos da terceira fase deformacional. A superposição destas fases deformacionais deu origem a estruturas superimpostas com figuras de interferências complexas. Estas figuras são verdadeiros diagnósticos da geometria e do posicionamento das estruturas formadas na segunda e na quarta fase deformacional. Finalmente, os estilos deformacionais da região da represa de Furnas permitem concluir que a estruturação da região foi marcada, em tempos Pré Brasilianos, por uma tectônica 'epidérmica' do tipo de escoamento (que deu origem às estruturas do tipo 'nappe de charriage').Esta tectônica é bem caracterizada pelas Unidades Araxá e Canastra, as quais consituem unidades alóctones transportadas de oeste para leste. Já em tempos Brasilianos, sob o mesmo regime de esforços, a tectônica foi inicialmente embasamento, e este, por sua vez, deslocou as coberturas metassedimentares (Araxá, Canastra e Bambuí) de uma forma escalonada de NW para SE, o que ocasionou 'amarrotamentos' nestas coberturas com intensidades variáveis. Uma mudança no regime de esforços fez surgir as grandes flexuras NW seguidas das NS que são atualmente responsáveis pelos grandes sinformes e antiformes encontrados na área. Os produtos de sensoriamentoremoto, principalmente as imagens TM (Thematic Mapper) do LANDSAT aliada às fotografias aéreas pancromáticas, mostraram-se de grande valia na definição do arcabouço estrutural e regional e forneceram informações essenciais para a compreensão das principais estruturas ) menores, originadas nas diversas fases deformacionais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.06.1986
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IGC30900005177T M444 JT.c e.3
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    • ABNT

      MATTOS, Juércio Tavares de; PENALVA, Faustino. Caracterização do comportamento geológico estrutural na região da represa de Furnas (MG) com dados de sensoriamento remoto. 1986.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1986. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-30062015-150832/pt-br.php >.
    • APA

      Mattos, J. T. de, & Penalva, F. (1986). Caracterização do comportamento geológico estrutural na região da represa de Furnas (MG) com dados de sensoriamento remoto. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-30062015-150832/pt-br.php
    • NLM

      Mattos JT de, Penalva F. Caracterização do comportamento geológico estrutural na região da represa de Furnas (MG) com dados de sensoriamento remoto [Internet]. 1986 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-30062015-150832/pt-br.php
    • Vancouver

      Mattos JT de, Penalva F. Caracterização do comportamento geológico estrutural na região da represa de Furnas (MG) com dados de sensoriamento remoto [Internet]. 1986 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44131/tde-30062015-150832/pt-br.php

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