Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Histoquímica e ultra-estrutura da espermatogênese e carposporogênese de algas gracilarióides (rhodophyta) (1999)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BOUZON, ZENILDA LAURITA - IB
  • USP Schools: IB
  • Sigla do Departamento: BIB
  • Subjects: HISTOQUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: Estes estudos constituem as primeiras informações sobre a ultra-estrutura e a histoquímica da espermatogênese e da carposporogênese de algas brasileiras. Mutos detalhes destes processos são similares aos observados em outras algas vermelhas,porém, algumas variações morfológicas foram observadas. Foram estudadas a espermatogênese de Gracilaria caudata, G. mammillaris e Gracilariopsis tenuifrons, as quais aprsentam os três tipos de formação de espermácios: "verrucosa, textoril echorda", respectivamente. Apesar das diferenças na morfologia observadas no microscópio fotônico, existem semelhanças na ontogênese dos espermatângiios quando analisados no microscópio eletrônico. Os espermatângio. O espermatângio jovem torna-sepolar com a diferenciação do vacúolo espermatangial na base da célula, deslocando o núcleo para a região apical. Após a formação do vacúolo espermatangial os dictiossomos começam a produzir pequenas vesículas fibrilares que ocupam grande partedo volume celular. A maturação se caracteriza pela exteriorização do vacúolo espermatangial na base da célula, rompendo a conexão intercelular com a célula mãe. Com a divisão nenhum cloroplasto é incorporado ao espermatângio. A nutrição dalinhagem espermatangial parece depender de células ricas em grãos de amido, localizadas dentro ou na margem do conceptáculo em G. mammillaris e das células corticais que delimitam o conceptáculo em G. caudata. Entretanto, em G. tenuifrons asCMEs apresentam cloroplastosdiferenciados que devem sintetizar seus próprios nutrientes. A carposporogênese é similar nas três espécies estudadas. Entretanto, algumas diferenças foram observadas na organização celular do pericarpo interno e nascélulas do tecido pseudoparenquimático que ocupa a região central do cistocarpo. A ontogênese dos carposporângios é caracterizada por proliferação e diferenciação de muitas organelas. Os carposporângios nos estágios mais jovens são identificadospela presença de um grande núcleo central, poucos grãos de amido, proplastídeos que apresentam um tilacóide periférico e eventualmente primórdios do sistema interno de tilacóides. Com a maturação vacúolos de mucilagem começam a ser formados inicialmente poradição de vesículas derivadas do RE com alguma contribuição dos dictiossomos, que começam a ser observados em maior número nos estágios intermediários de desenvolvimento. Estes vacúolos fibrosos, que são encontrados durante toda diferenciaçãodos carposporângios, parecem liberar seus conteúdos contribuindo com a formação da parede celular. Os cloroplastos se diferenciam e aumentam gradativamente em quantidade, concomitantemente com a polimerização de grãos de amido, que sãoencontrados próximos ao Rer ou a dictiossomos, sugerindo a participação do sistema de endomembranas no processo de polimerização. Nos casos carposporângios em maturação as mitocôndrias mostram um aumento atípico das cristas. Um alto graudeafetividade do núcleo foi observado nos carposporângios em desenvolvimento pela produção de grande quantidade de ribossomos. Estes ribossomos foram observados livres ou associados ao retículo endoplasmático. A maturação dos carposporângios émarcada por uma massiça produção de pequenas vesículas nucleadas sintetizadas por dictiossomos hipertróficos. Estas vesículas, com conteúdo concêntrico, podem representar material a ser depositado na parede celular. Os carposporângios madurossão compartimentalizados, com núcleo central envolvido por numerosos cloroplastos e grande quantidade de grãos de amido e vesículas nucleadas perfiférico. No cistocarpo maduro processos de endocitose foram observados nas células dopseudoparênquima medular de G. mammillaris e G. tenuifrons, e também nas células do pericarpo interno de G. tenuuifrons. Estes processos podem representar uma transferência de nutrientes. Todos os tipos celulares estudados são envolvidos por umaparede celular lamelar, formada por camadas concêntricas de microfibrilas mergulhadas numa matriz amorfa polissacaridica sulfatada, metacromática ao azul de toluidina (AT-O) e positiva com azul de alcian mostrando um pseudomínio de polissacarídeos sulfatados na paredecelular. Os espaços intercelulares e a mucilagem que preenche a cavidade dos cistocarpos e dos conceptáculos, das três espécies estudadas, são preenchidos por polissacarídeos sulfatados. Os polissacarídeos neutros,identificados com a reação doácido periódico de Schiff (PAS), ocorrem principalmente no citoplasma na forma de grãos de amido das florídeas. Apesar das principais características subcelulares e a distribuição dos polissacarídeos não apresentarem diferenças significativasentre as espécies estudada, informações adicionais sobre outras espécies poderão fornecer subsídios auxiliares à taxonomia deste importante grupo de algas vermelhas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.05.1999

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IB12000002777D-756
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      BOUZON, Zenilda Laurita; OLIVEIRA, Eurico Cabral de. Histoquímica e ultra-estrutura da espermatogênese e carposporogênese de algas gracilarióides (rhodophyta). 1999.Universidade de São Paulo, São Paulo, 1999.
    • APA

      Bouzon, Z. L., & Oliveira, E. C. de. (1999). Histoquímica e ultra-estrutura da espermatogênese e carposporogênese de algas gracilarióides (rhodophyta). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Bouzon ZL, Oliveira EC de. Histoquímica e ultra-estrutura da espermatogênese e carposporogênese de algas gracilarióides (rhodophyta). 1999 ;
    • Vancouver

      Bouzon ZL, Oliveira EC de. Histoquímica e ultra-estrutura da espermatogênese e carposporogênese de algas gracilarióides (rhodophyta). 1999 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: