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Crenças dos portadores de doença coronariana sobre 0os comportamentos de risco (1999)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: STUCHI, ROSAMARY APARECIDA GARCIA - EERP
  • USP Schools: EERP
  • Sigla do Departamento: ERG
  • Subjects: ENFERMAGEM CARDIOLÓGICA
  • Language: Português
  • Abstract: A doença coronariana é um dos problemas mais preocupantes de saúde pública no Brasil, porque ela vitima tanto indivíduos idosos como da faixa etária produtiva. Os fatores de risco, hoje conhecidos, para doenças cardiovasculares e coronarianas sãodislipidemias, tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, vida sedentária, estresse, uso de anticoncepcionais hormonais, além dos fatores de risco como idade, sexo, raça, história familiar de doença coronariana. Em nossa práticahospitalar, observamos a dificuldade desses pacientes aderirem ao tratamento. Acreditando que algumas dessas dificuldades possam estar relacionadas às crenças sobre os comportamentos de risco, propomo-nos a identificar as crenças mais incidentesdos pacientes nos comportamentos de adesão ou não ao tratamento e a verificar as crenças segundo a centralidade/ perifericidade, utilizando o referencial teórico de ROKEACH (1981). Metodologicamente trata-se de um estudo descritivo exploratório,que utilizou um formulário semi-estruturado para obtenção das falas dos 56 entrevistados, categorizando as crenças contidas em tais relatos segundo a sua perificidade/centralidade obtendo a seguinte distribuição: 22 emissões de crençasprimitivas de consenso 100% (A), 295 emissões de crenças primitivas de consenso zero (B), 91 emissões de crenças de autoridade (C), 40 emissões de crenças derivadas (D) e 23 emissões de crenças inconsequentes (E). Quanto aos comportamentosdeadezsão ou não ao tratamento, houve uma tendência em valorizar os exames periódicos de glicemia e colesterolemia em detrimento do controle dietético. Os pacientes com comportamento de fumar revelam crenças indicativas de não adesão ao tratamentono que se refere a associação do fumo como fator de risco para a doença coronariana, assim como os indivíduos obesos não apresentam adesão ao comportamento de controlar o peso corporal. O referencial adotado permitiu identificar, através ) do critério da centralidade/perifericidade, uma das variáveis -as crenças- que interferem na adesão dos pacientes coronariopatas para o tratamento proposto pela equipe multidisciplinar e como as orientações formais e informais têmsido insuficientes para promover o deslocamento dessas crenças para outras mais periféricas, ou seja de mais fácil intervenção. Ressaltamos também que tal estudo possibilitou, ao analisar as crenças de autoridade, verificar que a figura doprofessional enfermeiro não foi mencionada pelos entrevistados, o que nos permite inferir que as estratégias utilizadas pelos mesmos não têm sido significativas na percepção dos entrevistados; destaca-se, assim, a autoridade do médico e dosfamiliares como sendo pessoas que exercem influência marcante para a mudança de comportamento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.10.1999

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    EE10200005927T1723
    How to cite
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    • ABNT

      STUCHI, Rosamary Aparecida Garcia; CARVALHO, Emília Campos de. Crenças dos portadores de doença coronariana sobre 0os comportamentos de risco. 1999.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 1999.
    • APA

      Stuchi, R. A. G., & Carvalho, E. C. de. (1999). Crenças dos portadores de doença coronariana sobre 0os comportamentos de risco. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Stuchi RAG, Carvalho EC de. Crenças dos portadores de doença coronariana sobre 0os comportamentos de risco. 1999 ;
    • Vancouver

      Stuchi RAG, Carvalho EC de. Crenças dos portadores de doença coronariana sobre 0os comportamentos de risco. 1999 ;