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Características de carcaça e qualidade da carne de tourinhos alimentados com dietas de alta energia (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: RIBEIRO, FÁBIO GARCIA - FZEA
  • USP Schools: FZEA
  • Sigla do Departamento: ZAZ
  • Subjects: BOVINOCULTURA DE CORTE; ALIMENTOS DE ORIGEM ANIMAL; BOVINOS
  • Language: Português
  • Abstract: Utilizaram-se 36 tourinhos cruzados (3/4 taurino e 1/4 zebuíno) com duas raças paternas, uma Continental e outra Britânica confinados e alimentados com dietas de alto concentrado. Foram usados três níveis de volumosos: 9, 15 e 21% de bagaço nãotratado de cana-de-açúcar em base seca. Um outro tratamento com vitamina D3 foi utilizado sendo que metado dos animais recebeu 7.500.000 UI por dia, nos cinco dias imediatamente anteriores ao abate. Os delineamentos experimentais foraminteiramente casualizados em arranjo fatorial 2x3 para genótipos e níveis de fibras, para suplementação com vitamina D3 e tempos de maturação. Para coloração dos músculos, temperatura e pH das carcaças foram feitas comparações simples. No iníciodo período de adaptação e experimental, a idade e pesos médios foram de 215 dias e 224,2 +- 23,7 kg e 257 dias e 257,3 +- 30,2 kg, respectivamente. Os ganhos em peso médio diário para os tratamentos foram de 1,23 kg, 1,36 kg e 1,24 kg para ostratamentos 9, 15 e 21% de bagaço in natura, respectivamente. O tratamento 15% foi superior (P<0,05) ao tratamento 9% que foi semelhante ao tratamento 21%. Não ocorreram diferenças significativas no rendimento de carcaça entre os tratamentos egrupos raciais. Medidas de área de olho de lombo por ultra-som não apresentaram diferenças significativas para tratamentos e raças. Houve tendência (P=0,10) de maior espessura de gordura dorsal para os tratamentos 9 e 15% e, relação ao de 21%,sem diferenças significativasentre grupos raciais. Para gordura entremeada no músculo ocorreu tendência em acumular gordura nos tratamentos 9 e 15% em relação as 21%, porém sem diferenças significativas entre as raças. Nas medidas feitas nacarcaça não ocorreram diferenças significativas entre tratamentos e grupos raciais, porém para espessura de gordura dorsal houve tendência (P=0,12) para uma maior espessura de gordura dorsal nos tratamentos 9 e 15%. Nas raças, a Britânica tendeu (P=0,10) a acumular mais gordura que a Continental. Não se verificaram diferenças significativas na composição física da carcaça entre tratamentos e raças. Também não ocorreram diferenças significativas para fígado, rins egordura renal pélvica entre raças, porém entre os tratamentos ocorreu diferença significativa (P>0,001) em favor dos tratamentos 9 e 15% em relação ao 21%. Para capacidade de retenção de água ocorreu tendência (P=0,10) das amostras tempo 0reterem mais água em relação ao tempo 7, e esta em relação ao tempo 14. Na coloração não ocorreram diferenças significativas para os tratamentos e raças. Ocorreu efeito significativo (P<0,05) para uma maior maciez das amostras tempo 7 e 14 emrelação ao tempo 0 na maturação, porém sem diferenças significativas para as amostras dos animais tratados com vitamina D3. Na queda de pH das carcaças, não ocorreram diferenças significativas entre raças e tratamentos, porém com diferençasignificativa (P<0,05) para menor velocidade de resfriamento das carcaças dos animaisBritânicos em relação a Continental. Neste experimento concluiu-se que a quantidade e o período que a vitamina D3 foi usada pode não ter sido suficiente paraalterar a maciez. Os diferentes níveis de fibras não alteraram as características das carcaças, porém o alto índice de concentrado pode aumentar a cobertura de gordura dorsal provocando um melhor acabamento nas mesmas. Animais de raças tardias,abatidos jovens, não apresentaram cobertura de gordura suficiente para os diferentes tratamentos utilizados. O Supraspinatus foi mais macio que o Longissimus dorsi, sugerindo que as carcaças pequenas estão mais sujeitas ao resfriamento nosfrigoríficos, além disso, animais Britânicos alimentados com dietas de alto concentrado produzem carcaças com melhor acabamento, podendo proteger melhor a carcaça dos efeitos do resfriamento. A carne maturada é mais macia que a não maturadaporém ) menos suculenta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.04.2000

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FZEA11400005688T.241 2000 e.2
    How to cite
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    • ABNT

      RIBEIRO, Fábio Garcia; LEME, Paulo Roberto. Características de carcaça e qualidade da carne de tourinhos alimentados com dietas de alta energia. 2000.Universidade de São Paulo, Pirassununga, 2000.
    • APA

      Ribeiro, F. G., & Leme, P. R. (2000). Características de carcaça e qualidade da carne de tourinhos alimentados com dietas de alta energia. Universidade de São Paulo, Pirassununga.
    • NLM

      Ribeiro FG, Leme PR. Características de carcaça e qualidade da carne de tourinhos alimentados com dietas de alta energia. 2000 ;
    • Vancouver

      Ribeiro FG, Leme PR. Características de carcaça e qualidade da carne de tourinhos alimentados com dietas de alta energia. 2000 ;

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