Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Estudos espectroscópicos da interação do dipiridamol e seus derivados com sistemas biofísicos: membrana modelo e proteínas (2000)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ALMEIDA, LUIS EDUARDO - IQSC
  • USP Schools: IQSC
  • Subjects: FÍSICO-QUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: No presente trabalho, foi estudada a interação do dipiridamol (DIP), 4,8-dipiperidinopirimido[5,4-d]pirimidino-2,6-diildinitrilo tetraetanol, uma droga que atua como vasidilatador coronariano e como antiagregante plaquetário, sendo utilizado notratamento e profilaxia da angina do peito, com modelos de membrana biológica, e com a proteína de soro bovino (BSA). Como sistemas modelo de membrana biológica foram empregados diversos fosfolipídeos (DPPC, DPPG, DMPC e DMPG) e surfactantes(SDS, CTAC, CTAB, HPS, Brij-35 e Triton X-100). As constantes de associação do DIP às vesículas de fosfolipídeos foram determinadas via técnica de fluorescência e apresentaram valores da ordem de 600 e 1000 M-1 em DPPC, pH 7,0 abaixo e acima datransição de fase do fosfolipídeo, respectivamente e da ordem de 700 e 1500 M-1 para o DPPG, também em pH 7,0, abaixo e acima da transição de fase, respectivamente. Em pH 4,0, onde o DIP se encontra protonado, a sua solubilidade em água aumentasensivelmente fazendo com que as constantes de associação ao DPPC diminuam em torno de 65%. No entanto, em vesículas de DPPG, devido a cabeça polar dos fosfolipídeo ser aniônica, a interação eletrostática favorecida pela protonação do DIP,compete com o aumento de solubilidade do DIP em água e as constantes obtidas em pH 4,0 para este fosfolipídeos são praticamente as mesmas. Dados de anisotropia de fluorescência do DIP foram utilizados para calcular sua constante de associação àsmicelas e à BSA. As constantesencontradas são da ordem das determinadas anteriormente por outras técnicas. Através do estudo do decalmento de anisotropia de fluorescência foi possível constatar que a reorientação do DIP nas micelas não possuinenhum grau de liberdade, reorientando-se junto com a micela enquanto que nas vesículas o movimento parece ser intravesicular, possuindo assim, um grau de liberdade em relação às vesículas de fosfolipídeos. Os valores do tempo de ) correlação encontrados para o DIP associado ao BSA revelam que a droga possivelmente deve estar associada à agregados da proteína. Através da técnica de RPE e utilizando radicais nitróxidos derivados do ácido esteárico paramonitorar mudanças na bicamada lipídica provocada pela adição do DIP, constatamos que o DIP praticamente não afeta a organização da bicamada lipídica quando monitorada com o 16-DSA e é possível ver uma leve alteraçào na ordem da bicamada quandomonitoramos a influência do DIP com o 5-DSA. Por fim, foi estudada a oxidação enzimática do DIP e alguns de seus derivados (RA14, RA25, RA47 e RA143) através da peroxidase de raiz forte (HRP) em presença de água oxigenada sendo constatado que aenzima é capaz de oxidar o DIP e estes derivados via a retirada de dois elétron, à exceção do RA143. O mecanismo de oxidação depende do anel pirimido-pirimidina tetrasubstituído e só em micela aniônica de SDS é possível ter uma concentraçãoestacionária suficiente da espécie radicalar do DIP para ser detectada por óptica
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 31.08.2000

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IQSC30800010448T1181
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      ALMEIDA, Luís Eduardo; TABAK, Marcel. Estudos espectroscópicos da interação do dipiridamol e seus derivados com sistemas biofísicos: membrana modelo e proteínas. 2000.Universidade de São Paulo, São Carlos, 2000.
    • APA

      Almeida, L. E., & Tabak, M. (2000). Estudos espectroscópicos da interação do dipiridamol e seus derivados com sistemas biofísicos: membrana modelo e proteínas. Universidade de São Paulo, São Carlos.
    • NLM

      Almeida LE, Tabak M. Estudos espectroscópicos da interação do dipiridamol e seus derivados com sistemas biofísicos: membrana modelo e proteínas. 2000 ;
    • Vancouver

      Almeida LE, Tabak M. Estudos espectroscópicos da interação do dipiridamol e seus derivados com sistemas biofísicos: membrana modelo e proteínas. 2000 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: