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Episódios reacionais e relação com recidiva em doentes com hanseníase multibacilar tratados com diferentes esquemas terapêuticos (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CUNHA, MARIA DA GRAÇA SOUZA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: MEDICINA INTERNA
  • Language: Português
  • Abstract: Para avaliar fatores relacionados com a presença a tipos de reação a as recidivas, foram acompanhados, por um período de 72 meses, após início do tratamento, 90 doentes com hanseníase multibacilar (MB). Os pacientes foram tratados com esquemas poliquimioterápicos, seguindo protocolo de estudo randomizado e duplo cego. Foram realizadas, avaliações clínicas e laboratoriais, através da quantificação do índice baciloscópico, de anticorpos anti PGL-1,anti gangliosídeos e das citocinas IL-10, IFN y e TNF a, em diferentes períodos. As quantificações de citocinas e anticorpos foram feitas através de ELISA, sendo encontrado resultados que conduziram às seguintes conclusões: Durante o curso evolutivo da hanseníase, os episódios reacionais, compreendendo eritema nodoso hansênico (ENH), reação reversa (RR) e neurite isolada, apresentaram-se como complicações freqüentes, observando-se essas reações em 74% dos doentes MB. Quanto à ocorrência de neurite, isolada ou associada à ENH ou RR, essa mostrou-se homogeneamente distribuída entre os casos. No momento do diagnóstico, doentes MB apresentaram altos níveis de IgM anti PGL-1, que estiveram diretamente relacionados com os valores dos índices baciloscópicos (IB). Durante o seguimento, não foi encontrada diferença na evolução dos títulos desses anticorpos entre doentes com ENL, RR e casos não reacionais (p> 0,05). Entretanto, foram observados episódios de ENH em pacientes com IB elevado (4,6), enquanto que RR e neurites foram maisfreqüentes em pacientes com IB médio ou baixo (2,9 a 2,4 respectivamente). Os títulos de anticorpos anti PGL-1 reduziram acentuadamente na comparação dos níveis iniciais com os detectados aos 12 meses de tratamento (p< 0,001 nos casos não reacionais; p< 0,01 no grupo com ocorrência de ENH; P < 0,05 no grupo com RR) a p< 0,001 nos casos de recidiva) e, mantiveram-se ) baixos durante o seguimento pós alta. Fizeram exceção os casos de recidiva, nos quais 8/12 doentes mostraram elevação dos níveis de anti PGL-1, detectados pre, ou durante, o diagnóstico de recidiva. A análise dos resultados dos dois períodos não mostrou diferença estatisticamente significante (p> 0,05), possivelmente associada ao reduzido tamanho da amostra. Os dados mostram que embora o anti PGL-1 não possa ser usado como um marcador de atividade da doença, pode ser útil para monitorar a aresposta terapêutica em MB. Foi observado também que a ocorrência de episódios reacionais durante ou pós tratamento não se associou á evolução para recidiva porém, reação crônica, recorrente, no período maior que cinco anos pós alta, representa um critério para suspeita de recidiva. Na tentativa de associar-se presença de anticorpos anti glicolipídeos de nervo aos surtos de neurites, analisou-se os resultados considerando o quadro clínico dos doentes. Embora algumas amostras tenham apresentado valores três vezes maiores do que o nível de corte, e de ter sido encontrada diferença estatísticamente significante entre osníveis desses anticorpos a os de contrôles normais (p< 0,001), a medida de proporções mostrou que níveis aumentados de IgG anti gangliosídeos não implicam em ocorrência de reação. A ausência de detecção da citocina TNF a no soro de doentes MB, no momento do diagnóstico, associada à elevação de IL-10 e anticorpo anti PGL-1, poderia estar relacionada à depressão da atividade macrofágica, e ao elevado número de bacilos. A supressão da resposta imunológica de doentes MB em relação aos controles normais, avaliada pelos níveis de IL-10 e INF y, tende a ser revertida com o tratamento e conseqüente redução do número de bacilos, o que conduz a recuperação da atividade celular específica. Resultados de relevância pois sugerem que a depressão da reatividade imune celular nos doentes MB está diretamente ) diretamente associada à presença do M. leprae, logo, a melhor forma de recuperar a capacidade de defesa do doente é tratá-lo, objetivando a destruição bacilar a conseqüente involução da doença
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.02.2001

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200030217Cunha, Maria das Graas Souza
    How to cite
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    • ABNT

      CUNHA, Maria das Graças Souza; FOSS, Norma T. Episódios reacionais e relação com recidiva em doentes com hanseníase multibacilar tratados com diferentes esquemas terapêuticos. 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Cunha, M. das G. S., & Foss, N. T. (2001). Episódios reacionais e relação com recidiva em doentes com hanseníase multibacilar tratados com diferentes esquemas terapêuticos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Cunha M das GS, Foss NT. Episódios reacionais e relação com recidiva em doentes com hanseníase multibacilar tratados com diferentes esquemas terapêuticos. 2001 ;
    • Vancouver

      Cunha M das GS, Foss NT. Episódios reacionais e relação com recidiva em doentes com hanseníase multibacilar tratados com diferentes esquemas terapêuticos. 2001 ;

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