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Estudos de biologia e de ecologia química de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Heteroptera: Coreidae) (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SOUZA, CARLOS EDUARDO PILLEGGI DE - FFCLRP
  • USP Schools: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: PERCEVEJO
  • Language: Português
  • Abstract: Leptoglossus zonatus (Dallas) (HETEROPTERA: COREIDAE) é um coreídeo que se alimenta de frutos e sementes de uma grande variedade de plantas cultivadas tais como: milho, laranja, soja, sorgo, algodão, entre outros. Este percevejo que ocorre no Sudeste dos Estados Unidos, na América Central e Nordeste da América do Sul, tem em anos recentes ocupado novas áreas do continente Sul Americano, principalmente no Brasil, onde se tomou amplamente distribuído. Ataques do inseto a grandes culturas de milho localizadas em importantes regiões agrícolas do Brasil vêm desde a década de 80, preocupando entomologistas e agricultores, pois ninfas e adultas podem causar perdas de mais de 15% da produção do milho. Dessa forma, recentemente L.zonatus foi eleito como uma nova praga das espigas de milho, aumentando o rol da entomofauna associada a essa cultura, que a cada ano causa uma significativa redução da produção do cereal em agroecossistemas sub-tropicais. As ninfas e adultos alimentando-se das sementes do milho facilitam a penetração de microorganismos, aumentando ainda mais as perdas. Muito pouco se conhece sobre a história natural desse percevejo, embora seja um espécie de grande importância econômica. Os trabalhos científicos realizados até o presente enfocam apenas os aspectos morfológicos, da sua bilogia em laboratório e relatos dos danos causados às suas plantas hospedeiras. No presente trabalho serão abordados e discutidos os resultados do estudos biológicos e de ecologiaquímica de L. zonatus. Numa primeira etapa descrevemos os estudos populacionais de L. zonatus (Dallas) sobre cultura de milho (Zea mays L.). Os trabalhos conduzidos em duas épocas de plantio comercial de milho (primeiro e segunda safra de milho) do estado de São Paulo, na Fazenda Santa elisa do Instituto Agronômico de Campinas, São Paulo Brasil (2255' de latitude sul, 4704' de longitude oeste a 650 m de altitude). Os adultos de L. zonatus colonizam )as plantas de milho durante a fase de seu desenvolvimento vegetativo (idade média de 41 5,57, com mínimo de 21 a máximo de 55 dias, n= 5 áreas). A contar da época do aparecimento do percevejo no campo, foi verficado um aumento numérico da população do inseto em sincronismo com o desenvolvimento fenológico do milho. Os percevejos estiveram presentes ao longo de todo o ciclo da cultura do milho. Altos índices de infestação ocorreram na fase de formação das espigas até próximo do final da maturação dos grãos, com os maiores picos populacionais constatados no início e próximo do final desse período. Os danos causados pelo inseto nessa fase de desenvolvimento das plantas sãocríticos e são prejuízos certos para o agricultor, pois a espiga de milho é o produto final da cultura. A colheita tardia das espigas pode favorecer a manutenção da população adulta do inseto por mais tempo no campo de milho. Nestes dois estudos, realizados em diferentes épocas de plantio do cereal, apesar das condições climáticas oscilaremacentuadamente durante as investigações, estas não tiveram impacto negativo no tamanho da população do inseto praga. Os inimigos naturais de L. zonatus ocorrendo sobre as populações de campo são agentes promissores para o seu controle populacional. O microhimenptero Gryon sp. (HYMNOPTERA: SCELIONIDAE), parasitide de ovos, pode vir a ser uma ferramenta importante empregada em futuros programas de manejo de pragas do complexo da entomofauna do milho do qual se inclui o coredeo L. zonatus. em Campinas foi observado que as populações do percevejo praga ocorrem durante todo o ano, o que de certa forma pode favorecer a ocorrência de sobreposição de várias gerações desse inseto polífago. Durante o período de nossas investigações foi detectada uma nova planta hospedeira do percevejo L. zonatus, Spatodea campanulata (BIGNONIACEAE), uma árvore ornamental amplamente utilizada na arborização urbana e rural ) de muitas cidades brasileiras. Esta planta ornamental contribui de certa forma, para a manutenção das populações do inseto no campo durante os períodos de entressafra do milho e/ou de outras importantes culturas atacadas pelo inseto. A determinação do período de colonização do inseto na cultura, bem como as variações numéricas da sua população, incidência de inimigos natural, etc., forma um elenco de informações que podem vir a auxiliar no estabelecimento dos níveis de equilíbrio e de dano da praga, através de métodos adequados para o seu controle populacional. Taispráticas de controle populacional do percevejo podem ser feitas através de liberções massais de inimigos naturais, da conservação de plantas invasoras, uso de atraticidas, entre outros. Numa segunda etapa do trabalho, abordamos os aspectos da biologia de L. zonatus DALLAS, quando submetido a diferentes densidades ninfais e condições ambientais controladas de laboratório, com alimento e espaço físico padronizado. Fatores bióticos relacionados à duração do estágio de ninfa, porcentagem de sobrevivência, peso dos adultos, razão sexual a atividades reprodutivas foram avaliados e discutidos. A metodologia consistiu de cinco tratamentos, com cinco repetições cada: T = 5 ninfas/ fiasco de criação; T2 = 10 ninfas/fiasco; T3 = 15 ninfas/fiasco; T4 = 20 ninfas/fiasco a finalmente T5 = 25 ninfas/fiasco de criação. A menor taxa de sobrevivência (38,28%) foi observada em T5, tratamento de maior densidade ninfal. A razão sexual observada foi: T1 = 0,6; T2 = 0,23; T3 = 0,54; T4 = 0,45 e T5 = 0,53 fêmeas/machos. Com exceção de T2, a proporção de fêmeas para machos no diferiu muito da razão sexual teórica esperada de 1:1. Diferenças significativas na longevidade dos adultos foram observadas entre fêmeas virgens e fêmeas acasaladas. As fêmeas virgens tiveram uma longevidade duas vezes maior do que a das fêmeas acasaladas (114,8; 15 à 50; 20 à 10; 9 ) dias, respectivamente). As fêmeas tiveram os pesos frescos maiores que os machos em todos os tratamentosconsiderados, com exceção para T1 (peso fêmea T1 = 154,00 e 9,90; peso macho T1 = 125,00 e 10,0; peso fêmea T2 = 127,00 e 5,60; peso macho T2 = 110,00 e 2,00; peso fêmea T3 = 139,00 e 5,18; peso fêmea T4 = 140,00 e 4,80; peso macho T4 = 106,00 e 2,64). Apontamos e discutimos as possíveis "vantagens" que o efeito de agregação das ninfas exerce no de no desenvolvimento e desempenho de L. zonatus quando mantido em condições ambientais controladas. Numa terceira etapa do trabalho, foram descritos os estudos comportamentais e químicos realizados para identificar os compostos voláteis envolvidos na comunicação sexual/agregação de L. zonatus. Bioensaios conduzidos em olfatômetro de vidro (Y - tubo) e em arena de quatro escolhas indicaram que machos adultos atraem outros adultos, enquanto que as fêmeas não o fazem. Análises químicas de extratos de glândulas e obtidos pelo método de coleta por aeração revelaram que os machos produzem compostos voláteis específicos. Bioensaios de olfatometria conduzidos no laboratório utilizando-se os componentes sintéticos específicos da glândula ventral abdominal dos machos indicaram que esses voláteis químicos funcionaram como estímulos olfativos de atração para adultos de ambos os sexos. Diferentes armadilhas entomológicas colocadas no campo contendo iscas com os compostos sintéticos específicos da glândula abdominal ventral dos machos, capturaram ninfas e adultos de L. zonatus, sugerindo que as funções desses químicos estãoassociadas com o feromônio de agregação da espécie. Os resultados dessa pesquisa sugerem que os adultos de L. zonatus possuem um sistema de comunicação química a longa distância mediado pelos compostos voláteis (feromônio) emitido pelos machos
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 13.09.2001

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FCLRP20800024306SOUZA, CARLOS EDUARDO P.
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    • ABNT

      SOUZA, Carlos Eduardo Pilleggi de; AMARAL FILHO, Benedicto Ferreira do. Estudos de biologia e de ecologia química de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Heteroptera: Coreidae). 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Souza, C. E. P. de, & Amaral Filho, B. F. do. (2001). Estudos de biologia e de ecologia química de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Heteroptera: Coreidae). Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Souza CEP de, Amaral Filho BF do. Estudos de biologia e de ecologia química de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Heteroptera: Coreidae). 2001 ;
    • Vancouver

      Souza CEP de, Amaral Filho BF do. Estudos de biologia e de ecologia química de Leptoglossus zonatus (Dallas) (Heteroptera: Coreidae). 2001 ;

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