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Alterações hematológicas induzidas experimentalmente pelo veneno da aranha marrom, Loxosceles gaucho (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: TAVARES, FLAVIO LUIZ - FMVZ
  • USP Schools: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VPT
  • Subjects: ARANHAS; VENENOS; HEMATOLOGIA; COELHOS; COAGULAÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Os acidentes humanos causados por aranhas do gênero Loxosceles caracterizam-se principalmente pela formação de uma característica lesão dermonecrótica no local da picada. No entanto, alguns casos apresentam um envolvimento sistêmico mais severo e desenvolvem um quadro de hemólise intravascular e coagulação intravascular disseminada, que pode resultar em insuficiência renal aguda. Procurando contribuir para uma melhor compreensão do loxoscelismo, objetivou-se caracterizar em coelhos o quadro hematológico resultante da injeção intradérmica do veneno de Loxosceles gaucho, espécie predominante no estado de São Paulo, investigando-se também a possível evolução do quadro sistêmico, através de importantes parâmetros bioquímicos para a avaliação da função hepática e renal. Para tanto, após os tempos de 3, 24, 48, 72 e 120 horas da injeção i.d. do veneno, grupos experimentais (n=5), inoculados com o veneno total (10'mü'g/kg) e controles injetados com salina foram anestesiados e o sangue coletado da artéria carótida após procedimento cirúrgico. Os resultados apresentaram um quadro de leucopenia e trombocitopenia nos tempos iniciais de 3 e 24 horas ( 3,9 '+ OU -' 0,6 e 2,9 '+ OU -' 0,44 x 1'0 POT. 9'/L leucócitos, respectivamente), e especialmente no tempo de 72 horas (16,2 '+ OU -' 2,5 x 1'0 POT. 9'/L) constatou-se uma intensa leucocitose neutrofílica. Na contagem de plaquetas, verificou-se uma intensa trombocitopenia inicial nos tempos de 3 (73 '+ OU -' 24 x1'0 POT. 9'/L) e 24 horas (28 '+ OU -' 15 x 1'0 POT. 9'/L), com um quadro de trombocitose no tempo de 120 horas (1009 '+ OU -' 24 x 1'0 POT. 9'/L de plaquetas). Observou-se um aumento do volume de plaquetas no tempo de 24 horas (9,6 '+ OU -' 0.7 fL), com recuperação nos tempos seguintes. O número de hemácias apresentou-se diminuído nos últimos grupos experimentais de 72 (4,4 '+ OU -' 0,7 x 1'0 POT. 12'/L)e 120 horas (4,6 '+ OU -' 0,4 x 1'0 POT. 12'/L), ) acompanhado do hematócrito e da hemoglobina, e sem decréscimo nos níveis hematimétricos absolutos. No entanto, os parâmetros bioqímicos de hemoglobina, as bilirrubinas total e indireta, e a haptoglobina, não apresentaram alterações condizentes com um quadro de hemólise intravascular. Esta última mostrou-se elevada nos grupos de 24, 48 e 72 horas. Os níveis de fibrinogênio aumentaram a partir do grupo de 48 horas e permaneceu elevado nos tempos de 72 e 120 horas. A elevação destas duas proteínas de fase aguda em resposta ao intenso processo inflamatório estabelecido, sugerem um processo de hiperproteinemia, não detectada pelos níveis de proteína total, que seria compensada por hemodiluição compensatória, resultando em decréscimo dos parâmetros observado no eritrograma. Em reforço a esta interpretação, os fatores V, VII, VIII, IX, X e XI da coagulação sanguínea, mostraram-se aumentados no tempo de 120 horas, sem evidências da ativação sistêmica da coagulação. Os demais parâmetros bioquímicos (AST, ALT,GGT, proteína total, uréia e creatinina) não apresentaram alterações. Com os presentes resultados, constata-se que o coelho não desenvolve a forma sistêmica do loxoscelismo, na forma que se estabelece em humanos, uma vez que não foram verificadas a hemólise intravascular e a coagulação intravascular disseminada. Por outro lado, os achados de trombocitopenia e leucopenia nos tempos iniciais são sugestivos de estarem relacionados ao estabelecimento da lesão e confirmam o coelho como um bom modelo para o estudo da forma cutânea do loxoscelismo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.03.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMVZ11300001551T.1078 FMVZ e.2
    How to cite
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    • ABNT

      TAVARES, Flávio Luiz; SANO-MARTINS, Ida Sigueko. Alterações hematológicas induzidas experimentalmente pelo veneno da aranha marrom, Loxosceles gaucho. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Tavares, F. L., & Sano-Martins, I. S. (2002). Alterações hematológicas induzidas experimentalmente pelo veneno da aranha marrom, Loxosceles gaucho. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Tavares FL, Sano-Martins IS. Alterações hematológicas induzidas experimentalmente pelo veneno da aranha marrom, Loxosceles gaucho. 2002 ;
    • Vancouver

      Tavares FL, Sano-Martins IS. Alterações hematológicas induzidas experimentalmente pelo veneno da aranha marrom, Loxosceles gaucho. 2002 ;