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Áreas alagadiças (Wetlands) para o tratamento de aqüíferos livres e rasos contaminados por nutrientes (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SANTOS, JEANE GLAUCIA - IGC
  • USP Schools: IGC
  • Sigla do Departamento: GSA
  • Subjects: HIDROGEOLOGIA; TRATAMENTO DE ÁGUA; MODELOS MATEMÁTICOS; AQUÍFEROS
  • Language: Português
  • Abstract: A contaminação de aqüíferos rasos e livres por fossas sépticas e negras é um problema bastante sério, principalmente em países em desenvolvimento. Nesta dissertação pretendeu-se estudar processos de remediação de aqüíferos rasos e livres utilizando-se da técnica de wetlands, que são definidos como habitats onde o nível d'água pode estar na superfície, sobre, ou bem próximo a ela. Como exemplo destas áreas pode-se citar os pântanos, brejos e manguezais, mas há também os criados artificialmente, geralmente com fins ambientais. Através de modelagem matemática foram criados possíveis cenários da aplicação de wetlands artificiais para a atenuação de plumas contaminantes em aqüíferos rasos. A remediação dos aqüíferos apresenta, por meios desses processos estudados, baixo custo operacional. Os resultados obtidos indicam a necessidade de uma área superior 2.000 m2 para a implantação de um sistema capaz de tratar 10 m3 de água por dia, considerando um tempo de residência de 10 a 15 dias. Este volume corresponde ao efluente produzido por 70 pessoas (150 L/hab/dia). O volume drenado e o tempo de permanência da água dentro do canal são inversamente proporcionais e fortemente controlados pela condutividade hidráulica do terreno, que é um fator limitante para a construção de uma wetland para tratar água subterrânea. O tempo de trânsito sofre, ainda, forte influência de recarga. Em simulações com recarga de 250 mm/ano os tempos foram menores que os obtidos nassimulações sem recarga. As dimensões da pluma a ser capturada podem ser contraladas com a construção de barreiras impermeáveis, tanto horizontais quanto verticais, como por exemplo, um cone para aumentar a abertura permeável para a captura da água subterrânea e a inserção de barreiras verticais logo abaixo dessa abertura. Porém as barreiras verticais deverão ser bastante profundas, pois barreiras de até 4 m além do fundo do canal, aumentariam, no máximo, em até 1 m a ) no profundidade de captura dos tubos de fluxo da água subterrânea. Além dos modelos matemáticos, foram estudados dois sistemas integrados de 'wetlands' - de fluxo superficial com plantas flutuantes (aguapés) seguidos de solos filtrantes com arroz irrigado - construídos para o tratamento de água superficial. No primeiro sistema, localizados em São Paulo (PET-EG), a eficiência para demanda bioquímica e química de oxigênio (DBO e DQO) foi de 55% e 72%, respectivamente. Já os compostos nitrogenados, com exceção do nitrato, apresentaram valores erráticos, sem nenhum valor conclusivo de eficiência. O nitrato apresentou concentrações sempre inferiores ao limite de detecção. No segundo sistema, localizado na SABESP de Carapicuíba, a eficiência para DBO e DQO foi de 83% e 86%. Para os compostos nitrogenados a eficiência foi de 83 a 93,6% para N-total, 80 a 87% para amônio e amônia, e de até 89% para nitrato, para as concentrações de entrada comuns para o Rio Cotia, em torno de 5 m/L 'NO IND. 3' POT. -'. Umexperimento de injeção de uma solução de nitrato a 20 mg/L 'NO IND. 3' POT. -' retornou valores de eficiência para este nutriente em torno de 77%. A eficiência desse sistema foi boa também para cor (83 a 94%), turbidez (80 a 95,6%), fósforo total (92 a 97%) e agentes tensoativos (83%). Os alcances sociais deste trabalho são diretos, principalmente no atendimento de áreas de alta densidade de ocupação, como favelas, onde é comum a geração de plumas contaminantes que deságuam em córregos e pequenas drenagens, contaminando-os; e como alternativa no tratamento prévio da água para pequenos municípios
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 04.04.2002
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IGC30900010212T S237 JG.a e.2
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    • ABNT

      SANTOS, Jeane Gláucia; HIRATA, Ricardo. Áreas alagadiças (Wetlands) para o tratamento de aqüíferos livres e rasos contaminados por nutrientes. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-03102014-143638/pt-br.php >.
    • APA

      Santos, J. G., & Hirata, R. (2002). Áreas alagadiças (Wetlands) para o tratamento de aqüíferos livres e rasos contaminados por nutrientes. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-03102014-143638/pt-br.php
    • NLM

      Santos JG, Hirata R. Áreas alagadiças (Wetlands) para o tratamento de aqüíferos livres e rasos contaminados por nutrientes [Internet]. 2002 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-03102014-143638/pt-br.php
    • Vancouver

      Santos JG, Hirata R. Áreas alagadiças (Wetlands) para o tratamento de aqüíferos livres e rasos contaminados por nutrientes [Internet]. 2002 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44133/tde-03102014-143638/pt-br.php

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