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Cefaléia menstrual: estudo semiológico de 100 casos (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MIZIARA, LINEU DOMINGOS - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: CEFALEIA (ESTUDO CLÍNICO); HORMÔNIOS SEXUAIS; NEUROLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: A literatura é rica em trabalhos que relacionam a cefaléia aos hormônios sexuais na mulher. Cerca de 60% das mulheres associam seus ataques de cefaléia ao período menstrual. Muitos trabalhos demonstraram que a migrânea menstrual decorre provavelmente da queda de estrogênios verificada pouco antes da menstruação. No entanto, não há estudos pormenorizados que descrevam as características clínicas das cefaléias que ocorrem no período menstrual e que não são diagnosticadas como migrâneas segundo a Classificação e Critérios Diagnósticos das Cefaléias, Neuralgias Cranianas e Dor Facial (1988). O presente trabalho se propõe a estudar semiologicamente a cefaléia menstrual, seja aquela que acontece exclusivamente no período menstrual, seja aquela que piora nesse período. Definimos cefaléia menstrual, em nosso estudo, como aquela que se inicia no intervalo de tempo de 2 dias antes da menstruação até o último dia da mesma, podendo se prolongar por 7 dias após o fim do fluxo. Os parãmetros analisados foram: intensidade, caráter e localização da dor, além de sintomas associados. Foram analisadas as cefaléias de 100 pacientes com idade variando entre 20 e 45 anos, por dois períodos menstruais consecutivos, através de questionário preenchido pelas próprias pacientes. Das 100 pacientes incluídas no trabalho, 23 faziam uso de contraceptivos orais e as características das cefaléias desse grupo foram comparadas às das pacientes que não usavam contraceptivos orais. Aanálise dos resultados permitiu concluir que cerca de 80% das cefaléias, quer ocorram exclusivamente no período menstrual, ou em outros dias do mês com piora nesse período, classifica-se como migrânea sem aura, sendo de forte intensidade no primeiro dia de dor, e aliviando-se progressivamente até o último dia de dor. As cefaléias registradas foram, em sua maior parte, latejantes (cerca de 60%) e, em algum momento do período menstrual, referidas como hemicrânicas; ) a duração dessas cefaléias foi mais longa do que as crises migranosas relatadas na literatura. Na sua maioria (cerca de 40%), as cefaléias se iniciaram dois dias antes do primeiro dia da menstruação. Náuseas e/ou vômitos foram os sintomas associados com maior freqüência. Em nosso trabalho, constatamos que as cefaléias menstruais ocorrem com mais freqüência 2 dias antes do início da menstruação e no dia do início do fluxo menstrual. Finalmente, registramos, entre as cefaléias menstruais, 9 casos de cefaléia tensional, 2 casos de cefaléia cervicogênica e 1 caso de cefaléia em facadas. A comparação das cefaléias das 23 mulheres que usavam contraceptivos orais com as das 77 que não usavam não revelou diferenças estatisticamente significantes em nehum dos parâmetros estudados
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.11.2001

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200060098Miziara, Lineu Domingos
    How to cite
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    • ABNT

      MIZIARA, Lineu Domingos; SPECIALI, José Geraldo. Cefaléia menstrual: estudo semiológico de 100 casos. 2001.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2001.
    • APA

      Miziara, L. D., & Speciali, J. G. (2001). Cefaléia menstrual: estudo semiológico de 100 casos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Miziara LD, Speciali JG. Cefaléia menstrual: estudo semiológico de 100 casos. 2001 ;
    • Vancouver

      Miziara LD, Speciali JG. Cefaléia menstrual: estudo semiológico de 100 casos. 2001 ;

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