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Interação de compostos fenotiazínicos com membranas modelo (2001)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: JACOB, RICARDO FRANCISCHETTI - IQSC
  • USP Schools: IQSC
  • Subjects: BIOFÍSICA
  • Language: Português
  • Abstract: Uma série de compostos vem sendo descritos na literatura por exercer provável ação antioxidante, e entre eles podemos citar os fenotiazínicos (PH), como a clorpromazina (CPZ) e trifluoperazina (TFP), drogas largamente utilizadas na prática médica principalmente como neuroléticos ou agentes antipsicóticos, o que fez com que desde a década de 1950 muitas pesquisas fossem realizadas sobre as propriedades e os mecanismos de reação destes compostos, essencialmente em meio homogêneo aquoso. Vários agentes causam a oxidação dos PH a radicais catiônicos, os quais podem ser gerados em soluções aquosas por oxidação química, eletroquímica, fotoquímica ou enzimática. As peroxidases catalisam a oxidação dos PH na presença de 'H IND.2''O IND.2' aos radicais catiônicos correspondentes, que sofrem um rearranjo não enzimático, transformando-se nos sulfóxidos respectivos (PHSO) ou em produtos hidroxilados. Essa oxidação já foi bastante estudada em meio homogêneo aquoso, porém, apesar de várias pesquisas terem sugerido que esses radicais catiônicos formados são intermediários importantes no metabolismo dessas drogas, a relação entre a estabilidade destes radicais e a ação farmacológica da droga ainda não está clara. Especialmente no que se refere ao efeito antioxidante que ocorre na membrana biológica, tendo em vista que a grande maioria dos compostos antioxidantes exercem sua ação nessa região, devido a sua lipofilicidade, como é o conhecido caso do a-tocoferol (vitamina E). Como osestudos de oxidação enzimática de PH em presença de 'H IND.2''O IND.2' em meio aquoso são bastante conhecidos, o propósito deste trabalho foi verificar se as observações efetuadas nessas condições sofrem alguma alteração quando realizadas em meio micelar que mimetiza a membrana biológica. ) A oxidação enzimática dos fenotiazínicos em soluções homogêneas mostrou de uma maneira geral que a CPZ é mais facilmente oxidada que a TFP. Além disso, no caso da CPZ, a oxidação total da droga, ou seja, a formação do produto final não foi dependente do pH do meio, porém a estabilidade do radical catiônico foi fortemente dependente do pH do meio, de forma que em pH 5,0 a estabilidade do radical catiônico CPZ foi maior que em pH 7,0. Para a TFP, no entanto, observou-se uma forte influência do pH do meio tanto sobre a estabilidade do radical catiônico, quanto relativa ao término da oxidação. Em pH 5,0 a estabilidade do radical catiônico TFP foi maior, além de que a oxidação da TFP foi completada com menor quantidade de H2O2 que em pH 7,0. Para ambas as drogas foi possível observar que as espécies envolvidas na reação de oxidação enzimática foram a droga inicial que sofreu uma oxidação ao radical catiônico, o qual sofreu por sua vez uma decomposição formando o sulfóxido correspondente. Com relação à oxidação em meio micelar foi possível concluir que a TFP teve uma maior interação com as micelas dos surfactantes empregados que a CPZ, em todas as condições estudadas. Convémsalientar que esta maior interação droga - micela foi mais acentuada em pH 7,0 do que em pH 5,0, o que vem corroborar com a dependência dos valores das constantes de associação em função do pH do meio. Quanto ao tipo de surfactante utilizado pode-se concluir de uma forma geral que a interação das drogas foi mais intensa na ordem CTAC < HPS < SDS, ficando claro que a interação dos fenotiazínicos com micelas aniônicas é bastante forte, sendo capaz de inibir significativamente a reação de oxidação, enquanto que no caso das micelas zwiteriônicas esta inibição é apenas parcial devido às interações mais fracas entre a droga e as micelas. ) Dessa forma, pode-se dizer que o grau da oxidação dos fenotiazínicos e a produção de seus radicais catiônicos são dependentes do tipo e da concentração de surfactante presente no meio oxidativo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.08.2001

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IQSC30800012899T1324
    How to cite
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    • ABNT

      JACOB, Ricardo Francischetti; TABAK, Marcel. Interação de compostos fenotiazínicos com membranas modelo. 2001.Universidade de São Paulo, São Carlos, 2001.
    • APA

      Jacob, R. F., & Tabak, M. (2001). Interação de compostos fenotiazínicos com membranas modelo. Universidade de São Paulo, São Carlos.
    • NLM

      Jacob RF, Tabak M. Interação de compostos fenotiazínicos com membranas modelo. 2001 ;
    • Vancouver

      Jacob RF, Tabak M. Interação de compostos fenotiazínicos com membranas modelo. 2001 ;

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