Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Nos calabouços da inquisição de Lobo Antunes (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BILANGE, ELIZABETH MARIA AZEVEDO - FFLCH
  • USP Schools: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLC
  • Subjects: LITERATURA PORTUGUESA (HISTÓRIA E CRÍTICA;ANÁLISE); LITERATURA COMPARADA; INQUISIÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: O dialogismo que o título de O Manual dos Inquisidores, do português António Lobo Antunes, estabelece com os manuais medievos, Practica officii Inquisitionis heretice pravitatis, de Bernard Gui (1326), Directorium Inquisitorium, de Nicolau Eymerich (1376) e Malleus Maeficarum, de Heinrich Kramer e James Sprenger (1484), conduziu à busca de respostas nas Inquisições - seus manuais, documentos e representações - para a análise da narrativa do romance. A mescla do histórico e do fictício, no Manual de Antunes, revelou semelhanças entre as cenas explícitas de tortura e os suplícios do Tribunal do Santo Ofício, entre a trajetória de alguns personagens e a saga dos judeus em terras lusitanas, entre presente, passado recente e passado remoto de Portugal. A representação gráfica da estrutura do romance apresenta coincidências entre o Manual e os manuais de Inquisição da Idade Média: a disposição física, a exposição pública dos acusados, a circularidade dos desfiles e a execução nos autos-de-fé. Nos procedimentos narrativos de Antunes, foram observados a manipulação singular do tempo, do foco narrativo e da construção das personagens, através de analogia com os procedimentos adotados nos manuais medievos. A subdivisão em 'relatos' e 'comentários', conforme Antunes designou as partes da obra, faz o ponto de contato entre o leitor e a natureza das personagens e dos fatos. A análise do jogo de imagens, destacado na ecphrasis, relacionou Lobo Antunes à obra de Goya, parademonstrar o grotesco e a ironia do Manual, que sarcasticamente na brutal ditadura de Oliveira Salazar, tal qual Goya imerge nos Tribunais da Inquisição. A extensão político-religiosa da autoridade e do domínio do protagonista, Francisco, ) remeteu à figura do Inquisidor cínico e implacável de "A Lenda (ou Parábola) do Grande Inquisidor", de Dostoiévsky. O "espirito inquisitorial", deixando a marca da violência e da arbitrariedade, subjaz a toda a obra e faz dela um documento "extra-oficial" da História, um testemunho da "civilização de barbárie" portuguesa, de antes, durante e depois da Revolução dos Cravos, segundo a óptica de Lobo Antunes
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 20.06.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FFLCH21300123802T BILANGE, E,M.A. 2002
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      BILANGE, Elizabeth Maria Azevedo; MONGELLI, Lênia Marcia de Medeiros. Nos calabouços da inquisição de Lobo Antunes. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Bilange, E. M. A., & Mongelli, L. M. de M. (2002). Nos calabouços da inquisição de Lobo Antunes. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Bilange EMA, Mongelli LM de M. Nos calabouços da inquisição de Lobo Antunes. 2002 ;
    • Vancouver

      Bilange EMA, Mongelli LM de M. Nos calabouços da inquisição de Lobo Antunes. 2002 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: