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Fotografia cinematográfica: início e desenvolvimento de uma técnica criativa (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ROMITI, MARCOS - ECA
  • USP Schools: ECA
  • Sigla do Departamento: CTR
  • Subjects: FOTOGRAFIA CINEMATOGRÁFICA; ILUMINAÇÃO CINEMATOGRÁFICA; CINEMA; TÉCNICA CINEMATOGRÁFICA
  • Language: Português
  • Abstract: Desde os tempos antigos, o Homem tenta reproduzir a imagem de forma permanente. Desde as primeiras pinturas nas cavernas até as imagens criadas sobre telas de computador, o homem busca expressar-se reproduzindo das mais variadas formas a natureza, o espaço que o circunda e a si próprio. A luz, e a ausência dela, caracterizada pelas sombras, passam a exercer papel fundamental nesta representação. Não só na pintura, mas também no teatro, a luz tem caráter fundamental. A iluminação cenográfica tem significado criativo desde as primeiras tragédias gregas. Na idade média os grandes candelabros, e as lamparinas a óleo são os primeiros elementos de iluminação, rudimentares refletores, para o teatro da época. Estes elementos simples de iluminação foram sendo substituídos, com o passar dos anos, por equipamentos mais elaborados criativa e tecnologicamente. A partir da segunda metade do século XIX, a fotografia e, logo depois o cinema, usam a luz como ferramenta essencial de criação e expressão. É na pintura e, mais ainda, nas obras renascentistas, onde os artistas atingem o apogeu da representação do chiaroscuro, o jogo de luz e sombras, que fotógrafos e cinegrafistas vão buscar inspiração para a impressão da película cine-fotográfica. Não só os artistas se interessam pela luz. Desde os gregos a luz tem sido objeto de intensa pesquisa científica. Newton foi o primeiro a identificar o espectro de cores na luz branca vinda do sol. A partir de então, de Newton aEinstein, foi um sucessivo e contínuo empenho de muitos cientistas na busca de desvendar a natureza física da luz. ) A imagem fotográfica e, conseqüentemente, a cinematográfica, se nutrem de ambas as características da luz, de natureza física e de sua natureza criativa; e, como os pintores diante de suas telas em branco, o cinegrafista tem, no enquadramento cinematográfico, os limites físicos para compor sua obra, extrapolando em sua criação, os limites psicológicos da percepção. No cinema, o estudo da composição poderia ser levado ao infinitum para aqueles que desejarem repassar para a tela de cinema todo o acervo da pintura. A técnica atual não somente permite jogar com luz e sombra e com as cem graduações de chiaroscuro em emulsões branco e preto, como também aprimorou o trabalho com a cor. Muitos diretores de fotografia estudaram pintura e analisaram a fundo os escritos do renascimento para deixar nos seus quadros fílmicos uma resposta das leis pictóricas. No cinema, não é só do diretor de fotografia a responsabilidade da composição do enquadramento: o diretor de cena, o diretor de arte, o cenógrafo, o figurinista, todos colaboram de forma a contribuir na escolha criativa do compositor da imagem. A evolução tecnológica de câmeras, elementos de iluminação e acessórios, possibilita cada vez mais ao diretor de fotografia expressar sua criatividade buscando uma imagem com altíssima qualidade técnica e expressiva
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.04.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    ECA20100043004t791.43025 R765f e.2
    How to cite
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    • ABNT

      ROMITI, Marcos; PEÑUELA CAÑIZAL, Eduardo. Fotografia cinematográfica: início e desenvolvimento de uma técnica criativa. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Romiti, M., & Peñuela Cañizal, E. (2002). Fotografia cinematográfica: início e desenvolvimento de uma técnica criativa. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Romiti M, Peñuela Cañizal E. Fotografia cinematográfica: início e desenvolvimento de uma técnica criativa. 2002 ;
    • Vancouver

      Romiti M, Peñuela Cañizal E. Fotografia cinematográfica: início e desenvolvimento de uma técnica criativa. 2002 ;

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