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Prevalência, características e impacto da dor no cotidiano da puérpera (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ALEXANDRE, CLAUDIA WERNECK - EE
  • USP Schools: EE
  • Sigla do Departamento: ENP
  • Subjects: DOR; ENFERMAGEM OBSTÉTRICA
  • Language: Português
  • Abstract: O puerpério caracteriza-se por uma série de mudanças nas estruturas envolvidas no processo de reprodução, e a dor pode estar presente como resultado de transformações fisiológicas pertinentes a esta fase ou de intercorrências obstétricas e de procedimentos. Este é um estudo descritivo expoloratório que visa conhecer as dores do puerpério e seus reflexos nas atividades diárias da mulher com a finalidade de subsidiar o aprimoramento da assistência à puérpera. Teve como objetivos: analisar a dor referida pelas puérperas quanto à freqüência, localização e intensidade; verificar a utilização de terapias farmacológicas e a interferência da dor nas atividades diárias da mulher nos dez primeiros dias após o parto. O estudo investigou 100 puérperas do setor de Alojamento Conjunto do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, entre abril e maio de 2000. A coleta de dados foi realizada pela análise dos prontuários, de exame físico e de três entrevistas realizadas entre 20 e 24 horas, 56 e 60 horas e no décimo dia após o parto e do preenchimento de um diário de dor pela própria puérpera em seu domicílio. Este estudo constatou elevada prevalência de dor entre as puérperas de parto vaginal. Verificou-se que mais de 93% das puérperas referiram algum tipo de dor nos dez primeiros dias após o parto, e do total de dores relatadas, a dor perineal, a abdominal (tipo cólica uterina) e a mamilar foram as mais freqüentes. As médias de intensidade das dores situam-se entre 4,1 e5,5 no período de 20 a 24 horas, entre 3,7 a 7,0 de 56 a 60 horas e entre 2,9 a 6,5 no décimo dia após o parto, demonstrando dor de intensidade moderada. Houve maior freqüência de prescrições de medicamentos em regime misto (antiinflamatório de horário e analgésico se necessário) durante a internação hospitalar; o analgésico se necessário teve baixo índice de administração (4,6%). Medidas não farmacológicas foram pouco utilizadas no alívio da dor e ) 92,0% das puérperas não tiveram prescrições médicas de analgésicos por ocasião da alta. A dor perineal foi apontada pelas puérperas como aquela que mais interferiu na realização de suas atividades diárias. Tratar a dor é um indicativo de qualidade assistencial, assim como a prevenção da morbidade puerperal, portanto a prevenção, avaliação e o tratamento da sensação dolorosa devem ser alvo dos profissionais dos serviços de saúde
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.06.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    EE10200006442T2186
    How to cite
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    • ABNT

      ALEXANDRE, Claudia Werneck; OLIVEIRA, Sonia Maria Junqueira Vasconcellos de. Prevalência, características e impacto da dor no cotidiano da puérpera. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Alexandre, C. W., & Oliveira, S. M. J. V. de. (2002). Prevalência, características e impacto da dor no cotidiano da puérpera. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Alexandre CW, Oliveira SMJV de. Prevalência, características e impacto da dor no cotidiano da puérpera. 2002 ;
    • Vancouver

      Alexandre CW, Oliveira SMJV de. Prevalência, características e impacto da dor no cotidiano da puérpera. 2002 ;

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