Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BARROS, VERIDIANA ESTER DIAS DE - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBP
  • Subjects: FLAVIVIRUS (IMUNOLOGIA;ESTUDO)
  • Language: Português
  • Abstract: As arboviroses representam grave problema de saúde pública no Brasil. Dentre as arboviroses, aquelas transmitidas por mosquitos e causadas por Flavivirus são as mais importantes causadoras de surtos ou epidemias. Flaviviroses, como o dengue e a febre amarela, são responsáveis por doenças humanas de grande morbidade e representativa mortalidade. A fisiopatologia de algumas flaviviroses, como a do dengue na sua forma hemorrágica, relaciona-se à infecção maciça de células macrofágicas. Esse estudo objetivou investigar a infecção de macrófagos peritoneais de camundongos infectados por diferentes Flavivirus brasileiros. A infecção celular foi inicialmente confirmada por teste de imunofluorescência indireta no qual observou-se fluorescência celular quando comparada à de macrófagos não infectados. O estudo incluiu microscopia de varredura na qual macrófagos infectados com os vírus Rocio (ROC), febre amarela (YF), Bussuquara (BUS) e da encefalite de Saint Louis (SLE) apresentaram alterações da forma, tamanho e superfície, com acentuação no tamanho dos prolongamentos citoplasmáticos (pseudópodos). À microscopia de transmissão observou- se, independente do Flavivirus infectante, alterações citopatológicas sugerindo grave comprometimento celular. Ocorreu hipertrofia do retículo endoplasmático (rRE) por todo o citoplasma, com aparecimento de grandes vesículas intracitoplasmáticas contendo, no interior, material amorfo e finamente granulado, com partículasesféricas de tamanho variável, muitas com aproximadamente 50 a 60 nm de diâmetro, provavelmente, correspondendo a partículas virais em formação. Os macrófagos infectados apresentaram rRE hipertrofiado e com centros eletrondensos, características que podem ser associadas a grande atividade de síntese protéica. Visualizou-se muitos ribossomos livres no citoplasma e, também, foi possível observar o complexo de Golgi com alargamento de suas vesículas. As mitocôndrias ) apresentaram-se preservadas e sem alterações aparentes. Os núcleos mostraram-se preservados em sua forma e posição, mas freqüentemente exibiam rarefação cromatínica. À imunomicroscopia eletrônica observou-se maior quantidade de partículas de ouro coloidal nos macrófagos infectados quando comparados aos não infectados. Antígenos de Flavivirus foram observados nos macrófagos infectados, em diversos pontos dos citoplasmas, mais freqüentemente em vesículas. Também, estudou-se a produção de citocinas e óxido nítrico (NO) nos macrófagos infectados com Flavivirus. Células infectadas com ROC, SLE e BUS não exibiram produção alterada de IL-1ß, TNF-'alfa'. e TGF- ß1. Os macrófagos infectados com YF não mostraram alteração na síntese de IL-1ß e TNF-'alfa'. mas inibiram a produção de TGF-ß1. A estimulação macrofágica com LPS após infecção por ROC, SLE e YF inibiu a produção de IL-1ß e TGF-ß1. Os vírus ROC e BUS inibiram a produção macrofágica de TNF-'alfa'. BUS causou produção aumentada de IL-1ß. Também,verificou-se que os macrófagos infectados com ROC, SLE, YF e BUS apresentaram produção aumentada de NO. Macrófagos estimulados com LPS e infectados com os vírus ROC, SLE e BUS (5000 MOI) mostraram produção aumentada de NO enquanto que os infectados com YF tiveram redução na produção de NO e BUS (500 MOI) não alterou esta produção. A infecção por Flavivirus brasileiros causa profundas alterações e graves danos às estruturas citoplasmáticas macrofágicas devido à replicação viral. Os vírus e seus produtos foram visualizados em vesículas citoplasmáticas do rRE. Também, a infecção pelos Flavivirus inibe a síntese das citocinas IL-lß, TNF -'alfa' e TGF -ß1. Estes achados são de difícil interpretação por que, se algumas alterações de citocinas favoreceriam à replicação viral, outras seriam úteis ao controle da infecção. Entretanto, quanto ao NO, foi nítida a produção aumentada nas células infectadas sugerindo ) que esta molécula gasosa deva atuar no controle da infecção celular por Flavivirus
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.09.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200035523Barros, Veridiana Ester D. de
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      BARROS, Veridiana Ester Dias de; FIGUEIREDO, Luiz Tadeu Moraes. Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Barros, V. E. D. de, & Figueiredo, L. T. M. (2002). Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Barros VED de, Figueiredo LTM. Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos. 2002 ;
    • Vancouver

      Barros VED de, Figueiredo LTM. Estudo sobre a infecção por Flavivirus brasileiros em macrófagos de camundongos. 2002 ;