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Rastreamento do adenocarcinoma prostático em voluntários de uma região da Bahia (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PASCHOALIN, EDSON LUIZ - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: ADENOCARCINOMA (PESQUISA); PRÓSTATA
  • Language: Português
  • Abstract: OBJETIVOS -Determinar a prevalência do adenocarcinoma prostático em uma amostra de voluntários entre 40 e 79 anos de idade de uma região nordestina e sua relação com o fenótipo antropológico. Verificar, ainda, a variação do antígeno prostático específico (PSA) segundo a cor da pele e se seu valor para o diagnóstico do câncer pode ser melhorado pelo uso de critérios associados como a densidade do PSA e a relação PSA livre/PSA total. MATERIAL E MÉTODOS -O rastreamento para adenocarcinoma prostático foi realizado no município de Ipirá, Bahia, no segundo semestre de 2000, onde foram examinados inicialmente 499 voluntários com idade entre 40 e 79 anos. As biópsias prostáticas guiadas por ultra-som trans-retal (10 fragmentos) foram indicadas em voluntários com PSA >2ng/ml (O PC- Immulite) e/ou toque retal alterado. Os voluntários foram classificados em brancos, pardos e negros segundo o fenótipo antropológico associado à pergunta da existência de pais ou avós de cor distinta. Em 120 voluntários, sendo 40 sem câncer escolhidos ao acaso de cada subgrupo antropológico e em todos os portadores de câncer, associou-se a análise da origem racial pela análise genética de 5 Variable Number of Tandem Repeats (VNTRs): APOB, F13A1, PAH, D4S43 e vW-I. As dosagens do PSA, o exame histológico das biópsias e o estudo dos VNTRs foram efetuados no HCFMRP-USP. Foram excluídos 26/147 voluntários com biópsias indicadas e que não compareceram para o procedimento. RESULTADOS -Aprevalência do adenocarcinoma prostático na amostra estudada foi de 27/473 (5,7%). Na faixa de 50-79 anos a prevalência foi de 27/341 (7,9%). As proporções de câncer nos voluntários brancos, pardos e negros de 40 a 79 anos foram: brancos-1/148(0,6%), pardos-6/90 (6,7%) e negros-20/235 (8,5%) (p=0,006). A prevalência entre brancos (1/148) e não brancos (26/325) também mostrou diferença significante (p=0,0009). Observou-se através da análise dos ) VNTRs que a miscigenação dos indivíduos classificados como brancos, pardos e negros mostrou as seguintes proporções respectivas de alelos caucasianos, africanos e ameríndios: 67, 5'+ OU-' 8% , 20,8'+ OU -' 8% e 11,7'+ OU -' 7%; 54,8'+ OU -' 9%, 36,3'+ OU -' 5% e 8,9 '+ OU -' 7%; e, 45,3'+ OU -' 3%, 45,9'+ OU -' 4% e 8,8 '+ OU -' 4%. Nos portadores de câncer as proporções respectivas desses alelos foram 50, 5'+ OU -' 9% , 49'+ OU -' 8% e 0,5'+ OU -' 4%, e naqueles sem câncer foram 59,1'+ OU -' 7%, 31,7'+ OU -' 8% e 9,2'+ OU -' 5%. As medianas respectivas do PSA total em brancos, pardos e negros não portadores de câncer não mostraram diferença quando comparadas no conjunto (p=0,73) ou quando cotejadas por faixa etária. Entretanto, notou-se maior dispersão de valores em negros acima de 60 anos. Considerando-se os voluntários com PSA T entre 0 e 10ng/ml a sensibilidade e especificidade do teste para detecção do câncer foram de 100% e 31,6% para o corte de 2,5ng/ml, e de 69,2% e 57,7% para o corte de 4ng/ml. Na faixa do PSAT entre 2,5 e 10ng/ml a adoção do critério de corte do PSAUPSA T em 20% elevaria a acurácia do teste de 31,0 para 51,4, sendo que este mesmo nível de corte na faixa entre 4 e 10ng/ml causaria elevação da acurária de 59,2 para 62,1, sem perda da sensibilidade. Usando-se o corte do PSAD em 0,08 na faixa do PSA T entre 2,5 e 10ng/ml aumentaria a acurácia para 42,7, e o corte de 0,10 na faixa de PSA T entre 4 e 10ng/ml a elevaria para 66,9, também sem perda da sensibilidade. CONCLUSÕES -A prevalência do adenocarcinoma prostático em Ipirá foi de 5,7%. A prevalência do tumor foi significativamente maior em não brancos que em brancos. O PSAT em voluntários sem câncer não variou de modo significativo nos diversos grupos antropológicos. Tanto a fração PSAUPSA T quanto a PSAD podem melhorar a acurária do teste do PSAT sem afetar a sensibilidade
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.12.2002

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200033631Paschoalin, Edson Luiz
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    • ABNT

      PASCHOALIN, Edson Luiz; MARTINS, Antonio Carlos Pereira. Rastreamento do adenocarcinoma prostático em voluntários de uma região da Bahia. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Paschoalin, E. L., & Martins, A. C. P. (2002). Rastreamento do adenocarcinoma prostático em voluntários de uma região da Bahia. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Paschoalin EL, Martins ACP. Rastreamento do adenocarcinoma prostático em voluntários de uma região da Bahia. 2002 ;
    • Vancouver

      Paschoalin EL, Martins ACP. Rastreamento do adenocarcinoma prostático em voluntários de uma região da Bahia. 2002 ;

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