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Evidências da participação cininérgica no desenvolvimento da resposta febril em ratos (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SANTOS, DANIELLE RODRIGUES DOS - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RFA
  • Subjects: FEBRE (ANTAGONISTAS E INIBIDORES); FARMACOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: Tem sido demonstrado que a administração intracerebroventricular de cininas induz elevação da temperatura corporal em animais experimentais. Entretanto, os mediadores envolvidos nesta resposta e o envolvimento do sistema cininérgico no desenvolvimento da resposta febril em resposta a pirogênios exógenos ainda não foram estabelecidos. Os objetivos deste estudo foram investigar a participação do sistema cininérgico na resposta febril induzida pela administração intravenosa de LPS e lê nas respostas febris induzidas por vários pirogêni os endógenos, como as citocinas, CRF e PFPF, e também investigar os mediadores envolvidos no efeito pirogênico induzido pela administração central de bradicinina (BK) em ratos. Foi verificado que o tratamento sistêmico (1 mg/Kg, iv) ou central (20 nmol, icv) com o antagonista seletivo para receptores B2, HOE-140, reduziu de forma significativa a resposta febril induzida pela administração intravenosa 5 'mü'g/Kg de LPS. Por outro lado, estes tratamentos não alteraram a resposta induzida pela administração de uma maior dose de LPS (50 'mü'g/Kg, iv). O tratamento iv ou icv com antagonista seletivo para receptores B(1), des-Arg9-[Leu8]-BK (DALBK), não alterou a resposta febril induzida pela administração de LPS (5 'mü'g/Kg, iv). Além disso, animais tratados com captopril (5 mg/Kg, sc, 1 hora antes) apresentaram exacerbação da resposta febril induzida pelo LPS (5 'mü'g/Kg, iv), sendo este efeito totalmente revertido pelo tratamento ivcom HOE-140. Estes resultados sugerem a participação das cininas endógenas na resposta febril induzida pela administração intravenosa de baixas doses de endotoxina pela ativação de receptores do tipo 82, possivelmente localizados no sistema nervoso central. Foi observado que a administração intravenosa de LPS (5 'mü'g/Kg) induziu significativo aumento dos níveis de BK livre,' cinininogênio total e calicreína tecidual no fluido cerebroespinal de animais ) febris 3 horas após a injeção. Estes dados, sugerem a ativação do sistema cininérgico durante o desencadeamento da resposta febril induzida pelo LPS. Também foi observada a indução do RNAm para receptores B1 em hipotálamos dos animais 4 horas após a injeção iv de LPS (5 'mü'g/Kg), fenômeno não observado em hipotálamos de animais que receberam injeção de solução salina estéril. A administração icv de BK (5 a 20 nmol) em animais não tratados com captopril promoveu elevação transitória da temperatura corporal, enquanto que em animais tratados, a administração central de BK (5 e 10 nmol, icv) induziu uma elevação dose-dependente da temperatura corporal que se manteve durante todo o período de observação (6 horas). A injeção doagonista seletivo para receptores B1, des-Arg9-BK (DABK), em animais tratados com captopril não promoveu qualquer alteração da temperatura corporal dos animais. No entanto, a injeção de DABK (10 nmol, icv) 1,5 hora após uma dose sub-efetiva de IL-1 'beta' (1 ng, icv) promoveusignificante aumento da temperatura corporal, sendo esta resposta reduzida pelo tratamento com DALBK (20 nmol, icv) ou celecoxib (5 mg/kg, vo), inibidor seletivo da enzima cicloxigenase do tipo 2. Os tratamentos iv e icv com DALBK ou HOE-140 reduziram de forma significativa a elevação de temperatura corporal induzida pela administração icv de BK (10 nmol) em animais pré-tratados com captopril. O tratamento com HOE- 140 reduziu todo o curso da resposta, enquanto que o tratamento com DALBK reduziu somente a fase tardia (a partir da 3ª hora) da elevação de temperatura corporal induzida pela BK. Estes resultados sugerem o envolvimento de ambos receptores no desenvolvimento da resposta febril induzida pela BK. O tratamento com HOE-140 ou DALBK (1 mg/Kg, iv) não modificou as respostas febris induzidas pela administração iv de IL-1 'beta' (2,5 'mü'g/Kg) e TNF 'alfa' (5 'mü'g/Kg) ou icv de IL-1 'beta' (3ng), TNF- ) 'alfa' (250 ng), IL-6 (500 ng), CRF (5 'mü'g) e PFPF (200 ng), sugerindo que entre os mediadores envolvidos na resposta febril, a BK agiria em um passo anterior á liberação das citocinas. A elevação da temperatura corporal induzida pela injeção de BK (10 nmol, icv) foi inibida pelo tratamento com IL-1 ra (200 'mü'g, icv) enquanto o tratamento com sTNFr (0,5 'mü'g, icv) reduziu somente a fase inicial e o tratamento com IL-6Ab (5 'mü'g, icv) reduziu a fase final desta resposta. Além disso, tanto o tratamento com o antagonista não seletivo para receptores deCRF, CRF9-41 (25 'mü'g, icv), quanto o realizado com o antagonista seletivo para receptores CRF-R1, antalarmina (20 mg/Kg, sc), reduziram parcialmente a elevação da temperatura induzida pela injeção icv de BK. A administração icv de BK (10 nmol) em animais tratados com captopril induziu significante elevação dos níveis de PGE2 e PGF2'alfa' no fluido cerebroespinal. Estes níveis foram reduzidos de forma significativa pelo tratamento dos animais com indometacina. O tratamento com indometacina (2 mg/Kg, ip), dipirona (120 mg/Kg, ip), meloxicam (10 mg/Kg, vo) e celecoxib (5 mg/Kg) reduziu significativamente toda a resposta induzida pela injeção icv de BK, enquanto que o tratamento com dexametasona (0,5 mg/Kg, sc) reduziu a resposta a partir da 1ª hora após a injeção de BK. Em conjunto, estes dados colocam a BK como um mediador central da febre induzida pelo LPS, visto que esta cinina é capaz de promover a liberação de citocinas, PGs, e CRF
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 07.11.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200034532Santos, Danielle Rodrigues dos
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    • ABNT

      SANTOS, Danielle Rodrigues dos; SOUZA, Glória Emília Petto de. Evidências da participação cininérgica no desenvolvimento da resposta febril em ratos. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Santos, D. R. dos, & Souza, G. E. P. de. (2002). Evidências da participação cininérgica no desenvolvimento da resposta febril em ratos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Santos DR dos, Souza GEP de. Evidências da participação cininérgica no desenvolvimento da resposta febril em ratos. 2002 ;
    • Vancouver

      Santos DR dos, Souza GEP de. Evidências da participação cininérgica no desenvolvimento da resposta febril em ratos. 2002 ;