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Avaliação do gasto energético obtido pela calorimetria indireta e pela equação de Harris-Benedict no paciente em estado grave (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: COLETTO, FRANCISCO ANTONIO - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: SUPLEMENTAÇÃO ALIMENTAR (AVALIAÇÃO;CIRURGIA)
  • Language: Português
  • Abstract: A determinação precisa das necessidades energéticas está incluída na primeira fase dos cuidados ao paciente em estado grave, a fim de se evitar condições prejudiciais, como hipo ou hiperalimentação. Muitos estudos demonstram grandes diferenças entre o gasto energético medido por calorimetria indireta e os valores obtidos através de equações presuntivas, dentre elas a equação de Harris-Benedict. O objetivo deste estudo foi avaliar a utilização das equações de Harris-Benedict, os fatores de correção específicos para injúria (sepse) e o uso da calorimetria indireta, em pacientes graves vítimas de sepse e/ou trauma de qualquer origem. Foram estudados 28 pacientes com critérios para sepse (15 homens e 13 mulheres), com idade de 46,6 '+ OU -' 19,5 anos. O índice prognóstico APACHE II foi de 23,7 '+ OU -' 7,8 e o risco de óbito calculado pelo APACHE 11 de 48,5 '+ OU -' 27,5. O sistema de graduação de sepse (SS) foi de 22 '+ OU -' 7,7. Todos os pacientes estavam sob ventilação mecânica e sedação. Um total de 85 medidas de calorimetria indireta foi realizado nos 28 pacientes, que foram divididos em dois grupos (I -com quatro séries de medidas de calorimetria indireta durante 30 minutos e II - uma medida com período de 30 a 60 minutos). Os valores médios do gasto energético obtido pela calorimetria indireta (GER) para os 19 pacientes do grupo I, nos tempos 'T IND.1'a 'T IND.4', foram de 1625 kcal.'d POT.-1' ('T IND.1'), 1660 kcal.'d POT.-1' ('T IND.2'), 1685 kcal.'dPOT.-1' ('T IND.3') e 1705 kcal.'d POT.-1' ('T POT.4'). Para os 09 pacientes do grupo II, com apenas única medida ('T IND.1'), de 1351 j kcal.'d POT.-1'. O valor médio do gasto energético basal ('GEB IND.H-B') foi de 1507,5 '+ OU -' 208,1 kcal.'d POT.-1' para os pacientes do grupo I e 1317,1 '+ OU -' 240,7 kcal.'d POT.-1' para os do grupo II; valores obtidos através da equação de Harris-Benedict. Quando utilizados os fatores de correção para injúria e ) atividade ('GET IND.CALC'), os valores do gasto energético total calculado aumentaram em ambos os grupos (2894,5 '+ OU -' 399,6 kcal.'d POT.-1' e 2528,8 '+ OU -' 462,1 kcal.'d POT.-1', para o grupo I e para o grupo II, respectivamente). O valor médio do gasto energético real (GER) obtido através da calorimetria indireta é de 1669,0 ' + OU -' 266,0 kcal.'d POT.-1' para o grupo I e de 1351,2 ' + OU -' 275,3 kcal.'d POT.-1' para o grupo II. Em média, o gasto energético resultante da equação de Harris- Benedict ('GEB IND.H-B' = 1507,5 + OU -' 208,1 kcal.'d POT.-1') é estatisticamente diferente (p = 0,02) dos valores obtidos pela calorimetria indireta (GER = 1669,0 '+ OU -' 266,0 kcal.'d POT.-1') no grupo I. No grupo II, a diferença estatística entre o 'GEB IND.H-B' (1317,10 '+ OU -' 240,70 kcal.'d POT.-1') e o GER (1351,22 '+ OU -' 275,34 kcaI.'d POT.-1') não foi observada (p = 0,41). No entanto, quando aplicados os fatores específicos de correção propostos por Long et al em 1979, há diferenças estatísticas em todos osgrupos. Para toda a casuística, houve uma variação global de 8,2% entre o GER e o 'GEB IND.H-B', com p = 0,007. Nossos dados demonstraram diferenças estatísticas entre o gasto energético medido através da calorimetria indireta e o basal calculado pela equação de Harris-Benedict. Entretanto, essa diferença pode ser questionada quanto à importância clínica. No entanto, os valores obtidos quando a equação é corrigi da pelos fatores de injúria, superestima o gasto energético em mais que 50%. Em conclusão, estes resultados sugerem que a equação de Harris - Benedict sem os fatores de correção parece ser mais apropriada em estimar o gasto energético nos pacientes em estado grave do que a equação corrigida. Além disso, o uso rotineiro da calorimetria indireta para guiar a suplementação calórica nos pacientes sépticos parece ser a técnica mais adequada na estimativa do gasto energético real ) neste grupo de pacientes. Nós sugerimos que, sempre quando possível ou necessário, o gasto energético deve ser medido e que a utilização das fórmulas presuntivas seja reavaliada a cada caso
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.12.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200058551Coletto, Francisco Antonio
    How to cite
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    • ABNT

      COLETTO, Francisco Antonio; BASILE FILHO, Anibal. Avaliação do gasto energético obtido pela calorimetria indireta e pela equação de Harris-Benedict no paciente em estado grave. 2002.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2002.
    • APA

      Coletto, F. A., & Basile Filho, A. (2002). Avaliação do gasto energético obtido pela calorimetria indireta e pela equação de Harris-Benedict no paciente em estado grave. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Coletto FA, Basile Filho A. Avaliação do gasto energético obtido pela calorimetria indireta e pela equação de Harris-Benedict no paciente em estado grave. 2002 ;
    • Vancouver

      Coletto FA, Basile Filho A. Avaliação do gasto energético obtido pela calorimetria indireta e pela equação de Harris-Benedict no paciente em estado grave. 2002 ;

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