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Uma abordagem da toxicidade em extratos de cultivos de dinoflagelados, gênero Prororcentrum e Alexandrium, do canal de São Sebastião, litroal norte do Estado de São Paulo (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: NAVES, JEANETE LOPES - IB
  • USP Schools: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: MICROALGAS; DINOFLAGELLATES (TOXICIDADE); MARÉ VERMELHA
  • Language: Português
  • Abstract: Microalgas tem uma importante função no ecossistema marinho devido a sua atividade fotossintética. São os maiores produtores de biomassa e compostos orgânicos nos oceanos, e participam da alimentação de herbívoros do plâncton e de organismos filtradores como bivalves. A proliferação de microalgas planctônicas, que ocorre em condições especiais, pode ter efeitos negativos como a contaminação de animais que servem de alimento, e a alta biomassa pode induzir ao aumento do DBO, causando hipoxia e levando a mortalidade da vida marinha no local. Esses eventos freqüentemente implicam em perdas econômicas na aqüicultura e turismo e risco à saúde humana. Algumas espécies podem proliferar em tal número que causam mudança na cor da superfície das águas, o que é chamado de marés vermelhas. Dessas espécies, mais ou menos 40 são capazes de produzir potentes toxinas que podem ser acumuladas em animais que servirão de alimento para o homem, causando intoxicação. De acordo com os sintomas observados na intoxicação humana por microalgas, é possível considerar seis distúrbios causados por grupos de toxinas marinhas: envenenamento paralisante por mariscos, exemplos de organismos causadores: Alexandrium sp, Gymnodinium catenatum e Pyridinium bahamense; envenenamento ciguatérico por peixes, organismo causador: dinoflagelado bentônico Gambierdisco toxicus; envenenamento diareico por marisco, exemplos de organismos causadores: Dinophysis sp, Prorocentrum lima, P. maculosum,Protoceratium reticulatum e Coolia sp; envenenamento neurotóxico por mariscos, causado por Gymnodinium breve; envenenamento amnésico por ingestão de mariscos, organismo causador: diatomácea Psudonitzschia sp e envenenamento azaspiracideo, organismo causador ainda desconhecido. Algumas espécies de dinoflagelados foram cultivadas no Centro de Biologia Marinha da Universidade de São Paulo - CEMIMar/USP - para identificar eventuais toxinas e ocorrências de marés ) vermelhas causadas por esses organismos. Os organismos foram isolados de amostras do fitoplâncton do canal de São Sebastião, estado de São Paulo. Foram mantidos em multiplacas com meio de cultura f/2 com temperatura constante de '24 GRAUS C' ('+ ou -' '2 GRAUS') e fotoperíodo de 12/12h. Ao atingir a fase exponencial de crescimento, as células foram transferidas para frascos com volumes maiores. Através de filtração, as células foram concentradas, homogeneizadas em metanol e realizada partição com solventes orgânicos. Os extratos polares e apolares das espécies cultivdas, foram testados em desenvolvimento embrionário de ovos de ouriço, em eritrócitos de camundongos e em nervo de crustáceo. Quando ocorreu atividde antimitótica, realizamos também o teste de imunofluorescência para filamentos de actina, em cultura de neuroblastoma, para verificar as possíveis alterações no citoesqueleto
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 18.12.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IB12000020919M-1094
    How to cite
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    • ABNT

      NAVES, Jeanete Lopes; FREITAS, José Carlos de. Uma abordagem da toxicidade em extratos de cultivos de dinoflagelados, gênero Prororcentrum e Alexandrium, do canal de São Sebastião, litroal norte do Estado de São Paulo. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Naves, J. L., & Freitas, J. C. de. (2002). Uma abordagem da toxicidade em extratos de cultivos de dinoflagelados, gênero Prororcentrum e Alexandrium, do canal de São Sebastião, litroal norte do Estado de São Paulo. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Naves JL, Freitas JC de. Uma abordagem da toxicidade em extratos de cultivos de dinoflagelados, gênero Prororcentrum e Alexandrium, do canal de São Sebastião, litroal norte do Estado de São Paulo. 2002 ;
    • Vancouver

      Naves JL, Freitas JC de. Uma abordagem da toxicidade em extratos de cultivos de dinoflagelados, gênero Prororcentrum e Alexandrium, do canal de São Sebastião, litroal norte do Estado de São Paulo. 2002 ;