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Pesquisa de toxinas em moluscos marinhos predadores do canal de São Sebastião - SP (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: VELOSO, LEONARDO JOSÉ DE CASTRO - IB
  • USP Schools: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: MOLLUSCA; TOXICOLOGIA; PREDAÇÃO (BIOLOGIA)
  • Language: Português
  • Abstract: Ao longo de milhões de anos os organismos marinhos desenvolveram um grande refinamento na produção de substâncias químicas para diferentes ações biológicas, como defesa e captura de alimentos. Um grande número de moluscos marinhos obteve vantagens evolutivas fazendo uso de moléculas orgânicas biologicamente ativas, seja usando essas moléculas para a vida predatória, ou simplesmente como defesa química contra outros agressores. No desenvolvimento dessas adaptações, um número muito grande de moléculas foi produzido, através da síntese metabólica por expressão de genes de toxinas ou pela estocagem e seqüestro de outros organismos. O objetivo do trabalho foi o estudo de substâncias bioativas produzidas por três tipos de moluscos predadores que ocorrem no canal de São Sebastião, SP. A parte experimental envolveu estudos bioquímicos e farmacológicos de moléculas bioativas em três espécies de moluscos marinhos: os gastrópodes Hastula cinerea e Phalium granulatum e o cefalópode Octopus vulgaris. As três espécies são altamente adaptadas para predação, pois são carnívoras e possuem glândulas de peçonha. No presente trabalho podemos observar a inédita presença de tetrodotoxina (TTX) em Octopus vulgaris, sendo o segundo animal conhecido a usar essa molécula para predar e não como defesa. No caso de H. cinerea encontrou-se efeitos similares ao de substâncias do tipo PSPs (Paralytic Shellfish Poisons). As PSPs são substâncias como a TTX, Saxitoxina (STX), a Goniautoxina(GTX) e seus derivados. São substâcias heterocíclicas que possuem baixos pesos moleculares, termoestáveis, hidrossolúveis, e de alta neurotoxicidade (ativo em concentrações nanomolares). Apresentam afinidade por canais de sódio, provocando o bloqueio dos mesmos. Essas ligações são reversíveis, sendo removidas após lavagem. Essas substâncias podem ser encontradas em diversos organismos marinhos. Estudos anteriores já comprovaram a presença de PSPs em outras ) espécies de moluscos gastrópodes. Uma abordgem realizada, no caso particular de H. cinera, foi o estudo de seus peptídeos bioativos, uma vez que o H. cinerea é um membro da superfamília dos toxoglossa (que significa língua de veneno), possuindo um aparato especial de predação, que consiste em um dente redular modificado, em forma de arpão canaliculado, que é lançado pela probóscide a fim de capturar sua presa. Os membros mais estudados dessa superfamília são os do gênero Conus. Esses animais possuem um aparato especial de predação, as conotoxinas, que são peptídeos bioativos amplamente conhecidos como instrumentos em pesquisa farmacológica e até como medicamento. Dessa maneira, a finalidade de nosso trabalho foi a reunião do conhecimento atualizado sobre esses moluscos peçonhentos, a eventual detecção de substâncias com efeitos farmacológicos, tendo em vista um eventual uso futuro como instrumento de pesquisa e ou medicamento
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 19.12.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IB12000020902M-1092
    How to cite
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    • ABNT

      VELOSO, Leonardo José de Castro; FREITAS, José Carlos de. Pesquisa de toxinas em moluscos marinhos predadores do canal de São Sebastião - SP. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Veloso, L. J. de C., & Freitas, J. C. de. (2002). Pesquisa de toxinas em moluscos marinhos predadores do canal de São Sebastião - SP. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Veloso LJ de C, Freitas JC de. Pesquisa de toxinas em moluscos marinhos predadores do canal de São Sebastião - SP. 2002 ;
    • Vancouver

      Veloso LJ de C, Freitas JC de. Pesquisa de toxinas em moluscos marinhos predadores do canal de São Sebastião - SP. 2002 ;

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