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Aspectos da comunicação química em baiacus da espécie Sphoeroides spengleri (Teleostei, Tetradontidae) (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: GUEDES, ADRIANA PEREIRA - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: NEC
  • Subjects: COMPORTAMENTO ANIMAL; PEIXES; FEROMÔNIOS; VENENOS
  • Language: Português
  • Abstract: É bem conhecido que os feromônios transmitem informações entre indivíduos e influência indivíduo da mesma espécie e podem agir, por exemplo, como substâncias de alarme enviada na presença de um predador. Eles também são conhecidos por representar papéis importantes como no comportamento sexual do peixe, reconhecimento de pai-filhote, interação entre presa-predador, migração e disponibilidade de espaço e causa de redução de crescimento e aumento da mortalidade populacional. Os baiacus são muito abundantes em águas marinhas tropicais e possuem a característica singular de inflar com água (ou ar, dependendo do meio em que se encontra) quando em perigo ou sob estresse. É sabido que este comportamento é um mecanismo de defesa química, pois a tetrodotoxina (TTX) pode ser secretada pela pele na água do mar. Alguns autores acreditam que a toxina liberada é associada com situações específicas como estresse, e em defesa desta hipótese eles acharam um aumento na toxicidade da água do aquário no qual encontrava-se um Taquifugu Pardalis após ter sido estimulado eletricamente. Sphoeroides spengleri é considerada uma das espécies mais venenosas do Atlântico devido à presença de grandes quantidades de TTX em seus tecidos. Esta toxina bloqueia a condução de nervos e induz paralisia. Esta espécie é muito comum no litoral de São Paulo. De acordo com a literatura, TTX é conhecida como defesa química contra predadores e feromônio sexual de baiacus. A TTX e seus derivados em baiacusforam estudados intensivamente por toxinologistas, mas pouco existe dos seus efeitos no ambiente marinho como um possível sinal químico. Este trabalho constitui em monitorar a comunicação química entre co-específicos, dois aquários foram interconectados através de uma mangueira. No aquário doador continha um baiacu que foi submetido a manipulações experimentais e o comportamento do peixe no aquário receptor foi registrado por uma filmadora. ). Os resultados confirmaram positivamente a transmissão de informações em Sphoeroides spengleri, por meio de substâncias químicas. Mas, esta conclusão não exclui outros tipos de comunicação nesta espécie. O efeito do fluxo de água, com secreção de coespecífico estressado foi capaz de alterar o padrão natatório do grupo significantemente, a secreção de coespecífico estressado é notada pelo grupo, e este dispersa. O uso do eletrocardiograma (EM como medida do estado de alerta em peixes é bem conhecido na literatura. Para isto foi mostrado que a ansiedade, medo, raiva, entres outros estados emocionais influenciam a freqüência cardíaca (FC) devido às alterações fisiológicas causadas, também, alterações da FC pode ocorrer a uma variedade de estímulos ambientais. A FC também demonstrou ser um parâmetro bom para detectar a transferência de informações por meio de substância química, como já demonstrado previamente por outros pesquisadores de peixe marinho. O baiacu Sphoeroides spengleri foi introduzido em um tubode PVC, com paredes perfuradas, submerso em tanque opaco arejado e por arames separados foi conectado a um eletrocardiograma convencional registrado pelo sistema. Foram apresentados vários tipos de estímulo ao peixe e o ECG foi registrado. Nós não só acreditamos que a secreção de coespecífico estressado afeta a FC, mas a adição de 3ml de TTX, aumenta a FC de um coespecífico de forma significante, assim como a FC do baiacu aumenta quando reconhece a neurotoxina. Esses dados sugestionam a presença de comunicação química em S.spengleri que medeia alterações de FC e estudo do comportamento. Ressaltamos a necessidade de estudos adicionais em secreções de peixes, avaliar seu possível papel na comunicação química
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 01.07.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300012256T QL751 G924a e.2
    How to cite
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    • ABNT

      GUEDES, Adriana Pereira; FREITAS, José Carlos de. Aspectos da comunicação química em baiacus da espécie Sphoeroides spengleri (Teleostei, Tetradontidae). 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Guedes, A. P., & Freitas, J. C. de. (2002). Aspectos da comunicação química em baiacus da espécie Sphoeroides spengleri (Teleostei, Tetradontidae). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Guedes AP, Freitas JC de. Aspectos da comunicação química em baiacus da espécie Sphoeroides spengleri (Teleostei, Tetradontidae). 2002 ;
    • Vancouver

      Guedes AP, Freitas JC de. Aspectos da comunicação química em baiacus da espécie Sphoeroides spengleri (Teleostei, Tetradontidae). 2002 ;

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