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Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público (2002)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BENTO, MARIA APARECIDA DA SILVA - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: PSA
  • Subjects: DISCRIMINAÇÃO NO EMPREGO; IDENTIDADE ÉTNICA; PRECONCEITO; RACISMO; ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS
  • Language: Português
  • Abstract: Esta tese trata das manifestações da racialidade branca no discurso dos gestores de pessoal (chefes e profissionais de recursos humanos) de duas prefeituras do sudeste brasileiro. Seu objetivo é melhor compreender como se dá a reprodução das desigualdades raciais nas relações de trabalho no interior das organizações. A racialidade branca, entendida aqui como branquitude, é abordada como um elemento subjetivo, ocultado que interfere na ação dos gestores nos processos de avaliação da força de trabalho, notadamente nos processos de seleção, promoção, treinamento, demissão e resolução de conflitos na Instituição. Ao longo do texto foi configurada a situação de desigualdade de negros e brancos no mercado de trabalho contemporâneo, bem como as tímidas respostas das organizações brasileiras a esse quadro. A omissão e o silêncio de importantes atores do mercado de trabalho, aparecem materializados nas entrevistas com os gestores, que raramente percebem o negro em seu universo de trabalho. Tudo se passa como se houvesse um pacto entre brancos, aqui chamado de pacto narcísico, que implica na negação, no evitamento do problema com vistas a manutenção de privilégios raciais. O medo da perda desses privilégios, e o da responsabilização pelas desigualdades raciais constituem o substrato psicológico que gera a projeção do branco sobre o negro, carregada de negatividade. O negro é inventado como um "outro" inferior, em contraposição ao branco que se tem e é tido comosuperior; e esse "outro" é visto como ameaçador. Alianças inter-grupais entre brancos são forjadas e caracterizam-se pela ambigüidade, pela negação de um problema racial, pelo silenciamento, pela interdição de negros em espaço de poder, pelo permanente esforço de exclusão moral, afetiva, econômica, política do negros, no universo social. ) Neste contexto é que se caracteriza a branquitude como um lugar de privilegio racial, econômico e político, no qual a racialidade, não nomeada como tal, carregada de valores, de experiências, de identificações afetivas, acaba por definir a sociedade. Branquitude como preservação de hierarquias raciais, como pacto entre iguais, encontra um território particularmente fecundo nas Organizações, as quais são essencialmente reprodutoras e conservadoras
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.10.2002

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300012289T HD4903 B478p e.2
    How to cite
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    • ABNT

      BENTO, Maria Aparecida Silva; CARONE, Iray. Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. 2002.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2002.
    • APA

      Bento, M. A. S., & Carone, I. (2002). Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Bento MAS, Carone I. Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. 2002 ;
    • Vancouver

      Bento MAS, Carone I. Pactos narcísicos no racismo: branquitude e poder nas organizações empresariais e no poder público. 2002 ;

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