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Medicina da alma: usos da analogia em escritos jesuíticos dos séculos XVI e XVII (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA, PAULO JOSE CARVALHO DA - FFCLRP
  • USP Schools: FFCLRP
  • Subjects: PSICOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: A renovação da historiografia intelectual sobre a antiga Companhia de Jesus (1540-1773) tem enfocado suas subestimadas, porém complexas, relações com os saberes renascentistas. Objetiva-se, com este estudo, analisar o uso da analogia da medicina da alma em algumas obras de influentes jesuítas dos séculos XVI e XVII, atuantes no contexto europeu e nas missões portuguesas. O exame do uso desta antiga analogia permite repensar os fundamentos, as relações com outros saberes do período e a operacionalidade de um sistema de convenções que nomeava atividades em concordância com a longa tradição médica do humoralismo e com a concepção de alma aristotélico-tomista. Foi realizado um levantamento de obras em que ocorre a analogia da medicina da alma em acervos brasileiros, franceses, italianos e portugueses que incluem fontes de medicina, teologia, pedagogia e manuais de retórica dos séculos XVI e XVII. Esta pesquisa resultou na localização de regras, diretórios, manuais e tratados práticos, além de cartas e sermões de jesuítas que se utilizam do termo medicina da alma. São textos fundamentais como os do fundador da Companhia, Inácio de Loyola; de seu grande colaborador, Juan Polanco; do cardeal Roberto Bellarmino; do retórico francês, Louis Richeome; do teólogo de Louvain, Léonard Lessius; do superior da ordem, Claudio Acquaviva; do procurador geral das Índias, Estevão Castro, e de missionários no Brasil, como José de Anchieta, Manuel da Nóbrega e o célebre sermonistaAntônio Vieira. Em síntese, os diferentes empregos que estes autores fizeram da analogia da medicina da alma apresentam significações distintas que se superpõem e se complementam. O uso desta analogia evidencia, por um lado, a posição jesuítica nos debates do período acerca da natureza da alma que, sem contradizer a premissa de imaterialidade e de imortalidade de sua substância, fundamenta uma explicação coerente dos complexos processos da .. vida humana. Por outro lado, o múltiplo e complementar uso da analogia produz significações que permitem defender e legitimar práticas modificadoras de funções e movimentos atribuídos à alma. A analogia da medicina da alma confere a autoridade e a atualidade convenientes às diversificadas ações jesuíticas do período, que incluíam uma incipiente atenção à natureza e ao desejo individuais, cuidados com a alimentação, a observância da ordem nos corpos ou o eventual tratamento de enfermidades, indisposições e atribulações; abrangiam a administração de imagens persuasivas, consolatórias, pedagógicas, e, sobretudo, asseveravam o uso da palavra e de seus efeitos transformadores
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.05.2003

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FCLRP20800024093Silva, Paulo Jos Carvalho da
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    • ABNT

      SILVA, Paulo Joé Carvalho da; MASSIMI, Marina. Medicina da alma: usos da analogia em escritos jesuíticos dos séculos XVI e XVII. 2003.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2003.
    • APA

      Silva, P. J. C. da, & Massimi, M. (2003). Medicina da alma: usos da analogia em escritos jesuíticos dos séculos XVI e XVII. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva PJC da, Massimi M. Medicina da alma: usos da analogia em escritos jesuíticos dos séculos XVI e XVII. 2003 ;
    • Vancouver

      Silva PJC da, Massimi M. Medicina da alma: usos da analogia em escritos jesuíticos dos séculos XVI e XVII. 2003 ;

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