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Infecção experimental de morcegos hematófagos Desmodus rotundus (E. Geoffroy) mantidos em cativeiro pela ingestão de sangue desfribinado acrescentado de amostras de vírus da raiva (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SOUZA, MARIA CONCEICAO APARECIDA MACEDO - FMVZ
  • USP Schools: FMVZ
  • Sigla do Departamento: VPS
  • Subjects: RAIVA; DIAGNÓSTICO; SANGUE; CHIROPTERA
  • Language: Português
  • Abstract: Grupos de morcegos hematófagos D. rotundus foram mantidos em cativeiro e alimentados com uma mistura de sangue desfibrinado contendo uma suspensão de cérebros de camundongos infectados com a amostra fixa PV (Pasteur Virus) do vírus da raiva ou com a amostra T-9/95, isolada do morcego D. rotundus, com dose de vírus na mistura "sangue-vírus" correspondendo, respectivamente, a 1'0 POT. 6,18'+ OU -'0,83DLI'C IND. 50'/mL (dose letal 50%, via intracerebral em camundongos) e 1'0 POT.4,63'+ OU -'0,61'DLI'C IND. 50'/mL. Os morcegos foram submetidos à restrição alimentar e hídrica de 12 horas, confirmada a ingestão da mistura, foram observados diariamente em busca de sinais da raiva. Os animais encontrados mortos com ou sem sinais e sintomas de raiva foram submetidos à necropsia, colhendo-se cérebros e órgãos como o coração, pulmão, rim, fígado, baço, língua, gordura marrom, glândula salivar submaxilar e testículo. Um outro grupo de morcegos foi inoculado com a amostra T-9/95, com volume de 0,03mL contendo 104,16'+ OU -'0,61'DLI'C IND. 50' na musculatura externa da coxa e considerados como "padrão positivo" para raiva. Os cérebros de morcegos encontrados mortos na fase pós-inoculação foram inicialmente submetidos às provas de imunofluorescência direta (IFD) e de inoculação intracerebral em camundongos (IC) para a confirmação do diagnóstico. Os cérebros e outros órgãos colhidos de morcegos positivos para raiva pelas provas de IFD e IC foram submetidos à prova de reação emcadeia pela polimerase-transcriptase reversa (RT-PCR), para a verificação do viscerotropismo. Os morcegos inoculados pela via intramuscular com a amostra T-9/95 apresentaram um período de sobrevivência de 11-14 dias, com período clínico de um a dois dias. A ingestão da amostra PV causou raiva em dois animais, com período de sobrevivência de 25 e 32 dias, enquanto que os morcegos que ingeriram a amostra T-9/95, quatro foram positivos às provas de IFD e (continua) ) IC, com período de sobrevivência variável de 26 a 31 dias pós-inoculação. Os sinais observados nos morcegos infectados oralmente, tanto com a amostra PV como a T-9/95 foram semelhantes aos de "morcego padrão", predominando a forma paralítica. A agressividade não foi observada em nenhum momento, vindo a morrer em seguida após passar por um curto período de doença. O viscerotropismo foi observado com maior freqüência no pulmão, confirmados pelas prova de IFD, IC e RT-PCR, com maior positividade observada com a prova de RT-PCR, indicando resultados discrepantes entre as técnicas. Alguns animais encontrados mortos, sem apresentar sinais de doença, não tiveram a confirmação diagnóstica da raiva. Todos os animais que apresentaram sinais da raiva morreram, passando por um período de incubação variável e com curto período de duração clínica, não sendo verificado nenhum caso de recuperação espontânea ou mesmo sobrevivência prolongada, determinando a condição de "portador são" ou "eliminador crônico" dovírus. Com os resultados positivos nas provas de IFD, IC, e RT-PCR, ficou demonstrado que a ingestão do vírus da raiva é capaz de determinar a infecção e causar a morte destes, com disseminação do vírus para o sistema nervoso central (SNC) e outros órgãos, como nos animais inoculados pela via intramuscular
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.08.2003

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMVZ11300024169T.1280 FMVZ e.2
    How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Maria Conceição Aparecida Macedo; ITO, Fumio Honma. Infecção experimental de morcegos hematófagos Desmodus rotundus (E. Geoffroy) mantidos em cativeiro pela ingestão de sangue desfribinado acrescentado de amostras de vírus da raiva. 2003.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
    • APA

      Souza, M. C. A. M., & Ito, F. H. (2003). Infecção experimental de morcegos hematófagos Desmodus rotundus (E. Geoffroy) mantidos em cativeiro pela ingestão de sangue desfribinado acrescentado de amostras de vírus da raiva. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Souza MCAM, Ito FH. Infecção experimental de morcegos hematófagos Desmodus rotundus (E. Geoffroy) mantidos em cativeiro pela ingestão de sangue desfribinado acrescentado de amostras de vírus da raiva. 2003 ;
    • Vancouver

      Souza MCAM, Ito FH. Infecção experimental de morcegos hematófagos Desmodus rotundus (E. Geoffroy) mantidos em cativeiro pela ingestão de sangue desfribinado acrescentado de amostras de vírus da raiva. 2003 ;