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Elementos psicanalíticos para se pensar o autismo na infância (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ROCHA, FULVIO HOLANDA - FE
  • USP Schools: FE
  • Subjects: AUTISMO; LINGUAGEM INFANTIL; ALTERIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: Mediante uma pesquisa teórica, discute-se o autismo na infância, tomando como eixo de debate a relação com a alteridade. Os sujeitos aí incluídos têm sido alvo de grande preocupação de pais e de diversos profissionais convocados para o tratamento. Com isto, o tema do autismo angariou espaço em variados âmbitos da cultura ocidental, sendo falado, não só nas pesquisas de diferentes saberes e disciplinas científicas, mas também no cinema, na literatura, etc. No entanto, mesmo hoje em dia, é bastante comum os pesquisadores divergirem e se queixarem da dificuldade de definir o autismo, de modo que se pode afirmar ainda estar em aberto a questão, essencial para aprimorar-se as propostas de tratamento, sobre quem são as crianças autistas. Esta discordância acerca do que é o autismo se refletiu historicamente em inúmeras querelas. Muitas destas divergências se originaram das contradições encontradas já no texto inaugural do autismo como o paradigma dos quadros psicopatológicos infantis, escrito por Leo Kanner em 1943. Mas, desde o início, o autismo vem sendo caracterizado como um prejuízo severo ou mesmo uma ausência de laço com a alteridade. Com base no conceito de Outro extraído da obra psicanalítica de J. Lacan, recolocou-se a pergunta sobre a alteridade no autismo. Neste referencial teórico, o determinante para se pensar a posição subjetiva não está na relação com o semelhante, o outro, mas, sim, com a dimensão da linguagem, o campo do Outro. A partirdisto, o problema passa a ser determinar qual destas hipóteses explicaria melhor a condição subjetiva dos sujeitos denominados de autistas: a ausência de relação com o Outro ou a presença de um laço específico com o Outro. Após analise das posições de alguns psicanalistas também baseados na leitura lacaniana da obra de S. Freud, conclui-se que a suposição da inexistência de relação com o Outro parece ser contraditada pelos dados dos tratamentos. ) De certa forma, já na descrição original de Kanner é possível encontrar fortes indícios de que o aparente insulamento profundo, que seria impenetrável inclusive à palavra, dos sujeitos autistas implica, na verdade, uma tentativa de se proteger do verbo, do campo da linguagem. Desta maneira, a posição subjetiva das crianças autistas parece ser determinada por um laço específico com o Outro, que traz a ameaça de tomá-las completamente em seu saber, em seu gozo absoluto
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.11.2003

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FE20500094168T 154.3 R672e
    How to cite
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    • ABNT

      ROCHA, Fúlvio Holanda; LAJONQUIÈRE, Leandro de. Elementos psicanalíticos para se pensar o autismo na infância. 2003.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
    • APA

      Rocha, F. H., & Lajonquière, L. de. (2003). Elementos psicanalíticos para se pensar o autismo na infância. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Rocha FH, Lajonquière L de. Elementos psicanalíticos para se pensar o autismo na infância. 2003 ;
    • Vancouver

      Rocha FH, Lajonquière L de. Elementos psicanalíticos para se pensar o autismo na infância. 2003 ;

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