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Áreas cultivadas na comunidade Cachoeira do Guilherme, na estação ecológica Juréia-Itatins, SP (2003)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SIMÃO, CRISTIANA GUIMARÃES - ECOLOGIA APLICA
  • USP Schools: ECOLOGIA APLICA
  • Sigla do Departamento: LCF
  • Subjects: AGRICULTURA SUSTENTÁVEL; AGROSSILVICULTURA; BIODIVERSIDADE; ECOLOGIA FLORESTAL; ECOSSISTEMAS; ETNOBIOLOGIA; PROTEÇÃO AMBIENTAL
  • Language: Português
  • Abstract: O Vale do Ribeira, litoral sul do estado de São Paulo, é uma das regiões brasileiras com um dos processos de colonização mais antigos. Isto possibilitou a (ornlação de diversas comunidades tradicionais através da miscigenação de portugueses, índios e negros, destacando-se as populações caiçaras. Atualmente a região possui grande importância em relação à conservação ambienta}, já que concentra os maiores e mais contínuos remanescentes de Mata Atlântica de São Paulo. A comunidade caiçara denominada Cachoeira do Guilhernle está inserida em uma unidade de conservação que não permite a presença de populações, a Estação Ecológica Juréia-ltatins (EEJI), SP. O objetivo da pesquisa foi caracterizar o sistema produtivo dessa comunidade desde a sua fornlação até os dias atuais. Para isso foram utilizadas metodologias etnobiológicas, principalmente entrevistas. Resultados demonstraram que a comunidade passou por quatro ciclos econômico-culturais, que influenCiaram diretamente a forma com que se relaciona com a Mata Atlântica. A Cachoeira do Guilhernle passou por um significativo processo de êxodo rural, em função das restrições impostas a partir da criação da EEJI, sendo que hoje vivem na comunidade apenas 10 pessoas. Atualtnente os sistemas de produção consistem basicamente na agricultura itinerante voltada à subsistência e nos quintais agroflorestais, já que são as únicas atividades permitidas pela administração da EEJI. OS quintais agroflorestais ocupam uma área deaproximadamente 0,5 ha cada um; apresentam elevada diversidade de espécies, com um total de 104 plantas úteis, sendo a maioria medicinal, seguida das alimentícias. A comunidade identifica 600 ha como sendo sua área tradicional de uso agrícola e atualmente tem usado para a agricultura itinerante 0,5 ha por ano, que corresponde à 0,08% da área total de uso agrícola. De acordo com medidas de sustentabilidade (Harris, 1994) o uso inferior a 5% por ano( continua) da área disponível para a agricultura itinerante indica que a mesma é sustentável. A área ocupada pelos dois sistemas de produção é de aproximadamente 6,5 ha, que corresponde a 1,1 % da área agrícola total. Os principais cultivos nos roçados são o arroz e a mandioca, utilizada principalmente para fabricar farinha. O palmito (Eutetpe edulis) é uma espécie potencial para um manejo sustentável. Portanto, a partir dos resultados obtidos, se faz necessária uma revisão de critérios na EEJI, para a criação de zonas de manejo agroflorestais na área de entorno da comunidade, englobando a agricultura itinerante, os quintais agroflorestais e o manejo de palmito. Essa mudança de paradigma irá contribuir na manutenção da cultura caiçara e de conservação da Mata Atlântica local.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 12.12.2003

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    ESABC10500029533t333.72 S588a e.2 82612
    How to cite
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    • ABNT

      SIMÃO, Cristiana Guimarães; VIANA, Virgílio Maurício. Áreas cultivadas na comunidade Cachoeira do Guilherme, na estação ecológica Juréia-Itatins, SP. 2003.Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2003.
    • APA

      Simão, C. G., & Viana, V. M. (2003). Áreas cultivadas na comunidade Cachoeira do Guilherme, na estação ecológica Juréia-Itatins, SP. Universidade de São Paulo, Piracicaba.
    • NLM

      Simão CG, Viana VM. Áreas cultivadas na comunidade Cachoeira do Guilherme, na estação ecológica Juréia-Itatins, SP. 2003 ;
    • Vancouver

      Simão CG, Viana VM. Áreas cultivadas na comunidade Cachoeira do Guilherme, na estação ecológica Juréia-Itatins, SP. 2003 ;

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