Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

História e moralidade em Kant (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: OLIVEIRA, MIRELLA GUIMARAES - FFLCH
  • USP Schools: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLH
  • Subjects: FILOSOFIA MODERNA; FILOSOFIA DA HISTÓRIA; MORAL
  • Language: Português
  • Abstract: Esse trabalho tem como objetivo estudar uma suposta contradição existente entre as considerações feitas por Kant em seus textos sobre a filosofia da história e as idéias presentes nos escritos do filósofo sobre a moralidade. Isso porque, enquanto na filosofia moral kantiana o homem é retratado como um ser que pode e deve dominar suas tendências egoístas; nos escritos de filosofia da história, Kant afirma o papel fundamental que essas tendências têm no progresso da humanidade. Contudo, se a princípio, as considerações kantianas acerca da filosofia da história e as idéias do filósofo sobre a moralidade parecem inconciliáveis; uma análise mais detalhada da filosofia da história, da moralidade e também do pensamento teleológico de Kant pode revelar uma coerência mais profunda entre os diferentes textos kantianos. Se, em um primeiro momento, as tendências egoístas parecem impedir o homem de agir moralmente, analisando-se mais detalhadamente as considerações de Kant sobre a filosofia da história, percebe-se que são justamente essas tendências que estimulam o ser humano a estabelecer um estado civil - melhor situação para o desenvolvimento moral (inclusive ético) da humanidade. Mas analisar as considerações kantianas em seus textos sobre a história não é a única forma de se pensar em uma conciliação entre a moralidade e a filosofia da história de Kant. Pode-se analisar também o pensamento teleológico de Kant. Por meio da teleologia kantiana, alguns seres podem seranalisados como seres organizados (fins naturais) e a natureza como um sistema de fins. Essa análise remete a questionamentos sobre o fim último da natureza. Segundo Kant,esse fim último é a cultura do homem. Essa cultura, por sua )vez, manifesta-se como cultura da habilidade e como cultura da disciplina. A primeira expressa-se através da rivalidade e dos conflitos que se estabelecem entre os homens. Já na cultura da disciplina vê-se o domínio dos impulsos sensíveis do ser humano. Por meio do estabelecimento do estado civil e do desenvolvimento das artes e das ciências, o homem torna-se cada vez mais civilizado. Esse contexto, embora não apresente ainda o homem como um ser moralizado, revela-se a melhor situação para o desenvolvimento moral do ser humano.Assim, percebe-se que, apesar de as tendências egoístas estimularem os seres humanos a desenvolverem suas disposições, fazendo com que a história da humanidade se apresente como um curso regular, essas tendências não anulam a liberdade e a imputabilidade do ser humano. Na verdade, essas tendências egoístas estabelecem as condições para o progresso da humanidade, mas cabe ao ser humano estabelecer o estado civil, dominar suas inclinações egoístas e progredir moralmente. Por isso, pode-se notar que as considerações feitas por Kant em seus textos sobre a história e as idéias do autor sobre a moralidade podem ser conciliadas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.04.2004

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FFLCH21200003798T OLIVEIRA, M.G. 2004
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      OLIVEIRA, Mirella Guimarães; GRESPAN, Jorge Luis da Silva. História e moralidade em Kant. 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Oliveira, M. G., & Grespan, J. L. da S. (2004). História e moralidade em Kant. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Oliveira MG, Grespan JL da S. História e moralidade em Kant. 2004 ;
    • Vancouver

      Oliveira MG, Grespan JL da S. História e moralidade em Kant. 2004 ;

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: