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Ações farmacológicas dos extratos orgânicos da alga marinha Galaxaura marginata (Rhodophyta, Nemaliales) (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SANCHEZ, ENRIQUE EDUARDO ROZAS - IB
  • USP Schools: IB
  • Sigla do Departamento: BIF
  • Subjects: ALGAS MARINHAS; RHODOPHYTA; FARMACOLOGIA MARINHA
  • Language: Português
  • Abstract: Na utilização de organismos marinhos, devemos destacar as algas, não só pelo uso alimentício e medicinal pelos povos litorâneos, mas também pelas crescentes descobertas de substâncias farmacologicamente ativas. Atividades, tais como, antibacteriana, antiviral, antiinflamatória, citotóxica, neurotóxica são relatadas freqüentemente como provenientes dos diversos tipos de organismos marinhos. Nesse aspecto, a alga rodofícea Galaxaura marginata, que se encontra presente no litroal do Brasil, tem sido relatada, em Taiwan, como possuidora de ações antiproliferativas nas linhagens de células de adenocarcinoma de pulmão humano, de adenocarcinoma de cólon humano e de linhagem celular P-388. Além disso, no Brasil, foi verificada, entre outras atividades, uma importante ação neurotóxica central. Para estudar as atividades farmacológicas de G. marginata, foi necessário preparar uma série de experimentos para os testes com as frações obtidas. Para isso, as algas coletadas no litoral de São Sebastião-SP foram submetidas a uma extração por solventes, obtendo-se quatro frações. Estas frações foram testadas em ensaios neurotóxicos, antiinflamatórios, hemolíticos, citotóxicos e antibacterianos, comprovando-se que as duas frações apolares possuíam atividades antiinflamatória, hemolítica e citotóxica. Por outro lado, as duas frações polares possuíam atividade neurotóxica e também citotóxica, mas somente uma delas exibiu atividade antibacteriana, sendo que a outra exibiu tambématividade hemolítica. Devido à maior atividade neurotóxica e atividade antibacteriana, e à quase nula atividade hemolítica em altas concentrações, escolheu-se uma das frações polares para purificar e continuar os teses até identificar eventualmente as substâncias ativas. Nessa etapa, determinou-se que as frações contendo substâncias com peso molecular entre 1 e 3 KDa foram responsáveis pela atividade antibacteriana e que a fração contendo substâncias abaixo de 1KDA foi responsável pela atividade neurotóxica. Pelas características de morte dos animais testes e pela lesão provocada no gânglio basal num teste de injeção intraventricular em cérebro de roedor, considerou-se possível a existência de substâncias neurotóxicas. Esta ação neurotóxica central é similar aos efeitos exibidos em roedores pelo ácido domóico ou ácido caínico, que são substâncias freqüentemente achadas nas algas vermelhas. Para comprovar tal sugestão, as frações obtidas com diferentes solventes e submetidas à cromatografia de troca iônica foram analisadas em HPLC, revelando-se a ausência dos ácidos caínico e domóico por comparação com os respectivos padrão e espectrometria de massa. Estes resultados apóiam o obtido nos testes em culturas de neuroblastoma, onde o ácido domóico aumentaria as concentrações de glutamato e glutamina intracelular e as frações revelam atividades opostas. Devido aos resultados positivos de uma fração na regulação de glutamato intracelular nasculturas de neuroblastoma, decidiu-se desenvolver uma técnica de purificação por HPLC, para separar e testar os picos ativos presentes nesta fração. Atavés desta técnica, obteve-se 4 picos, que foram coletados e testados novamente em culturas de neuroblastoma, exibindo a propriedade de alterar as concentrações intracelulares de glutamato, glutamina e alanina, sem alterarem o equilibrio oxidativo da cultura de células de neuroblastoma. Além disso, produzem uma atividade bifásica no metabolismo mitocondrial, inibindo as desidrogenases mitocondriais em altas concentrações e estimulando-as em baixas concentrações. Baseando-se nos resultados obtidos, pode-se sugerir que a atividade neurotóxica no sistema nervoso central de substâncias presente em G. marginata pode estar relacionada às alteraçãoes do ciclo glutamina/glutamato e ao bloqueio do transporte de glutamato intracelular. Além disso, existem frações obtidas no extrato polar desta alga que sugerem atividades neuroprotetoras no estresse oxidativo das células de neuroblastoma.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.04.2004

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
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    IB12000021750D-1065
    How to cite
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    • ABNT

      SÁNCHEZ, Enrique Eduardo Rozas; FREITAS, José Carlos de. Ações farmacológicas dos extratos orgânicos da alga marinha Galaxaura marginata (Rhodophyta, Nemaliales). 2004.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004.
    • APA

      Sánchez, E. E. R., & Freitas, J. C. de. (2004). Ações farmacológicas dos extratos orgânicos da alga marinha Galaxaura marginata (Rhodophyta, Nemaliales). Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Sánchez EER, Freitas JC de. Ações farmacológicas dos extratos orgânicos da alga marinha Galaxaura marginata (Rhodophyta, Nemaliales). 2004 ;
    • Vancouver

      Sánchez EER, Freitas JC de. Ações farmacológicas dos extratos orgânicos da alga marinha Galaxaura marginata (Rhodophyta, Nemaliales). 2004 ;

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