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O ambiente familiar de crianças referidas para atendimento psicológico por dificuldades escolares: um estudo comparativo com alunos não referidos (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BACARJI, KEIKO MALY GARCIA D'AVILA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RNP
  • Subjects: PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO; APRENDIZAGEM ESCOLAR; ORIENTAÇÃO ESCOLAR; SAÚDE MENTAL
  • Language: Português
  • Abstract: Sair-se bem na escola constitui uma das principais tarefas de desenvolvimento da meninice. Crianças com desempenho escolar pobre freqüentemente apresentam problemas sócio-emocionais. Considerando que tanto características da criança como do ambiente familiar têm sido apontadas como relevantes para o desempenho escolar, o presente estudo teve como objetivo investigar as relações entre o desempenho escolar, características do ambiente familiar e aspectos comportamentais de alunos do Ensino Fundamental. Pretendeu-se alcançar o objetivo através de um estudo comparativo entre dois grupos, um composto de crianças referidas por desempenho escolar pobre e outro com crianças não referidas. Participaram 60 crianças de ambos os sexos, na faixa etária de 7 a 11 anos, alunos de '1 POT. a' a '4 POT. a' série em escolas públicas, com inteligência pelo menos limítrofe, divididas em dois grupos: Grupo Clínico -30 crianças com queixa de dificuldades escolares, referidas para o Ambulatório de Psicologia Clínica Infantil do HCFMRP-USP; e Grupo Não Clínico - 30 crianças não referidas para atendimento psicológico. Os grupos foram balanceados quanto a idade, gênero, série escolar e escolaridade dos pais. Procedeu-se a avaliação das crianças através do Teste de Matrizes Progressivas Coloridas de Raven e do Teste de Desempenho Escolar. Durante uma entrevista, as mães responderam aos seguintes instrumentos: Escala Comportamental Infantil A2 de Rutter (ECI); Inventário de Recursosdo Ambiente Familiar (RAF); Escala de Eventos Adversos (EEA); Inventário de Comportamento da Infancia e Adolescência (CBCL). Nas comparações entre grupos, verificou-se nas crianças do Grupo Clínico desempenho escolar mais baixo, menor potencial cognitivo, menor capacidade de auto-regulação e mais problemas emocionais; seu ambiente familiar apresentou menos recursos promotores do desenvolvimento, pais com menos disponibilidade para compartilhar atividades ... com a criança, mais problemas nas práticas educativas e no relacionamento pais-criança e maior número de condições adversas incidindo sobre a mãe. Indicadores de instabilidade financeira foram encontrados com maior incidência no Grupo Não Clínico. Como 14 crianças no grupo não-clínico apresentaram desempenho inferior ao indicado para sua série no TDE, foram feitas comparações adicionais entre grupos constituídos a partir da combinação entre status clínico e acadêmico. Essas comparações foram realizadas considerando agora três grupos: Grupo Clínico com classificação inferior no TDE (CI, n=26); Grupo Não Clínico com classificação inferior no TDE (NCI., n=14); Grupo Não Clínico com classificação média ou superior no TDE (NCM, n=16). Confirmando os resultados das comparações anteriores entre o grupo clínico e Não Clínico, o grupo CI mostrou, em ralação ao NCM, discreto prejuízo intelectual, atraso nas habilidades acadêmicas e auto-regulação pobre. Em comparação a ambos ossub-grupos Não Clínico, verificou-se que no grupo CI as crianças vivem em ambientes com menos recursos favorecedores do desempenho escolar e apresentam maiores problemas no relacionamento com os pais e nas práticas educativas parentais. Na comparação entre os sub-grupos não clínicos, o grupo NCI apresentou nível intelectual e de desempenho escolar mais baixo, além de uma história de maior instabilidade financeira, mais eventos adversos na vida pessoal e falha no suporte ao desenvolvimento e aprendizagem. Os resultados confirmam parcialmente a associação entre desempenho acadêmico, funcionamento comportamental da criança e recursos promotores do desenvolvimento no lar. A elevada proporção de crianças com desempenho escolar aquém do esperado no grupo não clínico é um sinal de que esse segmento da população infantil não está recebendo apoio suficiente na comunidade para o cumprimento de uma das tarefas de desenvolvimento centrais da meninice
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.05.2004

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200029050Bacarji, Keiko M. G. D'Avila
    How to cite
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    • ABNT

      BACARJI, Keiko Maly Garcia D'Avila; MARTURANO, Edna Maria. O ambiente familiar de crianças referidas para atendimento psicológico por dificuldades escolares: um estudo comparativo com alunos não referidos. 2004.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
    • APA

      Bacarji, K. M. G. D. 'A., & Marturano, E. M. (2004). O ambiente familiar de crianças referidas para atendimento psicológico por dificuldades escolares: um estudo comparativo com alunos não referidos. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Bacarji KMGD'A, Marturano EM. O ambiente familiar de crianças referidas para atendimento psicológico por dificuldades escolares: um estudo comparativo com alunos não referidos. 2004 ;
    • Vancouver

      Bacarji KMGD'A, Marturano EM. O ambiente familiar de crianças referidas para atendimento psicológico por dificuldades escolares: um estudo comparativo com alunos não referidos. 2004 ;

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