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A relação parasita/hospedeiro entre Varroa destructor e Apis mellifera; efeitos do manejo da colméia (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SILVA, EDUARDO JUNQUEIRA DA - FFCLRP
  • USP Schools: FFCLRP
  • Sigla do Departamento: 592
  • Subjects: ABELHAS; ECOLOGIA APLICADA; ENTOMOLOGIA
  • Language: Português
  • Abstract: O presente trabalho teve como objetivos: 1. Determinar o efeito da presença da rainha sobre o índice de infestação do ácaro Varroa destroctor em operárias adultas e em crias de Apis mellifera; 2. O efeito da remoção da rainha na concentração de proteína total, e a preferência da varroa por alimentos de larvas no estágio L5 de operárias, rainhas e zangões; 3. A atração da varroa, bem como seu ciclo reprodutivo em favos velhos, utilizados por mais de um ciclo de crias e em favos novos nunca antes utilizados para cria. Foi desenvolvido um bioensaio constituído de cúpulas de cera virgem para testar a atratividade de alimentos larvais e extratos de favos velhos e novos. Foi avaliado o índice de infestação em abelhas adultas e em crias de 4 colméias com rainha. Em seguida, retirou-se a rainha e uma nova avaliação foi feita após 24 horas. Nas colméias com rainha em 1559 abelhas adultas analisadas, foi encontrada uma média de 4,40 ácaros/100 abelhas (fêmea original). Depois de retirar a rainha, 24 horas após, a média de ácaros foi maior, sendo 6,68 ácaros/100 abelhas. Os índices de infestação verificados nas colméias, antes e depois de retirar a rainha não diferiram estatisticamente (‘X POT. 2’= 3,002; p=0,083). Para medir o índice de infestação em crias, foram desoperculadas 400 células de crias de operárias recém operculadas de colméias com rainha; a média de infestação foi de 12,2 ácaros/100 células. Depois de retirar a rainha, a média de infestação foi superior, sendo 16,2ácaros/100 células. Esta diferença também não foi significante (‘X POT. 2’ = 2,302; p=0,129). Nos alimentos de larvas (L5) de operárias de colméias com rainha, a concentração de proteína total foi de 936 ‘mü’g proteína/ ‘mü’g de alimento e 24 após retirar a rainha, este valor foi superior, sendo de 1243 ‘mü’g proteína/’mü’ de alimento. A comparação dos dois tipos de alimentos (comida de larvas de operárias com e sem rainha), mostrou que ... ocorre diferenças significantes (Paired t-test=6,851; p=0,006). Este aumento na concentração de proteína total nos alimentos das larvas de operárias órfãs, sugere que ocorre um aumento na concentração de proteína total destes alimentos, comparado aos alimentos das larvas de zangões (1089,0 ‘mü’g proteína/’mü’l) e de larvas de rainhas (1117,10 ‘mü’g proteína/’mü’l). Nos bioensaios, observamos também o comportamento da varroa quando lhe é oferecido alimentos larvais e extratos de favos. Depois de colocar a varroa dentro de cúpulas de cera, ela inicia vários movimentos, como se estivesse explorando seu novo ambiente. Repentinamente ela se projeta de dorso para baixo e com as pernas para cima no alimento larval. Este comportamento é parecido com os observados em condições naturais, onde varroas foram encontradas imersas na mesma posição no alimento de larvas no fundo das células de crias. Nos bioensaios com extratos de favos velhos (EFV) e extratos de favos novos (EFN) foi observado o mesmocomportamento. Depois de explorar seu novo ambiente, a varroa se projeta de dorso para baixo e com as pernas para cima, friccionando a região dorsal no papel de filtro impregnado com extratos, preferencialmente nos EFV. Para estudar a atratividade da varroa pelos alimentos larvais nos bioensaios, foram comparados os seguintes alimentos: Alimentos de larvas de operárias com rainha (CR) e sem rainha (SR), alimentos de larvas e zangões (CZ) e alimentos de larvas de rainha (GR). Os resultados mostram maior preferência da varroa por cúpulas do bioensaio contendo alimentos de larvas de zangões quando comparados com geléia real (GR) e alimentos de larvas de colméias com ou sem rainha. Nos bioensaios com extratos de favos velhos e de favos novos (n=30 para cada bioensaio), observamos uma média maior na quantidade de ácaros em cúpulas do bioensaio contendo extrato de EFV, 18,7 ácaros, enquanto que nas cúpulas contendo ... EFN, 11,3 ácaros, havendo, portanto, diferença estatística entre os tratamentos (Paired test-t = 5,54; P<0,001). Em condições naturais, a varroa também preferiu células do favo novo tratadas com EFV (n=100 células para cada tratamento). A porcentagem de células infestadas na área tratada com EFV foi superior ao comparado com células de áreas sem tratamento, sendo 18,3% e 7,71 %, respectivamente. Esta diferença foi significante (OU quadrado = 33,655; p < 0,001). A média de ácaros adultos (fêmea original) infestando células decrias tratadas com EFV foi de 20,1 ácaros/100 c~lu1as enquanto que em células da área sem tratamento apenas 8,9 ácaros/l00 células. Esta diferença foi significante (Paired test-t=5,867; p=0,001). Também foi analisada a porcentagem de células infestadas com descendentes. Nas células tratadas com EFV 75,8% das células havia descendentes, enquanto nas células sem tratamento 68,5%, entretanto esta diferença não foi significante (‘X POT. 2’ = 0,692; p=0,406). Porém ao analisarmos o número de deutoninfas por fêmea original, também encontramos um número superior nas células tratadas, sendo 0,91 deutoninfa/fêmea original e 0,74 deutoninfa/ fêmea original nas células sem tratamento. Esta diferença foi significante (Teste de Wilcoxon Signed Rank; p=0,016). Os resultados deste trabalho, indicam que o alimento das larvas de zangões é bastante atraente para a varroa, bem como as substâncias encontradas no extrato de favo velho. Estes fatores podem interferir no momento da "escolha" da varroa ao invadir células de crias para iniciar seu ciclo reprodutivo. Aparentemente, a presença da rainha na colméia afeta o equilíbrio entre parasita/hospedeiro
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 28.09.2004

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FCLRP20800001748Silva, Eduardo Junqueira
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    • ABNT

      SILVA, Eduardo Junqueira; JONG, David de. A relação parasita/hospedeiro entre Varroa destructor e Apis mellifera; efeitos do manejo da colméia. 2004.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
    • APA

      Silva, E. J., & Jong, D. de. (2004). A relação parasita/hospedeiro entre Varroa destructor e Apis mellifera; efeitos do manejo da colméia. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Silva EJ, Jong D de. A relação parasita/hospedeiro entre Varroa destructor e Apis mellifera; efeitos do manejo da colméia. 2004 ;
    • Vancouver

      Silva EJ, Jong D de. A relação parasita/hospedeiro entre Varroa destructor e Apis mellifera; efeitos do manejo da colméia. 2004 ;