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Desenvolvimento de parafusos de ossos bovino: efeitos do processamento químico e da confecção de roscas sobre alguns aspectos mecânicos e estruturais (2004)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: HAJE, DAVI DE PODESTÁ - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RAL
  • Subjects: SISTEMA MUSCULOSQUELÉTICO (REABILITAÇÃO); BIOMECÂNICA; ORTOPEDIA
  • Language: Português
  • Abstract: Os implantes cirúrgicos podem ser fabricados a partir de metais, polímeros biodegradáveis ou osso, sendo os parafusos de osso bovino pouco estudados na literatura. Vários métodos são utilizados para a esterilização do osso, mas muitos diminuem a sua resistência mecânica. O objetivo principal desse estudo foi avaliar os efeitos de um método de processamento químico e da confecção de roscas, nas propriedades mecânicas e na superfície do osso cortical bovino, como passos preliminares para o desenvolvimento de um parafuso biológico. Secundariamente furam objetivos: (1) comparar a resistência ao arrancamento do parafuso ósseo com o similar metálico, inseridos no osso esponjoso; e (2) avaliar a praticabilidade de confeccionar parafusos ósseos de dimensões pré-estabelecidas. O material ósseo utilizado foi obtido da córtex medial de tíbias bovinas, sendo, a partir daí, confeccionados corpos de prova, dos quais metade foi submetida a processamento químico e esterilização em óxido de etileno. Para os ensaios mecânicos, foram constituídos 10 grupos de estudo: grupo A (cilindros ósseos in natura); grupo B (cilindros ósseos processados); grupo C (cilindros ósseos rosqueados in natura); grupo D (cilindros ósseos rosqueados processados); grupo E (cilindros ósseos com as extremidades quadradas in natura); grupo F (cilindros ósseos com as extremidades quadradas processados); grupo G (parafusos ósseos in natura com as extremidades incluídas no acrílico); grupo H (parafusosósseos processados com as extremidades incluídas no acrílico); grupo I (parafusos ósseos in natura); grupo J (parafusos ósseos processados); e grupo Referência (parafusos metálicos). As propriedades mecânicas foram obtidas por meio de ensaios de flexão (grupos A-D), torção (grupos E-H) e arrancamento (grupos I, J e Referência). A densidade do osso esponjoso nos quais foram inseridos os parafusos para os ensaios de arrancamento foi verificada por meio da ... densitometria de energia dupla baseada em raios X. Foi utilizado um microscópio eletrônico de varredura para visualizar a superfície de amostras de osso in natura, e de amostras processadas quimicamente, bem como usinadas. Um projetor de perfil foi utilizado na medição das dimensões dos parafusos. Resultados: os corpos de prova de osso processado suportaram cargas máximas maiores que os do grupo in natura, sob flexão e torção. O processamento utilizado não alterou a força de arrancamento dos parafusos. O rosqueamento diminuiu significativamente a resistência do osso. A microscopia eletrônica de varredura mostrou amalgamação das fibras colágenas nas peças de osso processado quimicamente e a usinagem causou microfissuras na superfície óssea. A força de arrancamento dos parafusos ósseos e metálicos no osso esponjoso foi similar. De forma geral a análise metrológica não mostrou variações significativas dentro do grupo dos parafusos ósseos. Conclusões: (1) no aspecto mecânico, oprocessamento químico utilizado e a esterilização em óxido de etileno podem ser uma boa alternativa no preparo de parafusos ósseos, pois aumentaram as cargas máximas suportadas pelo osso, sob flexão e torção, além de não terem influído significativamente na resistência ao arrancamento do osso esponjoso; (2) o processamento químico utilizado e a usinagem causaram alterações na superfície do osso; (3) no requisito força de arrancamento, parafusos ósseos podem ser alternativa aos similares metálicos quando inseridos em osso esponjoso; e (4) a confecção de parafusos, de dimensões pré-estabelecidas, mostrou-se possível no osso
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 15.12.2004

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200028508Haje, Davi de Podest
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    • ABNT

      HAJE, Davi de Podestá; VOLPON, José Batista. Desenvolvimento de parafusos de ossos bovino: efeitos do processamento químico e da confecção de roscas sobre alguns aspectos mecânicos e estruturais. 2004.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2004.
    • APA

      Haje, D. de P., & Volpon, J. B. (2004). Desenvolvimento de parafusos de ossos bovino: efeitos do processamento químico e da confecção de roscas sobre alguns aspectos mecânicos e estruturais. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Haje D de P, Volpon JB. Desenvolvimento de parafusos de ossos bovino: efeitos do processamento químico e da confecção de roscas sobre alguns aspectos mecânicos e estruturais. 2004 ;
    • Vancouver

      Haje D de P, Volpon JB. Desenvolvimento de parafusos de ossos bovino: efeitos do processamento químico e da confecção de roscas sobre alguns aspectos mecânicos e estruturais. 2004 ;

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