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A África é aqui: representações da África em experiência educacionais contra-hegemônicas da Bahia (2005)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: ADINOLFI, MARIA PAULA FERNANDES - FFLCH
  • USP Schools: FFLCH
  • Sigla do Departamento: FLA
  • Subjects: EDUCAÇÃO; IDENTIDADE CULTURAL; IDENTIDADE ÉTNICA; CULTURA AFRO-BRASILEIRA; CULTURA (CRÍTICA); ANTROPOLOGIA; DIVERSIDADE CULTURAL; NEGROS
  • Language: Português
  • Abstract: Esta dissertação tem por objeto a análise antropológica de duas experiências educacionais em Salvador, Bahia. A primeira delas é o projeto Irê Ayó, implementado na Escola Municipal Eugênia Anna dos Santos, localizada no terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, no bairro de São Gonçalo do Retiro. A segunda é o Projeto de Extensão Pedagógica da Associação Cultural Bloco Carnavalesco Ilê Aiyê, que compreende diferentes ações: a produção de materiais pedagógicos (os Cadernos de Educação), cursos de formação de professores da rede pública e a manutenção de duas entidades educacionais, a Banda Erê e a Escola Mãe Hilda Jitolu, localizadas no terreiro Ilê Axé Jitolu, no bairro do Curuzu, que é também a matriz do Bloco Ilê Aiyê. As escolas dos dois projetos são de 1º a 4º ano do Ensino Fundamental I e têm como eixo da proposta pedagógica a cultura afro-brasileira. Usando referenciais teóricos da Antropologia interpretativa e das teorias educacionais pós-críticas, este estudo procura fazer uma Antropologia da Educação, prestando atenção aos diferentes "textos" e aos diferentes agentes nestas instituições. As análises não se resumem aos textos normativos, mas concernem à ordenação do espaço escolar, os rituais no cotidiano na sala de aula e nos outros espaços da escola, documentos internos e externos, produções de alunos e professores.O foco da análise serão as representações da África produzidas por diferentes agentes nestas escolas. A "África" é um signo importante naconstrução da identidade destas organizações negras, que tentam empreender uma mudança dos regimes de representação do lugar do negro e da matriz cultural africana na sociedade nacional. A educação é considerada por )elas instância privilegiada desta mudança. Através da ação educacional, tais organizações vêm constituindo uma autoridade discursiva para representar a negritude, ou seja, falar em nome de e a respeito dos negros de forma legítima, autorizada. Tais discursos concorrem com outros, produzidos pelo Estado e pela academia, na atribuição de sentidos a termos como "cultura negra" e "diversidade cultural", termos estes que vêm adquirindo cada vez mais espaço na agenda das políticas educacionais governamentais, em decorrência das reivindicações do movimento negro. Trata-se, enfim, de uma disputa pela hegemonia na produção de discursos e práticas discursivas educacionais
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 21.03.2005

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FFLCH21000057718T ADINOLFI,MARIA PAULA F. 2004
    How to cite
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    • ABNT

      ADINOLFI, Maria Paula Fernandes; SERRANO, Carlos Moreira Henriques. A África é aqui: representações da África em experiência educacionais contra-hegemônicas da Bahia. 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
    • APA

      Adinolfi, M. P. F., & Serrano, C. M. H. (2005). A África é aqui: representações da África em experiência educacionais contra-hegemônicas da Bahia. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Adinolfi MPF, Serrano CMH. A África é aqui: representações da África em experiência educacionais contra-hegemônicas da Bahia. 2005 ;
    • Vancouver

      Adinolfi MPF, Serrano CMH. A África é aqui: representações da África em experiência educacionais contra-hegemônicas da Bahia. 2005 ;

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