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Pesquisa de mutações nos éxons 12 a 20 do gene FLT3 em pacientes com leucemia mielóide aguda (2005)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SOUZA, DANIELLE LEAO CORDEIRO DE FARIAS - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCM
  • Subjects: NEOPLASIAS; IMUNOLOGIA CELULAR; GENÉTICA MÉDICA
  • Language: Português
  • Abstract: O receptor de tirosina quinase FLT3 tem papel central na proliferação, sobrevida e diferenciação das células progenitoras e dos precursores hematopoéticos. As mutações do gene FLT3 levam à ativação constitutiva do receptor e ocorrem em torno de 30% dos pacientes com leu cem ia mielóide aguda (LMA) segundo estudos americanos e europeus. No Brasil não é conhecida a freqüência das mutações do gene FLT3 nos pacientes com LMA. As mutações freqüentemente (20-27% dos casos) envolvem os éxons 14 e 15 do FLT3 e causam a inserção de seqüências duplicadas de nucleotídeos (mutações do tipo internal tandem duplication - ITD). Um segundo tipo de mutações do FLT3 acomete o éxon 20, corresponde a 7% dos casos e são, em sua maioria, mutações de ponto no domínio codificante para a alça da proteína. Finalmente, estudos in vitro demonstraram que o FLT3 pode se apresentar constitutivamente ativado na ausência de mutações tipo ITD e que, portanto, mutações em outras regiões podem existir. Considerando o exposto, os dois primeiros objetivos deste trabalho foram: determinar a freqüência das mutações do FLT3 numa população de pacientes brasileiros com LMA e pesquisar a existência de mutações nos éxons 12 a 20 codificantes dos domínios intracitoplasmáticos da proteína. A detecção das mutações dos éxons 14 e 15 do FLT3 tem importância clínica, e estão associadas a mau prognóstico independentemente das alterações citogenéticas. A associação entre mutações do FLT3 com algumascaracterísticas laboratoriais já foi previamente estudada, porém os resultados são controversos. Além disso, a associação entre mutações do FLT3 e a expressão do antígeno CD56 nunca foi avaliada. Assim, também foram objetivos deste trabalho o estudo da correlação entre características clínicas e laboratoriais e as mutações do FLT3. Utilizando as técnicas de reação em cadeia da polimerase (PCR) e SSCP foram estudados 99 pacientes com LMA e 55 doadores de ... sangue. Foram detectadas duas mutações sinônimas não descritas nos pacientes com LMA: uma no éxon 12 (T526T) e outra no éxon 17(G697G). Vinte e três pacientes com LMA apresentaram mutações nas regiões dos éxons 14/15. Um paciente apresentou mutação no éxon 20 (del I836). Não foram detectadas quaisquer mutações nos doadores de sangue e nos pacientes com LMA nos éxons 13, 16, 18 ou 19. Os pacientes portadores de mutações no FLT3 apresentaram níveis de hemoglobina ao diagnóstico mais elevados que os outros pacientes, mas não houve associação entre as mutações e as contagens de plaquetas e de leucócitos. As mutações foram também mais freqüentes na leucemia promielocítica aguda e entre as mulheres, porém estas diferenças só foram significativas para o grupo de pacientes com idade entre 15 e 60 anos. Ao contrário as mutações foram significativamente menos freqüentes em pacientes cujos blastos expressavam o antígeno CD56, independentemente da idade. Os pacientes com mutações do FLT3, eaqueles que não alcançaram remissão no primeiro ciclo de quimioterapia, bem como as mulheres, apresentaram sobrevida global significativamente mais curta. Os resultados obtidos apontam para peculiaridades clínicas e laboratoriais dos pacientes brasileiros e sublinham a necessidade de estudos multicêntricos em nosso país a este respeito
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 05.05.2005

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200030165Souza, Danielle Leo C. de F.
    How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Danielle Leão Cordeiro de Farias; REGO, Eduardo Magalhães. Pesquisa de mutações nos éxons 12 a 20 do gene FLT3 em pacientes com leucemia mielóide aguda. 2005.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2005.
    • APA

      Souza, D. L. C. de F., & Rego, E. M. (2005). Pesquisa de mutações nos éxons 12 a 20 do gene FLT3 em pacientes com leucemia mielóide aguda. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Souza DLC de F, Rego EM. Pesquisa de mutações nos éxons 12 a 20 do gene FLT3 em pacientes com leucemia mielóide aguda. 2005 ;
    • Vancouver

      Souza DLC de F, Rego EM. Pesquisa de mutações nos éxons 12 a 20 do gene FLT3 em pacientes com leucemia mielóide aguda. 2005 ;

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