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Cuidados de enfermagem ao corpo nu: mulher, repressão sexual e vergonha (2005)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: CARVALHO, ADAILDE MIRANDA DA SILVA - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: PSA
  • Subjects: ENFERMAGEM; MULHERES; SEXUALIDADE; CUIDADOS DE ENFERMAGEM; VERGONHA
  • Language: Português
  • Abstract: Este trabalho tem o objetivo de contribuir para a construção de um conhecimento que norteie as práticas dos profissionais de enfermagem em relação aos procedimentos com o corpo nu do cliente. Então, analisa-se a fala das enfermeiras e dos pacientes sobre os cuidados prestados ao corpo nu do doente e os afetos despertados, principalmente a vergonha e, também a fala das alunas de enfermagem sobre o preparo recebido para executarem esses procedimentos. A vergonha, em certa medida, é necessária como dique cultural - limite ético - mas neste estudo foi trabalhado seu excesso, aquele mais além que faz sofrer o paciente e pode comprometer a qualidade do cuidado executado. Os sujeitos da pesquisa foram: 04 enfermeiras, 04 pacientes (02 homens e 02 mulheres) e 07 alunas do curso de enfermagem da UNIR. Para os sujeitos dos dois primeiros grupos foi utilizada a entrevista estruturada gravada em fita cassete e para o grupo das alunas, a entrevista em grupo gravada simultaneamente em fita de vídeo e cassete. Para análise e interpretação dos dados tornou-se como referência alguns tópicos da análise de conteúdo tal como Bardin (1997) a define, o que caracterizou esta pesquisa como de cunho qualitativo. Na análise dos dados pôde-se observar: enfermeiras e pacientes sentem-se envergonhados na prestação de cuidado de enfermagem no corpo nu; que para as enfermeiras o procedimento mais vergonhoso é o cateterisrno vesical, principalmente quando o paciente faz ereção penianadurante o cuidado. Também que na presença de sujidade do paciente a enfermeira pode sentir nojo. Do lado dos pacientes os procedimentos mais vergonhosos são: o cateterisrno vesical, a lavagem intestinal, o toque vaginal e o banho no leito. Já em relação às alunas são várias as queixas sobre a condução do curso de enfermagem no que diz respeito ao preparo delas para lidarem com o corpo do outro. Elas dizem que o curso não as prepara e apontam algumas razões: o uso de metodologias acríticas, repressão da sexualidade, avaliação utilizada como medida disciplinar e curso voltado para atender ao modelo assistencial de saúde biornédico curativista. Além disso os resultados da análise destes dados reforçam a relevância da necessidade de se mudar as estratégias de orientação ao paciente sobre os cuidados que vão ser executados nele, bem como solicitar sua autorização. Também a necessidade da inserção de conteúdos sobre sexualidade humana no curso de enfermagem estudado, bem como dos métodos e técnicas didáticas utilizadas tanto na teoria como na prática. E ainda, a quebra do paradigma biologista que ainda persiste no curso e, conseqüentemente, uma maior inserção da promoção da saúde e prevenção da doença em detrimento da cura
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 03.08.2005

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300015653T RT41 C331cu e.2
    How to cite
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    • ABNT

      CARVALHO, Adailde Miranda da Silva; GRANT, Walkiria Helena. Cuidados de enfermagem ao corpo nu: mulher, repressão sexual e vergonha. 2005.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2005.
    • APA

      Carvalho, A. M. da S., & Grant, W. H. (2005). Cuidados de enfermagem ao corpo nu: mulher, repressão sexual e vergonha. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Carvalho AM da S, Grant WH. Cuidados de enfermagem ao corpo nu: mulher, repressão sexual e vergonha. 2005 ;
    • Vancouver

      Carvalho AM da S, Grant WH. Cuidados de enfermagem ao corpo nu: mulher, repressão sexual e vergonha. 2005 ;

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