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Diversidade fitoplanctônica como discriminador ambiental em dois reservatórios rasos com diferentes estados tróficos no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo - SP (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FONSECA, BÁRBARA MEDEIROS - IB
  • USP Schools: IB
  • Sigla do Departamento: BIE
  • Subjects: FITOPLÂNCTON DE ÁGUA DOCE; RESERVATÓRIOS
  • Language: Português
  • Abstract: O presente trabalho realizou-se em dois reservatórios rasos tropicais localizados no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo, SP, região sudeste do Brasil. Os reservatórios estudados são localmente conhecidos como Lago das Ninféias ('23 GRAUS' 38' 18,95"S; '46 GRAUS' 37' 16,3"W), oligomesotrófico, e Lago das Garças ('23 GRAUS' 38' 40,6"S; '46 GRAUS' 37' 28,0"W), eutrófico. Este estudo teve como objetivos: (1) conhecer a variabilidade sazonal e vertical da comunidade fitoplanctônica de cada reservatório; (2) comparar a diversidade dos dois reservatórios e relacioná-la com o estado trófico de cada um deles; e (3) comparar diferentes índices de diversidade com dados de número de indivíduos e de biovolume quanto à sua utilização como discriminador ambiental entre os dois sistemas. As amostras foram coletadas mensalmente, de janeiro a dezembro de 1997, em quatro profundidades (sub-superfícies, 1 m, 2 m e fundo) da zona pelágica do Lago das Ninféias ('Z IND.máx'=3,6m) e em cinco profundidades (sub-superfície, 1 m, 2 m, 3 m e fundo) da zona pelágica do Lago das Garças ('Z IND.máx'=4,7m). As variáveis abióticas analisadas foram: temperatura da água, transparência, turbidez, condutividade elétrica, pH, oxigênio dissolvido, alcalinidade, carbono inorgânico e formas dissolvidas e totais de N e P. O fitoplâncton foi qualificado segundo o método de Utermöhl. Em relação ao Lago das Ninféias, foram registrados 255 táxons fitoplanctônicos distribuídos em 12classes. Houve predomínio de espécies nanoplanctônicas flageladas, com grande representatividade de táxons mixotróficos. Em termos de densidade, predominaram as classes Chlorophyceae, Prymnesiophyceae e Chrysophyceae; considerando o biovolume, destacaram-se as Dinophyceae, Chlorophyceae e Prymnesiophyceae. No Lago das Garças, foram registrados 236 táxons fitoplanctônicos distribuídos em 10 classes. Houve predomínio de espécies coloniais não flageladas, ) particularmente de cianofíceas/cianobactérias. A variabilidade sazonal e vertical de ambas as comunidades foi determinada pelas mudanças nas características químicas da água decorrentes da alternância entre uma estação quente-chuvosa, com a coluna d'água estratificada (Fase I - de outubro a março) e uma estação fria-seca, com mistura da coluna d'água (Fase II - de abril a setembro). No Lago das Garças, foi definida ainda uma Fase III, em setembro, durante a floração de cianofíceas/cianobactérias. No Lago das Ninféias, os táxons mais importantes foram Chlamydomonas sp. 2 (Fase I) e Chrysochromulina cf. breviturrita (Fase II). Predominaram grupos típicos de ambientes oligo a mesotróficos, com destaque para Lo, 'X IND.3' e 'W IND.1'. No Lago das Garças, as espécies mais importantes foram as de Raphidiopsis Cylindrospermopsis (Fase I) e Sphaerocavum brasiliense (Fase III). Houve predomínio do grupo funcional S na Fase I, dos grupos M, K, Lm e D na Fase II e do grupo M na Fase III. Embora a similaridadeentre os dois ambientes tenha sido muito baixa (<30%), não houve diferença significativa na diversidade alfa dos dois lagos, exceto pelos Índices de Menhinick e de McIntosh (p<0,01), os quais apontaram para uma maior diversidade no Lago das Ninféias do que no das Garças, influenciados pelas diferenças de biomassa nos dois ambientes. De modo geral, os índices de diversidade aplicados não foram bons discriminadores das diferenças de estado trófico entre os dois ambientes, uma vez que só detectaram diferenças entre condições extremas do gradiente trófico, com valores relativamente baixos apenas durante a floração de cianofíceas/cianobactérias no Lago das Garças. Por outro lado, a comparação das duas comunidades em termos da contribuição das classes taxonômicas e de seus atributos morfo-funcionais revelou diferenças estastiticamente significativas (Teste de Monte Carlo: p < 0,05) entre os dois ambientes ) mostrando-se, por isso, mais adequda na discriminação dos dois reservatórios
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 24.01.2006

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
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    IB12000023142D-1195
    How to cite
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    • ABNT

      FONSECA, Bárbara Medeiros; BICUDO, Carlos Eduardo de Mattos. Diversidade fitoplanctônica como discriminador ambiental em dois reservatórios rasos com diferentes estados tróficos no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo - SP. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
    • APA

      Fonseca, B. M., & Bicudo, C. E. de M. (2006). Diversidade fitoplanctônica como discriminador ambiental em dois reservatórios rasos com diferentes estados tróficos no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo - SP. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Fonseca BM, Bicudo CE de M. Diversidade fitoplanctônica como discriminador ambiental em dois reservatórios rasos com diferentes estados tróficos no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo - SP. 2006 ;
    • Vancouver

      Fonseca BM, Bicudo CE de M. Diversidade fitoplanctônica como discriminador ambiental em dois reservatórios rasos com diferentes estados tróficos no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, São Paulo - SP. 2006 ;

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