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Fatores determinandes da resistência distinta de machos e fêmeas à infecção experimental por Paracoccidioides brasiliensis (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PINZAN, CAMILA FIGUEIREDO - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RBI
  • Subjects: PARACOCCIDIOIDES BRASILIENSIS; IMUNIDADE; IMUNOQUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: Paracoccidioides brasiliensis (P. brasiliensis) é o agente causador da paracoccidioidomicose, micose sistêmica endêmica na América Latina, caracterizada por uma desigual distribuição entre os sexos. Homens manifestam mais a doença clínica do que mulheres, sugerindo que fatores hormonais têm importante papel na patogênese da doença (RESTREPO et al., 1984). Paracoccina é uma lectina isolada a partir de preparação de exoantígenos de P. brasiliensis recentemente caracterizada como possível fator de virulência do fungo. O presente estudo teve como objetivo comparar a resposta imunitária de camundongos machos e fêmeas à infecção por P. brasiliensis, enfatizando o papel exercido por paracoccina nas eventuais diferenças observadas. Avaliamos o perfil de citocinas e óxido nítrico produzidos pelos grupos de camundongos machos e fêmeas infectados experimentalmente por P. brasiliensis. O estimulo in vitro com paracoccina de células de camundongos fêmeas infectados resultou em maior produção de citocinas características do padrão Th1 de resposta e óxido nítrico, enquanto células de machos produziram IL-10 em concentrações muito superiores às produzidas por fêmeas. A avaliação da proliferação de células esplênicas de camundongos machos e fêmeas infectados mostrou que a supressão da resposta proliferativa de células esplênicas, característica da infecção por P. brasiliensis, foi mais acentuada e persistente em machos. Avaliamos a capacidade fagocítica e microbicida de macrófagos decamundongos de ambos os sexos. Macrófagos de camundongos machos e fêmeas fagocitam igualmente leveduras de P. brasiliensis, mas diferiram quanto à capacidade fungicida, mais acentuada em fêmeas, fato associado a maior produção de óxido nítrico. O papel de hormônios sexuais nos fenômenos observados foi avaliado utilizando-se procedimentos de gonadectomia e reposição hormonal inversa. Células de machos castrados tratados com estradiol passaram a ) produzir elevadas concentrações de IFN-'gama' e reduziram a produção de IL-10 em resposta ao estímulo com paracoccina. Fêmeas castradas e tratadas com testosterona mostraram resposta antagônica, com aumento na produção de IL-10 e diminuição de IFN-'gama'. Esses dados comprovam que o microambiente hormonal exerce influência na produção de citocinas por células de animais infectados por P. brasiliensis, o que sabidamente pode levar ao aumento ou a diminuição na susceptibilidade à infecção. Nossos resultados demonstram haver claras diferenças entre as respostas imunitárias de machos e fêmeas na paracoccidiodomicose experimental e revelam o primordial papel desempenhado pelos hormõnios sexuais. Indicam ainda que a lectina fúngica paracoccina interfira na determinação de respostas imunitárias distintas de machos e fêmeas infectados com P. brasiliensis
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 17.05.2006

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200030459Pinzan, Camila Figueiredo
    How to cite
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    • ABNT

      PINZAN, Camila Figueiredo; BARREIRA, Maria Cristina Roque Antunes. Fatores determinandes da resistência distinta de machos e fêmeas à infecção experimental por Paracoccidioides brasiliensis. 2006.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2006.
    • APA

      Pinzan, C. F., & Barreira, M. C. R. A. (2006). Fatores determinandes da resistência distinta de machos e fêmeas à infecção experimental por Paracoccidioides brasiliensis. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Pinzan CF, Barreira MCRA. Fatores determinandes da resistência distinta de machos e fêmeas à infecção experimental por Paracoccidioides brasiliensis. 2006 ;
    • Vancouver

      Pinzan CF, Barreira MCRA. Fatores determinandes da resistência distinta de machos e fêmeas à infecção experimental por Paracoccidioides brasiliensis. 2006 ;

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