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Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss: entre a etnografia e a literatura (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FRANÇA, MELISSA DE MATOS - FFLCH
  • USP Schools: FFLCH
  • Sigla do Departamento: Teoria literária e Literatura comparada
  • Subjects: VIAGENS E EXPLORAÇÕES; ETNOGRAFIA; ANTROPOLOGIA CULTURAL E SOCIAL; ANÁLISE DO DISCURSO
  • Language: Português
  • Abstract: Esta dissertação propõe uma leitura de Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss, como obra de destaque dentro da produção antropológica do autor, passível de análise por meio dos estudos da linguagem, especialmente pelos estudos literários. Trata-se do relato das experiências vividas pelo antropólogo no Brasil entre os anos de 1935 e 1938, como professor da recém-fundada Universidade de São Paulo e etnógrafo em início de carreira. São expostas impressões, observações e análises a respeito dos centros urbanos visitados, das paisagens diversas e das populações indígenas, com as quais travou contato em sua Expedição do Norte - tudo isso intercalado a lembranças de outras viagens, a países orientais. Vislumbra-se no texto, desde uma primeira leitura, a combinação entre uma estrutura composicional complexa e uma linguagem provida de vários níveis de significação, polissêmica, distante, dessa forma, das obras de caráter predominantemente informativo, referencial. Passou-se, assim, à investigação mais detida do texto para determinar-lhe caminhos analíticos proveitosos. Nesse processo, chegou-se à hipótese de leitura de Tristes trópicos como obra inscrita no gênero relato de viagem, considerando-se o conceito de gêneros do discurso de Bakhtin, dentro de seus estudos sobre enunciação e dialogismo. Com base nesse suporte teórico, procurou-se fazer um levantamento dos elementos temáticos, estruturais e estilísticos da obra, a fim de cotejá-los aos traços constitutivosdos enunciados lidos como relatos de viagem, estudados à parte. O cotejo da obra com o gênero em questão mostrou pontos de confluência significativos, suficientes para que se possa considerá-la ) um relato de viagem. Por outro lado, evidenciaram-se algumas divergências consideráveis em relação a procedimentos observados como tradicionais do gênero. Chegou-se, portanto, à constatação de que Tristes trópicos pode ser lido, com proveito, como um relato de viagem, pois dialoga, em vários níveis, com a família de obras desse gênero. No entanto, trata-se de um enunciado que se configura em um movimento de aproximação e confronto com seu gênero, criando novas possibilidades textuais e estabelecendo relações dialógicas com outros gêneros do discurso, especialmente os literários
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 23.06.2006

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FFLCH20900007325T FRANA,MELISSA DE M. 2006
    How to cite
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    • ABNT

      FRANÇA, Melissa de Matos; CAMPOS, Cláudia de Arruda. Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss: entre a etnografia e a literatura. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
    • APA

      França, M. de M., & Campos, C. de A. (2006). Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss: entre a etnografia e a literatura. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      França M de M, Campos C de A. Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss: entre a etnografia e a literatura. 2006 ;
    • Vancouver

      França M de M, Campos C de A. Tristes trópicos, de Claude Lévi-Strauss: entre a etnografia e a literatura. 2006 ;

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