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Feira livre: organização, trabalho e sociabilidade (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SATO, LENY - IP
  • USP Schools: IP
  • Sigla do Departamento: PST
  • Subjects: FEIRAS-LIVRES; TRABALHO; PSICOLOGIA SOCIAL; ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO; SOCIABILIDADE
  • Language: Português
  • Abstract: Essa pesquisa tem por objetivo estudar os processos cotidianos que organizam o trabalho na feira livre. O estudo empírico valeu-se de dados secundários, de entrevistas e da convivência prolongada em uma feira livre situada no bairro da Vila Mariana (São Paulo-SP). Durante essa convivência, o recurso à fotografia foi utilizado. Remontando uma história que tem suas origens na Idade Média, a feira livre é oficializada em São Paulo (SP) no início do século XX. Atualmente contabilizam-se mais de cem feiras livres por dia e estima-se que gere renda para mais de quarenta mil pessoas. A feira livre é um espaço multidimensional de trabalho, lazer e cultura. A beleza, a comicidade e a brincadeira se fazem presentes e também são trabalho. Configura-se como rede de relações e de significados sustentada na cooperação e na competição, na construção de regras tácitas e em micro-acordos; faz-se de arranjos, combinações e permutações. Vínculo de trabalho mistura-se com o de vizinhança, o familiar e o de amizade. As relações de trabalho envolvem precária proteção social. A organização em rede de relações horizontais facilita adaptações contínuas nas formas de se realizar o trabalho e a ágil disseminação de informações. O fato de o trabalho ser itinerante singulariza a organização em rede na feira livre e requer que o feirante se situe em diferentes contextos (econômico, social, cultural e organizativo) a cada dia. Para organizar o trabalho, o feirante deve considerar doisâmbitos organizativos diferentes: o da feira e o da unidade produtiva (a banca ou o trabalho como ambulante). A multiplicidade de formas de os feirantes organizarem a unidade produtiva é sustentada por combinações de senso de tempo tendo em vista a agenda semanal específica para cada feirante, o tipo de mercadoria comercializada e o contexto no qual se encontra. Além dos feirantes, incluindo-se aqui os ambulantes, diversos outros trabalhadores sobrevivem do trabalho na feira livre, dentre eles: carregadores, vendedores de insumos aos feirantes, vendedores de lanches e refrigerantes, fornecedores de dinheiro trocado, vendedores de rifa e catadores de material reciclável. A feira livre é receptiva a novas formas de gerar trabalho e renda. É preciso compreender os processos cotidianos que organizam o trabalho na feira livre à luz de seu posicionamento na vida econômica e social de uma metrópole como São Paulo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 30.06.2006

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IP12300016748T HF5481 S253f e.1
    How to cite
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    • ABNT

      SATO, Leny. Feira livre: organização, trabalho e sociabilidade. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
    • APA

      Sato, L. (2006). Feira livre: organização, trabalho e sociabilidade. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Sato L. Feira livre: organização, trabalho e sociabilidade. 2006 ;
    • Vancouver

      Sato L. Feira livre: organização, trabalho e sociabilidade. 2006 ;