Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Controle de sistema de lagoas de estabilização, pós-tratamento por processo físico-químico, desinfecção e uso agrícola do efluente final (2006)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: PIVELI, ROQUE PASSOS - EP
  • USP Schools: EP
  • Sigla do Departamento: PHD
  • Subjects: LAGOAS DE ESTABILIZAÇÃO; TRATAMENTO DE ÁGUA; DESINFECÇÃO DA ÁGUA
  • Language: Português
  • Abstract: Com o objetivo central de produzir subsídios para a avaliação da viabilidade da utilização agrícola de esgotos tratados, implantou-se um campo de irrigação no município de Lins/SP, ao lado do sistema de lagoas de estabilização pertencente à SABESP. Para que tal prática pudesse ser abordada da forma mais ampla possível, objetivos paralelos foram estabelecidos. A avaliação mais aprofundada do comportamento do sistema de lagoas e, conseqüentemente, da qualidade do efluente final, tornou-se necessária. A realização de estudos de pós-tratamento por processo físico-químico e de desinfecção, visando não só a adequação para a aplicação no solo mais segura como, principalmente, para permitir o atendimento aos padrões para lançamento em corpos d'água, resultou do entendimento de que em determinadas situações a irrigação poderá ser interrompida. O controle do sistema de lagoas foi exercido por meio de um intenso programa de análises semanais de constituintes físicos, químicos e biológicos do esgoto em cada estágio de tratamento. Os ensaios de pós-tratamento por processo físico-químico foram calibrados em escala de bancada e concluídos em testes em sistema piloto de fluxo contínuo. Utilizaram-se cloreto férrico e sulfato de alumínio como coagulantes e separação de sólidos por decantação acelerada ou flotação com ar dissolvido. Para efeito de comparação de resultados, aplicou-se tal tratamento aos efluentes das lagoas anaeróbia e facultativa. Os ensaios de desinfecçãoforam planejados para a avaliação comparativa das potencialidades da cloração e da radiação ultravioleta e, em uma segunda fase, para a avaliação da formação de subprodutos tóxicos mediante a cloração do efluente da lagoa facultativa. Nos estudos agronômicos, aplicou-se a irrigação por gotejamento em culturas seqüenciais de milho girassol e cana de açúcar e a micro-aspersão em cultura de capim Bermuda Tifton 85. ) Cada cultura implantada foi planejada para obedecer a determinado delineamento experimental. Os resultados demonstraram que o efluente da lagoa facultativa apresenta demanda bioquímica de oxigênio da ordem de 60 mg/L, concentração de nitrogênio amoniacal acima de 20 mgN/L e de fósforo total superior a 4,0 mgP/L, demonstrando potencialidades agronômicas. Por outro lado, são previstas dificuldades para o atendimento aos padrões para o lançamento em águas naturais. A remoção de patógenos nas lagoas demonstrou-se expressiva, com decaimento de 2 logs de E. coli, elevada separação de protozoários, mas a eliminação de ovos de helmintos não foi completa. A aplicação de 30mWs/cm² de radiação UV no efluente da lagoa facultativa resultou em rendimento parcial na inativação de E. coli, enquanto que a hipocloritação garantiu inativação completa com dosagens de cloro da ordem de 10 mg/L. Ensaios posteriores demonstraram que a cloração resulta na formação de baixas concentrações de trihalometanos, da ordem de 30µg/L e em concentrações preocupantes de ácidoshaloacéticos, que atingiram a 200µg/L com cloro aplicado em torno de 10 mg/L. Os ensaios de pós-tratamento por processo físico-químico evidenciaram que concentrações de fósforo em torno de 0,5 mgP/L podem ser alcançadas consistentemente, principalmente quando se emprega sulfato de alumínio à base de 20 mgAl/L e flotação. Os benefícios paralelos são substanciais, com redução da DQO do efluente para a faixa de 50 mg/L, a densidade de E. coli para a faixa de 10³NMP/100mL e a remoção praticamente total de ovos de helmintos e cistos de protozoários. Os custos elevados devido ao consumo relativamente alto de coagulante podem ser atenuados mediante a conjugação com a utilização agrícola do efluente. ) Estudos paralelos demonstraram que a remoção de fósforo do efluente da lagoa anaeróbia também é viável e promissora, tendo-se obtidos concentrações residuais da ordem de apenas 0,1 mgP/L quando se aplicou cloreto férrico à base de 20mgFe/L e flotação. Os benefícios paralelos também resultaram encorajadores. A utilização agrícola do efluente da lagoa facultativa de forma a obedecer a demanda híbrida das culturas demonstrou que, corrigindo-se suplementarmente os principais fertilizantes, o crescimento das plantas é tão satisfatório quanto o resultante das práticas agrícolas convencionais com a utilização de irrigação com água limpa e fertilizantes comerciais. A economia de insumos gerada pelo uso agrícola do efluente é substancial, além do ganho ambientaldecorrente do não lançamento de nutrientes em corpos d'água. Estimou-se a necessidade de irrigação de 40m² por habitante para eliminar completamente a descarga de esgoto em rios quando se procede a irrigação. Atenção especial deve ser dada à sodificação e salinização do solo, algum acúmulo de espécies iônicas foi percebido nas camadas superficiais do solo. Os estudos deverão ser continuados para uma avaliação mais consistente da migração de íons e de microorganismos para as camadas mais profundas do solo, em direção ao lençol freático. Outro aspecto a ser abordado é a remoção de nitrogênio amoniacal, praticamente inabalado pelo tratamento à base de coagulantes e que tem a sua emissão limitada em 20mgN/L pela Resolução 357/2005 do CONAMA
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 10.11.2006

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    EPBC31200034523FT-2358
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      PIVELI, Roque Passos. Controle de sistema de lagoas de estabilização, pós-tratamento por processo físico-químico, desinfecção e uso agrícola do efluente final. 2006.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006.
    • APA

      Piveli, R. P. (2006). Controle de sistema de lagoas de estabilização, pós-tratamento por processo físico-químico, desinfecção e uso agrícola do efluente final. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      Piveli RP. Controle de sistema de lagoas de estabilização, pós-tratamento por processo físico-químico, desinfecção e uso agrícola do efluente final. 2006 ;
    • Vancouver

      Piveli RP. Controle de sistema de lagoas de estabilização, pós-tratamento por processo físico-químico, desinfecção e uso agrícola do efluente final. 2006 ;