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Estudo da reserva contrátil miocárdica avaliada por ventriculografia radioisotópica com dobutamina na insuficiência cardíaca não isquêmica antes e após o bloqueio ß-adrenérgico crônico (2007)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SIQUEIRA, BRUNO GANEM - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Subjects: INSUFICIÊNCIA CARDÍACA CONGESTIVA; MIOCARDIOPATIAS; DOENÇA DE CHAGAS
  • Language: Português
  • Abstract: Nesta investigação foram prospectivamente estudados 30 pacientes portadores de insuficiência cardíaca crônica não isquêmica (sem obstrução coronariana epicárdica significativa), chagásicos (13) e não chagásicos (17), ambos os gêneros (20 homens), idade = 53,6±10,7 anos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo em repouso (FEVEr) = 28,4±7,1%, clinicamente estáveis sob uso otimizado de medicamentos para insuficiência cardíaca à exceção de (ß-bloqueadores (BBs). Objetivos. a) avaliar a presença e intensidade de reserva contrátil miocárdica (RCM) sob estímulo com dobutamina antes e após o uso de BBs; b) verificar a presença e intensidade de alterações perfusionais miocárdicas em repouso e transitórias e suas correlações com a RCM; c) identificar preditores de melhor resposta de função ventricular esquerda em repouso ao ß-bloqueio adrenérgico crônico; d) verificar a correlação da RCM com capacidade de esforço e qualidade de vida (QV); e) comparar intensidade e extensão dos defeitos perfusionais miocárdicos em repouso e transitórios antes e após BBs; f) comparar em grupos de pacientes chagásicos e não chagásicos, antes e após BBs, os valores de RCM, a intensidade e extensão dos defeitos perfusionais miocárdicos, a capacidade de esforço e a qualidade de vida. Métodos. Os pacientes foram submetidos às seguintes avaliações antes e após BB: avaliação clínico-laboratorial, ventriculografia nuclear (VN) em repouso e sob estímulo com dobutamina nas doses de 5, 10,20, 30 e 40µg/kg/min (avaliação de RCM(FEVE) = FEVE sob dobutamina - FEVE em repouso), cintilografia de perfusão miocárdica (avaliação do índice de gravidade perfusional em repouso -IGPr; diferença do IGP sob estresse e repouso -IGP(e-r); volumes ventriculares diastólico (VDFVE) e sistólico (VSFVE) finais do VE), teste cardiopulmonar em cicloergômetro (avaliação do consumo máximo de oxigênio VO' IND.2' max), teste de caminhada de 6 minutos (avaliação da distância percorrida no TC6min -dTC6min) e questionário de qualidade de vida de Minnesota (avaliação da escore de QV -EQV). O BB foi suspenso escalonadamente ao longo de 7 dias antes da realização da segunda VN com dobutamina. Resultados. Observou-se dificuldade em atingir doses mais elevadas de dobutamina (> 20 µg/kg/min) em alguns pacientes do estudo, nas fases pré- e pós-BB, principalmente em pacientes chagásicos, devido a arritmias ventriculares e supraventriculares autolimitadas e sem repercussão clínica, mas que impossibilitaram a sincronização eletrocardiográfica durante VN. A RCM(FEVE)(%) decresceu em média de aproximadamente 25% entre as fases pré- e pós-BB (28,3±19,2 vs 21,2±15,5), embora a diferença não tenha sido estatisticamente significativa (p=0,15). Na fase pré-BB, o pico de RCM(FEVE) ocorreu com 20 µg/kg/min de dobutamina, enquanto, na fase pós-BB, ocorreu com 10 µg/kg/min. Não se observou diferença estatisticamente significativa no IGPr (16,3±9,2 vs17,6±9,2, p=0,25) e IGP(e-r) (- 0,36±5,4 vs -0,1±4,1, p=0,82) pré- e pós-BB. Dos parâmetros avaliados (freqüência cardíaca em repouso, FEVEr, VO' IND.2' max, dTC6min, etiologia chagásica, classe funcional da NYHA, VDFVE, VSFVE, IGPr, IGP(e-r) e EQV), a RCM(FEVE)(%) foi o , único preditor de melhora de função sistólica ventricular esquerda com o uso de BB (5,6±4,5 vs 11,1±5,5, p=0,01). Observou-se correlação significante entre RCM(FEVE) vs FEVEr (r=0,43, p=0,01). O IGPr apresentou associação negativa significativa com FEVEr (r = -0,39, P = 0,02) e RCR(FEVE) (r=-0,48, p=0,007). Não houve correlação da IGP(e-r) com a FEVEr (r = -0,04, p = 0,82) e nem com a RCM(FEVE)max (r = 0,02, p = 0,89). Não se obteve correlação entre VO' IND.2' máximo e FEVEr (r=0, 16, p=0,45). Entretanto, observou-se correlação positiva estatisticamente entre VO' IND.2' e RCM(FEVE)max(r=0,43, p=0,03). Observou-se correlação significativa entre EQV e RCM(FEVE)max r=0,57, p=0,005). Antes do BB, os pacientes chagásicos e não chagásicos apresentaram valores semelhantes de FEVEr(%) (27,7±6, 7 vs 29,0±7,6, p=0,61) e de RCM(FEVE)(%) (8,7±5,9 vs 11,5±6,8, p = 0,32). Contudo, os primeiros apresentaram menor RCM(FEVE)(%) (3,6±6,3 vs 12,6±5,2, p=0,001) após o uso crônico desta medicação, comparativamente aos segundos. Conclusões. a) A avaliação de RCM presente, mas bastante variável individualmente, em miocardiopatas não isquêmicos pode ser feita de forma eficaz e segura medianteVN sob estímulo ß-agonista com doses de dobutamina até 40µg/kg/min. b) No grupo de miocardiopatas não isquêmicos como um todo, a magnitude absoluta da RCM não se modificou significativamente com uso crônico de BB. Contudo, o pico de RCM foi atingido mais precocemente (isto é, com menor dose de dobutamina) após o ß-bloqueio adrenérgico; c) A RCM manteve correlação positiva com o desempenho cardíaco sistólico em repouso, com o VO' IND.2' max e com a qualidade de vida, e correlacionou-se negativamente com a gravidade e extensão das anormalidades de perfusão miocárdica em repouso (interpretadas como fibrose regional miocárdica); d) A RCM não apresentou correlação significante com a extensão e a gravidade de anormalidades de perfusão miocárdica transitórias; e) A RCM foi preditora de melhora da função sistólica ventricular esquerda em repouso com o uso crônico de BB em miocardiopatas não-isquêmicos; f) Não houve alteração na intensidade e extensão dos defeitos perfusionais miocárdicos em repouso e transitórios antes e após o beta-bloqueio adrenérgico crônico; g) Miocardiopatas chagásicos apresentam menor magnitude de RCM após uso de BB que miocardiopatas não-chagásicos para o mesmo grau de disfunção sistólica ventricular esquerda em repouso
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 06.06.2007

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200033802Siqueira, Bruno Ganem
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    • ABNT

      SIQUEIRA, Bruno Ganem; MARIN-NETO, José Antônio. Estudo da reserva contrátil miocárdica avaliada por ventriculografia radioisotópica com dobutamina na insuficiência cardíaca não isquêmica antes e após o bloqueio ß-adrenérgico crônico. 2007.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2007.
    • APA

      Siqueira, B. G., & Marin-Neto, J. A. (2007). Estudo da reserva contrátil miocárdica avaliada por ventriculografia radioisotópica com dobutamina na insuficiência cardíaca não isquêmica antes e após o bloqueio ß-adrenérgico crônico. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Siqueira BG, Marin-Neto JA. Estudo da reserva contrátil miocárdica avaliada por ventriculografia radioisotópica com dobutamina na insuficiência cardíaca não isquêmica antes e após o bloqueio ß-adrenérgico crônico. 2007 ;
    • Vancouver

      Siqueira BG, Marin-Neto JA. Estudo da reserva contrátil miocárdica avaliada por ventriculografia radioisotópica com dobutamina na insuficiência cardíaca não isquêmica antes e após o bloqueio ß-adrenérgico crônico. 2007 ;

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