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Aterosclerose carotídea: associação com fatores de risco e doenças arteriais sistêmicas. Estudo ultra-sonográfic (2008)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: FREITAS, PROCOPIO DE - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: ARTERIOSCLEROSE; ARTÉRIAS CARÓTIDAS; ULTRASSONOGRAFIA; FATORES DE RISCO
  • Language: Português
  • Abstract: ntrodução: A aterosclerose é uma doença arterial degenerativa, de etiologia multicausal, onde os fatores de risco genéticos e adquiridos atuam em conjunto, determinando sua ocorrência em mais da metade da população adulta mundial, com manifestações clínicas em mais de 10% de toda a humanidade. A lesão aterosclerótica pode acometer importantes territórios arteriais sendo responsável por 75% dos acidentes vasculares cerebrais (AVC), 95% das coronariopatias e 85% das claudicações intermitentes dos membros inferiores, e é mais freqüente nos diabéticos. Objetivo: Pesquisar a freqüência de lesões ateroscleróticas nas artérias carótidas extracranianas e sua relação com alguns fatores de risco, como: idade, sexo, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, diabetes melito e obesidade. Além destes fatores, pesquisou-se a associação da aterosclerose com claudicação intermitente, doença arterial oclusiva periférica (DAOP), índice de tornozelo braquial (ITB < 0,9), espessamento médio-intimal (EMI) de carótida comum e acotovelamento carotídeo. Métodos: Foram avaliadas as artérias carótidas extracranianas, bilateralmente, de 367 indivíduos (132 homens e 235 mulheres) com idade média de 63 anos (35 a 91 anos) por anamnese, semiologia clínica e ultra-sonografia, de amostra populacional do bairro Sumarezinho, Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. A possibilidade de associação entre a doença aterosclerótica carotídea representada por placas ateromatosasinespecíficas (PAI) com estenoses maior que 10% e ateromatose discreta e difusa (ADD) com estenose menor que 10%, e os fatores de risco enunciados, além das outras condições clínicas, foi analisada através do "Odds-Ratio" com o índice de confiança de 95% e p < 0,05. Resultados: Dos 367 indivíduos estudados, 92 (25%) foram considerados obesos por apresentarem índice massa corporal maior que 30 kg/’m POT. 2’, 50 (13,6%) portadores de diabetes melito e 50 (13,6%) tabagistas. Com referência a manifestações de doenças vasculares associadas, 136 (37%) indivíduos eram hipertensos (pressões sistólicas e diastólicas maiores que 140/90 mmHg), 111 (30,2%) apresentaram EMI, 35 (9,5%) portadores de coronariopatia isquêmica, 28 (7,6%) com história pregressa de acidente vascular cerebral (AVC), 35 (9,5%) com antecedentes de ataque isquêmico transitório (AIT), 13 (3,5%) apresentaram oclusão de uma das artérias do sistema carotídeo no momento do exame e em 58 (15,8%) verificaram-se acotovelamentos carotídeos. Em relação à doença arterial oclusiva periférica (DAOP), 31 (8,4%) indivíduos apresentaram índice tornozelo braquial (ITB) menor que 0,9 e 10 (2,7%) referiram quadro de claudicação intermitente de um ou ambos os membros inferiores para menos de 500 m em locais planos. A análise estatística mostrou associação com EMI e idade maior que 64 anos, hipertensão arterial sistêmica, ITB < 0,9, acotovelamento e oclusão de alguma artériado sistema carotídeo. Com a aterosclerose carotídea (ADD + PAI), houve associação entre ADD com idade maior que 64 anos e obesidade. Em relação à PAI, houve associação com idade acima de 64 anos, AVC prévio, coronariopatia isquêmica, oclusão de alguma artéria do sistema carotídeo e tabagismo. Para estenose com repercussão hemodinâmica (‘> OU =’ 60%), houve associação com idade acima de 64 anos, coronariopatia isquêmica e oclusão do sistema carotídeo. Com relação aos fatores de risco (variáveis secundárias), o Odds-Ratio mostrou associações significantes entre: acotovelamento e idade> 64 anos; sexo feminino e AVC prévio; diabetes melito e idade> 64 anos, AVC e obesidade; HAS e idade> 64 anos; diabetes melito , AVC prévio, obesidade e coronariopatia isquêmica; obesidade e idade > 64 anos; coronariopatia e idade> 64 anos; ITB < 0,9 e idade > 64 anos, AIT e tabagismo; AVC prévio e oclusão de artéria do sistema carotídeo. Conclusão: A aterosclerose carotídea apresentou alta freqüência (52%) e associação com vários fatores de risco (idade, obesidade, AVC, coronariopatia isquêmica, oclusão de alguma artéria do sistema carotídeo e tabagismo). Diante das informações obtidas sobre o comportamento da aterosclerose carotídea, sugere-se que novas pesquisas clínicas sobre esta doença devam ser estimuladas
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.04.2008

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
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    FMRP11200035246Freitas, Procpio de
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    • ABNT

      FREITAS, Procópio de; PICCINATO, Carlos Eli. Aterosclerose carotídea: associação com fatores de risco e doenças arteriais sistêmicas. Estudo ultra-sonográfic. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008.
    • APA

      Freitas, P. de, & Piccinato, C. E. (2008). Aterosclerose carotídea: associação com fatores de risco e doenças arteriais sistêmicas. Estudo ultra-sonográfic. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Freitas P de, Piccinato CE. Aterosclerose carotídea: associação com fatores de risco e doenças arteriais sistêmicas. Estudo ultra-sonográfic. 2008 ;
    • Vancouver

      Freitas P de, Piccinato CE. Aterosclerose carotídea: associação com fatores de risco e doenças arteriais sistêmicas. Estudo ultra-sonográfic. 2008 ;

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