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O BBT-Br e a maturidade para a escolha profissional: evidências empíricas de validade (2008)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: NOCE, MARIANA ARAUJO - FFCLRP
  • USP Schools: FFCLRP
  • Subjects: ORIENTAÇÃO VOCACIONAL; ADOLESCENTES; TESTES PSICOLÓGICOS
  • Language: Português
  • Abstract: O processo de escolha profissional pode apresentar maior ou menor complexidade, dependendo dos conflitos vivenciados, dos recursos para seu adequado enfrentamento e resolução, e do grau de maturidade para essa decisão ocupacional. A literatura científica relaciona maturidade para a escolha profissional ao desenvolvimento de certas atitudes (determinação, independência e responsabilidade) e à aquisição de conhecimentos específicos (autoconhecimento e conhecimento sobre a realidade das profissões). Dentro desse contexto, a presente investigação objetivou examinar as possibilidades informativas do BBT-Br (Teste de Fotos de Profissões) quanto a indicadores de maturidade para a escolha profissional, bem como validar e fundamentar empiricamente algumas das hipóteses interpretativas desta técnica projetiva, otimizando seus recursos para os processos de Orientação Profissional/Vocacional. Foram avaliados, individualmente, por meio do BBT-Br, 93 estudantes do terceiro ano do ensino médio público diurno de Ribeirão Preto (SP), de ambos os sexos, divididos em dois grupos com características contrastantes em relação à maturidade para a escolha profissional (GA = 55 com alta maturidade e GB = 38 com baixa maturidade), selecionados previamente pelo resultado na Escala de Maturidade para Escolha Profissional (EMEP), coletivamente aplicada. Foram realizadas análises estatísticas inferenciais dos resultados (Teste Mann-Whitney, p <= 0,05), comparando-se GA e GB e seusrespectivos subgrupos (em função do sexo) nas seguintes variáveis: 1) EMEP: resultados obtidos em cada subescala (determinação, responsabilidade, independência, autoconhecimento e conhecimento da realidade profissional) e na maturidade total; 2) BBT-Br: número de escolhas positivas, negativas e neutras; freqüência de escolhas positivas, negativas e neutras de cada um dos oito fatores primários e oito fatores secundários. Também foram analisadas as estruturas de ) O processo de escolha profissional pode apresentar maior ou menor complexidade, dependendo dos conflitos vivenciados, dos recursos para seu adequado enfrentamento e resolução, e do grau de maturidade para essa decisão ocupacional. A literatura científica relaciona maturidade para a escolha profissional ao desenvolvimento de certas atitudes (determinação, independência e responsabilidade) e à aquisição de conhecimentos específicos (autoconhecimento e conhecimento sobre a realidade das profissões). Dentro desse contexto, a presente investigação objetivou examinar as possibilidades informativas do BBT-Br (Teste de Fotos de Profissões) quanto a indicadores de maturidade para a escolha profissional, bem como validar e fundamentar empiricamente algumas das hipóteses interpretativas desta técnica projetiva, otimizando seus recursos para os processos de Orientação Profissional/Vocacional. Foram avaliados, individualmente, por meio do BBT-Br, 93 estudantes do terceiro ano do ensino médio público diurno deRibeirão Preto (SP), de ambos os sexos, divididos em dois grupos com características contrastantes em relação à maturidade para a escolha profissional (GA = 55 com alta maturidade e GB = 38 com baixa maturidade), selecionados previamente pelo resultado na Escala de Maturidade para Escolha Profissional (EMEP), coletivamente aplicada. Foram realizadas análises estatísticas inferenciais dos resultados (Teste Mann-Whitney, p <= 0,05), comparando-se GA e GB e seus respectivos subgrupos (em função do sexo) nas seguintes variáveis: 1) EMEP: resultados obtidos em cada subescala (determinação, responsabilidade, independência, autoconhecimento e conhecimento da realidade profissional) e na maturidade total; 2) BBT-Br: número de escolhas positivas, negativas e neutras; freqüência de escolhas positivas, negativas e neutras de cada um dos oito fatores primários e oito fatores secundários. Também foram analisadas ) as estruturas de inclinação positivas e negativas, primárias e secundárias, e as fotos mais escolhidas e mais rejeitadas. Os resultados demonstraram a existência de especificidades na produção dos adolescentes em função de seu nível de maturidade para a escolha profissional e também em função do sexo. Em relação à variável sexo, alguns fatores do BBT-Br foram escolhidos com maior freqüência pelas moças (primários: W, Z, O; secundários: w e m) e mais rejeitados pelos rapazes (primários: W, Z, M; secundários: w), principalmente aqueles relacionados aatividades atribuídas ao feminino no contexto sociocultural brasileiro. Estes resultados confirmam, empiricamente, evidências da influência sociocultural na determinação dos interesses profissionais. Em relação à variável foco deste estudo, a maturidade para a escolha profissional, os adolescentes de GA sinalizaram maior abertura para as possibilidades profissionais (maior número de escolhas positivas e menor número de rejeições) comparativamente ao grupo de baixa maturidade que, por sua vez, acabou por restringir suas escolhas positivas e apresentou número alto de escolhas negativas no BBT-Br. Isso se confirmou na análise da distribuição de freqüência das escolhas positivas, negativas e neutras dos fatores primários e secundários do BBT-Br. Nesta direção pode-se notar que GA escolheu significativamente mais e rejeitou menos fotos dos fatores primários S (senso social e dinamismo), V (precisão, objetividade) e G (criatividade, pesquisa), e de cinco fatores secundários (k, s, v, g, o). Por sua vez, o GB fez o oposto disso, escolhendo menos e rejeitando mais os fatores primários mencionados e seis fatores secundários (s, g, o, z, v, m). De maneira geral, os jovens com maiores índices de maturidade para a escolha profissional consideraram um número maior de opções profissionais do BBT-Br, a serem exploradas e, conseqüentemente, integradas em suas ) decisões ocupacionais, enquanto que os adolescentes com menor maturidade acabaram, com suas rejeições, por restringirsuas possibilidades de conhecimento e de consideração desses fatores em suas escolhas profissionais. Pode-se concluir, portanto, que o nível de maturidade para a escolha profissional (resultados da EMEP) sinalizou influenciar diretamente os índices de produtividade no BBT-Br, confirmando suas hipóteses interpretativas e, portanto, fortalecendo indicadores de validade para esta técnica projetiva no contexto sócio-cultural contemporâneo
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 25.08.2008
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FCLRP20800028797Noce, Mariana Araujo
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    • ABNT

      NOCE, Mariana Araujo; PASIAN, Sonia Regina. O BBT-Br e a maturidade para a escolha profissional: evidências empíricas de validade. 2008.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2008. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-12092008-214656/ >.
    • APA

      Noce, M. A., & Pasian, S. R. (2008). O BBT-Br e a maturidade para a escolha profissional: evidências empíricas de validade. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-12092008-214656/
    • NLM

      Noce MA, Pasian SR. O BBT-Br e a maturidade para a escolha profissional: evidências empíricas de validade [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-12092008-214656/
    • Vancouver

      Noce MA, Pasian SR. O BBT-Br e a maturidade para a escolha profissional: evidências empíricas de validade [Internet]. 2008 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-12092008-214656/