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Como está a saúde auditiva da população brasileira? (2008)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BEVILACQUA, MARIA CECILIA - FOB
  • USP Schools: FOB
  • Subjects: PERCEPÇÃO AUDITIVA; SAÚDE PÚBLICA; BRASIL
  • Language: Português
  • Abstract: Após a portaria do Ministério da Saúde em 2004 que instituiu a Política Nacional de Atenção à Saúde Auditiva (Portaria GM/MS nº 2.073) foi garantido o tratamento do deficiente auditivo desde o diagnóstico e adaptação do aparelho de amplificação sonora individual (AASI), até a reabilitação auditiva tanto de adultos como de crianças. A portaria SAS/MS nº. 587, que regulamenta as ações e serviços de Saúde Auditiva no Brasil, apresenta estas proposições baseadas em dados de pesquisas populacionais do IBGE 2000. Vários pontos seriam necessários de ser abordado, no entanto neste contexto daremos maior atenção às informações relacionada às necessidades da população. De acordo com as estimativas realizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) 278 milhões de indivíduos no mundo têm perda auditiva moderada à profunda bilateral e 80% destes vivem em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. No Brasil, esta estimativa é muito difícil de ser avaliada, devido à carência de publicações acerca da epidemiologia da deficiência auditiva na população. Existem apenas dois trabalhos com base populacional que oferece informação das perdas auditivas incapacitantes (BEVILACQUA, 2007; BÉRIA et al., 2007). De acordo com esses estudos, calcula-se que seja esperado de 4,8% a 6,8% de deficiências auditivas incapacitantes e que necessitam de AASI ou implante coclear. Baseando-se nessas informações pode-se afirmar que a demanda de adaptação de AASI no Brasil seria ao redor de18 milhões de pessoas (BEVILACQUA, 2008). Considerando esta estimativa, a demanda de atendimento no Brasil está muito longe de ser atendida, tanto pelos serviços de saúde auditiva, quanto pelo número de aparelhos auditivos produzidos. Portanto existe um contingente populacional sem atendimento audiológico. Estas questões são de fundamental importância para o planejamento da ampliação da rede de saúde auditiva. Neste sentido, a avaliação da efetividade desta ) rede deve ser realizada o mais breve possível, a fim de canalizar os recursos financeiros para os procedimentos que possibilitem melhor benefício para os deficientes auditivos. Atualmente, esta avaliação está pautada na infra-estrutura (instalações físicas, número de profissionais, etc) e no quantitativo de procedimentos e adaptações de AASI realizadas mensalmente, o que, não garante a qualidade dos mesmos. Há necessidade de estudos que ampliem esta análise a fim de garantir melhor atendimento da nossa população buscando um baixo custo e qualidade. Esta temática ainda é pouco difundida, havendo apenas algumas experiências pontuais. A partir da necessidade da avaliação dos serviços de saúde auditiva, é necessária também a indicação de instrumentos de mensuração adequados para a proposta, seja em nível do prestador de serviço (profissional da saúde), do usuário (paciente) ou do SUS (que é a fonte pagadora), os indicadores para cada setor também devem ser diferenciados.. Desta forma, o gestor terásubsídios para alocação dos recursos financeiros, em nível federal, estadual e municipal. O momento atual é intrigante e novos desafios são lançados no sentido de transformarmos a realidade dos Serviços de Saúde Auditiva. A Saúde Auditiva no Brasil vai bem, para o momento, mas precisa ficar melhor
  • Imprenta:
  • Source:
  • Conference titles: Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia

  • How to cite
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    • ABNT

      BEVILACQUA, Maria Cecília. Como está a saúde auditiva da população brasileira? Anais.. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, 2008.
    • APA

      Bevilacqua, M. C. (2008). Como está a saúde auditiva da população brasileira? In Anais. São Paulo: Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.
    • NLM

      Bevilacqua MC. Como está a saúde auditiva da população brasileira? Anais. 2008 ;
    • Vancouver

      Bevilacqua MC. Como está a saúde auditiva da população brasileira? Anais. 2008 ;