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O funcionamento do solo e a sua influência nas relações entre o solo e a vegetação nativa (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: COOPER, MIGUEL - ESALQ
  • USP Schools: ESALQ
  • Subjects: ÁGUA DO SOLO; ANÁLISE MULTIVARIADA; ARGISSOLOS; CERRADO; LATOSSOLOS; PLANTAS NATIVAS; POROSIDADE DO SOLO; RELAÇÃO SOLO-PLANTA; UMIDADE DO SOLO; VEGETAÇÃO
  • Language: Português
  • Abstract: Áreas ocupadas com vegetação nativa estão cada vez mais fragmentados devido à ocupação agrícola e antrópica. Para a manutenção da biodiversidade, corredores de vegetação devem ser criados com o auxílio da revegetação e recuperação de áreas degradadas. Isto é facilitado pelo conhecimento da distribuição e dinâmica natural dos solos. O principal objetivo deste trabalho foi caracterizar a morfologia e o funcionamento físico-hídrico de duas toposseqüências a partir da hipótese de que a morfologia e o funcionamento físico-hídrico do solo são de terminantes dos tipos de vegetação nas Estações Ecológicas de Assis (Assis, SP) e Caetetus (Galia, SP). O objetivo secundário foi entender como os atributos do solo condicionam a distribuição de espécies nativas em áreas naturais a partir da hipótese de que os atributos químicos e físicos do solo condicionam a distribuição das espécies nativas de cerrado na parcela permanente da Estação Ecológica de Assis (Assis, SP). As áreas de estudo foram localizadas nas Estações Ecológicas de Assis e Caetetus (Galia), SP, Brasil. A vegetação predominante é de cerradão ou savana florestada na área de Assis e floresta estacional semidecídua em Caetetus. Para a caracterização do funcionamento físico-hídrico dos solos foram realizados estudos morfológicos e físico-hídricos. A caracterização morfológica foi realizada utilizando a técnica da análise estrutural e descrição de perfis de solo dispostos em cinco posições-chave da transeção.Amostras deformadas de solo foram utilizadas em análises químicas, granulométricas e densidade de partículas. Amostras indeformadas coletadas em anéis cilíndricos definiram as curvas de retenção de água no solo e a densidade do solo. Blocos de solo foram impregnados e polidos para análise de imagens, a partir da qual foi obtida a distribuição de poros em número, forma e tamanho. Em poços perfurados em três setores da toposseqüência, foi determinada ) a condutividade hidráulica saturada de campo. O monitoramento da umidade do solo "in situ" foi obtido por sensores instalados nos principais horizontes das trincheiras durante o período de novembro de 2003 a novembro de 2004 para a área localizada em Assis e de julho de 2003 a agosto de 2004 para a área da E.E. de Caetetus. Dados de precipitação foram coletados na estação meteorológica automática mais próxima. Análises das cOlTelações entre a distribuição das espécies e variáveis edáficas na E.E. de Assis foram realizadas utilizando o método de análise dos componentes principais (PCA) e analise de correspondência canônica (CCA). Os solos na área localizada na E.E. de Assis foram classificados, de montante a jusante, em Latossolo Vermelho, Latossolo Vermelho-Amarelo, Latossolo Amarelo e Gleissolo Háplico, com transição homogênea de cor e predomínio de textura franco-arenosa. Nos Latossolos, a presença de aglomerados de microagregados em Bw conferiu maior condutividade hidráulica e maior retenção de água do que no horizonteA. O horizonte Btg2 do Gleissolo Háplico possui o maior teor de argila, com maior retenção hídrica, drenagem imperfeita e baixa condutividade hidráulica. A matéria orgânica decresce em profundidade, provocando menor densidade de solo e maior porosidade total em superfície. Maior número de poros de empilhamento complexo de diâmetros equivalentes superiores a 1000 11m predominam em menor área ainda expressiva em Bw. No horizonte Btg2 do Gleissolo, há maior número de poros arredondados ou cavidades de 30 a 1000 11m e a microestrutura é a mais adensada. Em superfície, a oscilação da umidade do solo está intimamente ligada aos eventos chuvosos ) Em subsuperfície, este efeito é menos intenso, sendo deslocado no tempo. O relevo influencia nas propriedades físico-hídricas e morfológicas dos solos que, por sua vez, determinam a disponibilidade de água limitante na estação seca e também em parte da estação úmida. Os solos na área localizada na E.E. de Caetetus foram classificados, de montante a jusante, em Argissolo Vermelho-Amarelo distrófico arênico epieutrófico, Argissolo Vermelho-Amarelo eutrófico abrúptico arênico, Argissolo vermelho-amarelo eutrófico abrúptico, Argissolo Vermelho-Amarelo eutrófico abrúptico espessarênico, Gleissolo Háplico Ta eutrófico vértico. Os Argissolos são solos fortemente drenados nos horizontes superficiais que transicionam abruptamente, em termos de textura e estrutura, para horizontes onde a drenagem é mais lentafavorecendo a retenção de água. A dinâmica da água nos horizontes superficiais dos Argissolos esta intimamente ligada aos eventos chuvosos, apresentando picos de umidade que coincidem com os eventos de chuva. Por outro lado, nos horizontes subsuperficiais observa-se que as variações sazonais da umidade estão influenciadas não mais pelo evento chuvoso, mas sim pela altemância entre a estação chuvosa e a estação seca. Ou seja, as flutuações de umidade nestes horizontes acompanham a distribuição anual das chuvas decorrente da mudança de estação climática No Gleissolo que ocupa o sopé da encosta e também apresenta solos com horizontes superficiais bem drenados mudando para uma drenagem impedida criando condições de hidromorfia e o aparecimento de propriedades vérticas nos horizontes subsuperficiais. As variações sazonais de água no solo nesta porção da vertente seguem os mesmos padrões das áreas mais a montante, nos horizontes superficiais esta intimamente ligada ao evento chuvoso enquanto que nos horizontes mais densos subsuperficiais as flutuações de umidade acompanham a distribuição anual das chuvas ) decorrente da mudança de estação climática No Gleissolo que ocupa o sopé da encosta e também apresenta solos com horizontes superficiais bem drenados mudando para uma drenagem impedida criando condições de hidromorfia e o aparecimento de propriedades vérticas nos horizontes subsuperficiais. As variações sazonais de água no solo nesta porção da vertenteseguem os mesmos padrões das áreas mais a montante, nos horizontes superficiais esta intimamente ligada ao evento chuvoso enquanto que nos horizontes mais densos subsuperficiais as flutuações de umidade acompanham a distribuição anual das chuvas decorrente da mudança de estação climática. O comportamento fisico-hídrico dos solos das duas áreas estudadas deve definir o padrão florístico de cerradão e floresta estacional semidecídua na E.E. de Assis e Caetetus, respectivamente. Os resultados das análises de PCA e CCA mostraram que os atributos edáficos eram melhor discriminados por horizonte que por tipo de solo. Nos Latossolos não se observou nenhum padrão de distribuição de espécies, mas um gradiente vegetacional foi observado entre os Latossolos e o Gleissolo. As espécies responsáveis por este gradiente foram a Copaifera langsdorffii e a Myrcia multiflora. A análise da correlação das espécies vegetais com os atributos do solo em função da profundidade mostrou que as espécies vegetais se correlacionam melhor com os atributos químicos em superfície e com os atributos físico-hídricos em subsuperfície. Este fenômeno pode estar ligado às necessidades nutricionais e hídricas da planta
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 14.08.2009

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    ESABC10500050394t631.4 C777f e.2 94824
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    • ABNT

      COOPER, Miguel. O funcionamento do solo e a sua influência nas relações entre o solo e a vegetação nativa. 2009.Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2009.
    • APA

      Cooper, M. (2009). O funcionamento do solo e a sua influência nas relações entre o solo e a vegetação nativa. Universidade de São Paulo, Piracicaba.
    • NLM

      Cooper M. O funcionamento do solo e a sua influência nas relações entre o solo e a vegetação nativa. 2009 ;
    • Vancouver

      Cooper M. O funcionamento do solo e a sua influência nas relações entre o solo e a vegetação nativa. 2009 ;