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A estratégia DOTS no estado de São Paulo: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: SANTOS, MARIA DE LOURDES SPERLI GERALDES - ENFERM
  • USP Schools: ENFERM
  • Subjects: TUBERCULOSE; ADMINISTRAÇÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE; ATENÇÃO À SAÚDE (ORGANIZAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: O estudo analisou a sustentabilidade da estratégia DOTS na visão de coordenadores de Programa de Controle Tuberculose (PCT) em sete municípios do interior do estado de São Paulo, prioritários para o controle da Tuberculose (TB). O quadro teórico está sustentado nas dimensões operacional, organizacional e política da gerência e sua articulação no contexto atual das políticas e serviços de saúde. A partir de uma abordagem quantitativa, de estudo epidemiológico descritivo por meio de levantamento de fontes secundárias, foram analisados os indicadores epidemiológicos do PCT: cura, abandono e óbito de casos novos com baciloscopia de escarro positiva, cobertura de Tratamento Supervisionado (DOT/TS) e de detecção de casos. Também optou-se pela abordagem qualitativa, análise de conteúdo-modalidade temática que utilizou como fonte a entrevista semi-estruturada com coordenadores de PCT. A Unidade Temática central foi a sustentabilidade da estratégia DOTS como um desafio para coordenadores de PCT, contendo dois sub-temas: A organização da estratégia DOTS diante da necessidade de captar/otimizar recursos e definir estratégias e A operacionalização das ações de controle da TB: raciocínio estratégico e negociação como ferramentas gerenciais. Os resultados quantitativos mostraram um coeficiente angular positivo para cura, mas a maioria não atingiu a meta de 85%; declínio no percentual de abandono, ainda aquém do esperado. A cobertura de DOT/TS apresentou aumento emtodos os municípios, contudo, apenas um atingiu 95%. Nenhum município atingiu a meta de 70% de detecção de casos. Os temas que emergiram neste estudo apontaram nós críticos na captação e manutenção de incentivos financeiros; recursos humanos (RH) insuficientes e despreparados; rotatividade de pessoal; desconhecimento do destino da verba da TB e falta de autonomia para gerenciar os recursos; dificuldades de comunicação e ) integração com gestores; falta de priorização da doença na agenda política; priorização de agravos com repercussão política e necessidade de parcerias. Sobre a operacionalização do DOTS, o estudo apontou a cooperação de pessoas de fora do serviço como ferramenta gerencial estratégica, quando estimula a coresponsabilização da família e da comunidade como cuidadores ou multiplicadores. A avaliação, pautada em indicadores epidemiológicos, é utilizada prioritariamente para alcançar recursos, ao invés de subsidiar o planejamento. A gerência do PCT parece ser uma gerência burocrática, fundamentada no planejamento normativo. Acredita-se que a efetividade das ações gerenciais para sustentar a estratégia DOTS dependa de atores com conhecimento técnico, habilidades políticas e organizacionais, além de raciocínio estratégico para estimular e envolver todos os atores que lidam com a TB. Habilidades estas que, dificilmente são adquiridas na formação profissional. Conclui-se que os coordenadores trabalham em meio a pressões de cima e de baixo,ocupando dupla posição de transmissão, no plano hierárquico e das relações. Neste sentido, a sustentabilidade da estratégia DOTS representa desafios importantes para estes atores que utilizam poucos instrumentos gerenciais, têm pouca autonomia no processo decisório, lidam com recursos escassos e, muitas vezes, sem preparo para esta função, reforçando a necessidade de investimento na formação e capacitação contínua tanto para estes atores como para aqueles que lidam com a TB
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.05.2009
  • Acesso online ao documento

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    EE10200014208T3670
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    • ABNT

      SANTOS, Maria de Lourdes Sperli Geraldes; VILLA, Tereza Cristina Scatena. A estratégia DOTS no estado de São Paulo: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08062009-112758/ >.
    • APA

      Santos, M. de L. S. G., & Villa, T. C. S. (2009). A estratégia DOTS no estado de São Paulo: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08062009-112758/
    • NLM

      Santos M de LSG, Villa TCS. A estratégia DOTS no estado de São Paulo: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08062009-112758/
    • Vancouver

      Santos M de LSG, Villa TCS. A estratégia DOTS no estado de São Paulo: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose: desafios políticos, técnicos e operacionais no controle da tuberculose [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-08062009-112758/

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