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Morte digna da criança: percepção de enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: BOUSSO, REGINA SZYLIT - EE
  • USP Schools: EE
  • Subjects: EDUCAÇÃO EM RELAÇÃO À MORTE; ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA PEDIÁTRICA
  • Language: Português
  • Abstract: 1. Introdução: Morrer em paz e com dignidade se refere àquelas situações em que se toma a decisão de não continuar mantendo a vida, suprimindo determinadas terapias ou não as aplicando a um enfermo em que não existem possibilidades de sobrevivência. Crianças com doenças graves provocam intensos dilemas éticos nas equipes. O conhecimento dos significados atribuídos pela equipe às suas experiências permite-nos definir conceitos, ajudando os profissionais a intervirem efetivamente diante das situações de morte, luto e tomada de decisão. 2. Objetivos: Conhecer os significados atribuídos pelas enfermeiras para a morte digna da criança e identificar ações de enfermagem que representam a morte digna da criança, para as enfermeiras de unidade de oncologia pediátrica. 3. Métodos/procedimentos: Este estudo de abordagem qualitativa utilizou como estratégia metodológica a pesquisa de narrativa. O referencial teórico foi o Interacionismo Simbólico que estuda o comportamento humano abordando as questões vivenciais. Foram entrevistadas 8 enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica de um hospital público de São Paulo, independente do tempo de serviço. As entrevistas semi-estruturadas foram agendadas em horários e locais convenientes ao entrevistado e gravadas para posterior transcrição. As questões norteadoras foram: Descreva-me uma situação na qual a morte da criança tenha sido digna. Como você descreveria uma morte não digna? O que deve ser feito para proporcionaruma morte digna? 4. Resultados: A análise dos dados permitiu a identificação de 5 elementos que compõe a morte digna: (1) Autonomia - desejo da enfermeira em poder participar mais das decisões de cuidado e tratamento; sente-se ameaçada pelas questões legais (2); Cuidado da família - Ser capaz de desenvolver vínculo e parceria com a família; (3) Cuidado humanizado - Ter habilidade e conhecimento para oferecer presença humana, promovendo a comunicação aberta, escuta, cuidado psicossocial e espiritual; (4) Oferecer conforto físico - habilidade e autonomia para manejar a dor e os demais sintomas; (5) Trabalhar com e no processo de morrer - A dificuldade em reconhecer e oferecer cuidado durante o processo de morrer. A morte da criança gera um conflito pessoal sobre a qualidade do cuidado. O enfermeiro precisa lidar com sentimentos como: tristeza, insegurança e culpa. 5. Conclusões: Oferecer uma morte digna é um desafio, pois envolve um equilíbrio de múltiplas perspectivas e necessidades tanto da criança como da família e dos próprios profissionais. Há ainda um conflito pessoal do profissional, sobre resistir ou aceitar a morte de uma criança como algo natural. O estabelecimento de um vínculo é importante para uma relação de confiança com a criança e com a família, mas é também o que dificulta a elaboração do luto profissional. A falta de respaldo legal e de autonomia do profissional pode impedir a promoção da morte digna para a criança
  • Imprenta:
  • Source:
  • Conference titles: Simpósio Internacional de Iniciação Científica (SIICUSP)

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    EE1789017-10BOUSSO, R. S. doc 25
    How to cite
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    • ABNT

      SOUZA, Luise Felix de; BOUSSO, Regina Szylit. Morte digna da criança: percepção de enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica. Anais.. São Paulo: [s.n.], 2009.
    • APA

      Souza, L. F. de, & Bousso, R. S. (2009). Morte digna da criança: percepção de enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica. In . São Paulo.
    • NLM

      Souza LF de, Bousso RS. Morte digna da criança: percepção de enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica. 2009 ;
    • Vancouver

      Souza LF de, Bousso RS. Morte digna da criança: percepção de enfermeiros de uma unidade de oncologia pediátrica. 2009 ;