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Avaliação pelo eco-Doppler da estenose carotídea tratada com stent versus endarterectomia convencional (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MORALES, MARCIA MARIA - FMRP
  • USP Schools: FMRP
  • Sigla do Departamento: RCA
  • Subjects: ANGIOPLASTIA; CONTENEDORES; ENDARTERECTOMIA; ARTÉRIAS CARÓTIDAS; ECOCARDIOGRAFIA DOPPLER (AVALIAÇÃO)
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução - Na década de 90, vários estudos multicêntricos e randomizados consagraram a endarterectomia de carótida como o padrão-ouro para tratamento de estenoses hemodinamicamente significativas, em pacientes sintomáticos e assintomáticos. Simultaneamente, a angioplastia com stent surgiu como uma opção menos invasiva à endarterectomia e, desde então, diferentes aspectos relacionados às duas modalidades terapêuticas estão sendo estudados. Objetivos - Investigar os parâmetros morfológicos e hemodinâmicos de estenoses carotídeas tratadas com stent versus endarterectomia, por meio de eco-Doppler. Casuística e Métodos - 94 casos, com estenoses assintomáticas (‘> OU =’ 70%) ou sintomáticas (‘> OU =’ 50%), localizadas na bifurcação carotídea, preencheram os critérios de inclusão neste protocolo; 65 estenoses foram tratadas com endarterectomia e 29 receberam stent. Todas as artérias carótidas foram examinadas com eco-Doppler na véspera dos procedimentos e nos pós-operatórios imediato (24h) e tardio (doze meses). O exame incluiu insonação da artéria carótida extracraniana, nos seguintes seguimentos: artéria carótida comum (AGG), artéria carótida interna (AGI) proximal e AGI distal. Tanto parâmetros morfológicos (diâmetro luminal, mm) como hemodinâmicos (velocidade de pico sistólico [VPS, cm/s] e velocidade diastólica final [VDF, cm/s]) foram avaliados. Estenoses residuais e restenoses ‘> OU =’ 50% foram identificadas em modo B e com Doppler(por uma VPS ‘> OU =’ 125 cm/s e uma VDF ‘> OU =’ 40 cm/s). As complicações clínicas, incluindo ataque isquêmico transitório (AIT) e acidente vascular encefálico (AVE), foram registradas no pós-operatório. Resultados - No pós-operatório imediato, os dois grupos deste estudo apresentaram aumento significativo (P < 0,05) no diâmetro luminal médio da AGI proximal quando comparados ao pré-operatório. Em doze meses de seguimento, o lúmen da AGI proximal aumentou significativamente no grupo stent (P < 0,05); porém, no grupo cirúrgico, o diâmetro luminal médio reduziu (P < 0,05), dentro da normalidade. Durante todo o período de abrangência deste estudo, a dinâmica das velocidades medidas na AGI proximal mostrou-se similar entre os grupos stent e cirurgia, indicando normalização do fluxo após ambos os tratamentos (VPS média < 125 cm/s e VDF média < 40 cm/s). Nenhuma diferença significativa nas taxas de estenose residual ‘> OU =’ 50% foi observada entre os grupos stent (10,34%) e endarterectomia (1,53%, P = 0,08). Também não foi observada diferença estatística entre as taxas de restenose ‘> OU =’ 50% obtidas para as duas modalidades de tratamento (6,88% para o stent 3,07% para a endarterectomia; P = 0,58). Nesta série, a ocorrência de novos AIT e de AVE foi significativamente maior no grupo stent, quando comparada ao grupo endarterectomia (P < 0,05). Conclusão - (1) O stent e a endarterectomia restauraram as velocidadesDoppler para valores normais no pós-operatório imediato e em um ano de seguimento, (2) a endarterectomia proporcionou um ganho imediato de diâmetro na AGI proximal, maior, enquanto, o stent atingiu o mesmo diâmetro com doze meses; (3) não houve diferença entre os grupos na incidência de estenose residual e restenose; (4) o grupo stent apresentou maior incidência de eventos neurológicos quando comparado à endarterectomia
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 26.11.2009

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FMRP11200038165Morales, Marcia Maria
    How to cite
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    • ABNT

      MORALES, Marcia Maria; PICCINATO, Carlos Eli. Avaliação pelo eco-Doppler da estenose carotídea tratada com stent versus endarterectomia convencional. 2009.Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2009.
    • APA

      Morales, M. M., & Piccinato, C. E. (2009). Avaliação pelo eco-Doppler da estenose carotídea tratada com stent versus endarterectomia convencional. Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto.
    • NLM

      Morales MM, Piccinato CE. Avaliação pelo eco-Doppler da estenose carotídea tratada com stent versus endarterectomia convencional. 2009 ;
    • Vancouver

      Morales MM, Piccinato CE. Avaliação pelo eco-Doppler da estenose carotídea tratada com stent versus endarterectomia convencional. 2009 ;

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