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Investigação hidrogeoquímica do cromo no aquífero Adamantina no município de Urânia-SP (2009)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: MARCOLAN, LEONARDO NOBUO OSHIMA - IGC
  • USP Schools: IGC
  • Sigla do Departamento: GSA
  • Subjects: CROMO; ÁGUAS SUBTERRÂNEAS; HIDROGEOQUÍMICA
  • Language: Português
  • Abstract: Teores anômalos de cromo hexavalente vêm sendo detectados na água subterrânea de vários municípios da região noroeste do Estado de São Paulo, sendo que em Urânia foram observadas as maiores concentrações do elemento, afetando as condições do consumo e uso humano. Estudos prévios realizados indicaram que a origem do cromo na água subterrânea é natural e proveniente de minerais com cromo no aqüífero profundo. Este projeto teve como principais objetivos: (1) a caracterização química e mineralógica da fase sólida do aqüífero profundo, realizada em testemunhos de duas sondagens profundas; (2) a caracterização da estratificação das concentrações de cromo na água subterrânea, com base na coleta e análise de amostras de água provenientes de poços de monitoramento instalados em diferentes profundidades do aqüífero; (3) a identificação dos processos hidrogeoquímicos que justificam a passagem do cromo da fase sólida para a água. Para tanto, foram realizadas análises químicas e mineralógicas por WDS, microssonda eletrônica e CTC, diversos métodos de análise química da água subterrânea, utilizados programas como o AquaChem e PHREEQc para trabalhamento do banco de dados e modelagens, além de uma grande variedade de experimentos de laboratório. As análises químicas por WDS e microssonda eletrônica indicaram concentrações de cromo de até 12.600 ppm em cristais de diopsídio, e de 650 ppm em capas de argilomineral. O material sólido apresenta uma capacidade de troca de cátions da ordem de 30meq/100g, com ordem de abundância dos cátions CaMGK>Na. Na porção profunda do aqüífero, foi observada uma anomalia de sódio adsorvido, influenciando na composição química da água. As características hidroquímicas do aqüífero indicaram a ocorrência de estratificações de águas com diferentes perfis hidroquímicos. As águas são, ) no geral, do tipo bicarbonatadas cálcicas, porém com uma elevação do conteúdo de sódio na base do aqüífero. O cromo foi identificado na água prodominantemente na forma hexavalente, com concentrações que atingiram 0,139 mg/L, acima, portanto do limite de potabilidade (0,05 mg/L). A ocorrência de valores mais elevados de cromo na água parece estar associada a ambientes de elevados pH e Eh, como observado no aqüífero profundo, enquanto que nas zonas rasas, que apresentam valores de pH e Eh neutros, apresentaram baixo conteúdo de cromo. Os principais resultados dos ensaios de laboratório indicaram que há passagem de cromo para água subterrânea, através do ataque aos minerais pesados com pH ácido; os ensaios de \201Cbatch test\201D realizados apontaram que o material sólido do aqüífero apresenta alguma capacidade de adsorção de 'Cr POT.6+', chegando a um máximo de 0,12 ppm; o experimento de solubilização indicou a passagem de pequenas concentrações de cromo para a água e que a composição química da água do ensaio é semelhante à água do aqüífero. O modelo mais provável das reações geoquímicas que explicam a passagem do cromo da fase sólida para a águaé apresentado a seguir, dividido por etapas: (1) o intemperismo dos diopsídios cromíferos deve ser o processo inicial de disponibilização de cromo para a água, resultando na precipitação do cromo como hidróxidos ou sendo adsorvido por hidróxidos de ferro e manganês; (2) ocorrência de uma reação de oxi-redução a partir do cromo trivalente que ocorre nos minerais secundários, disponibilizando o cromo para a água subterrânea, sendo que esta oxidação ocorre a partir da redução de óxidos de manganês presentes como minerais em aqüíferos, liberando Mn²+; (3) O Cr³+ é rapidamente e fortemente imobilizado por adsorção em argilominerais de baixo valor de 'PH IND.pzc', enquanto que ) o 'Cr POT.6+', devido à sua natureza aniônica, é preferencialmente retido em superfícies carregadas positivamente, como os óxidos e hidróxidos de ferro e alumínio (minerais com elevados valores de 'pH IND.pzc'), principalmente em condições hidroquímicas neutras a ácidas; (4) altas concentrações de 'OH POT.-', de 'HCO IND.3''POT.-' e de 'CO IND.3'²- provavelmente elevam a competição pelos sítios de adsorção de ânions e causam a dessorção dos ânions de 'Cr POT.6+' para a água do aqüífero.
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 16.12.2009
  • Acesso online ao documento

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    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    IGC30900026806T M321 LNO.i e.2
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    • ABNT

      MARCOLAN, Leonardo Nobuo Oshima; BERTOLO, Reginaldo Antonio. Investigação hidrogeoquímica do cromo no aquífero Adamantina no município de Urânia-SP. 2009.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-05052010-154134/ >.
    • APA

      Marcolan, L. N. O., & Bertolo, R. A. (2009). Investigação hidrogeoquímica do cromo no aquífero Adamantina no município de Urânia-SP. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-05052010-154134/
    • NLM

      Marcolan LNO, Bertolo RA. Investigação hidrogeoquímica do cromo no aquífero Adamantina no município de Urânia-SP [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-05052010-154134/
    • Vancouver

      Marcolan LNO, Bertolo RA. Investigação hidrogeoquímica do cromo no aquífero Adamantina no município de Urânia-SP [Internet]. 2009 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/44/44138/tde-05052010-154134/

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