Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

Resultados da associação de braquiterapia de alta taxa de dose à teleterapia no câncer da próstata (2010)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: NEVIANI, CRISTIANO BECK - FM
  • USP Schools: FM
  • Sigla do Departamento: MDR
  • Subjects: NEOPLASIAS PROSTÁTICAS (RADIOTERAPIA); RADIOISÓTOPOS (APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS); IRÍDIO (APLICAÇÕES TERAPÊUTICAS)
  • Language: Português
  • Abstract: INTRODUÇÃO: Braquiterapia de alta taxa de dose (BATD) para o câncer de próstata pode ser uma boa opção para escalonamento de dose, como um reforço de dose, associada à radioterapia externa, principalmente se não há disponibilidade de radioterapia tridimensional conformada ou tecnologia mais avançada. OBJETIVOS: Neste trabalho, analisaram-se os resultados e as toxicidades de um reforço de dose com BATD prévio à radioterapia externa convencional ou tridimensional conformada em pacientes portadores de câncer localizado da próstata. Fatores prognósticos relacionados à sobrevida livre de doença, além de toxicidade do tratamento também foram estudados. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de 403 pacientes com adenocarcinoma localizado da próstata tratados entre dezembro de 2000 e março de 2004, que receberam 3 esquemas de fracionamento distintos de BATD de acordo com o seu grupo de risco: três frações de 5,5 a 6 Gy, 6 a 6,5 Gy ou 6,5 a 7 Gy, para baixo, médio ou alto risco, respectivamente, em um único implante, no decorrer de 24h de internação. A radioterapia externa convencional ou conformada compreendeu dose de 45 Gy na próstata e vesículas seminais. Foram realizadas análises uni e multivariada para avaliação dos fatores prognósticos relacionados à sobrevida livre de falha bioquímica e toxicidades. RESULTADOS: A idade mediana dos pacientes foi de 68 anos, com PSA médio de 9\03B7g/ml, peso prostático médio de 35 cc. Grau histológico de Gleason igual a 6ocorreu em 43% dos casos, estádio menor do que T2c em 97%, presença de nódulo prostático em 49%; 11% dos pacientes apresentaram história de ressecção transuretral e 16% obstrução urinária prévias. No grupo de baixo risco foram classificados 36.1% dos pacientes, 42.8% no grupo de risco intermediário e 21.1% foram considerados de alto risco. Hormonioterapia neoadjuvante por até 6 meses foi utilizada em 64% dos casos e teleterapia conformada em 19%. O seguimento médio foi de 50 meses (mediano de 48,4 meses), variando de 24 a 113 meses. Nove (2,2%) pacientes não responderam ao tratamento e 4,5% evoluíram a óbito por neoplasia prostática em um tempo médio de 22 meses. Falha bioquímica, tanto pelo critério ASTRO, quanto PHOENIX ocorreu em 9,6% dos pacientes. Entretanto, o tempo médio para falha foi de 13 meses pelo critério ASTRO e 26 meses pelo PHOENIX. O único fator preditivo de falha bioquímica pela análise multivariada por ambos os critérios ASTRO e PHOENIX foi a presença de nódulos prostáticos, mas pacientes com menos de 60 anos apresentaram maior chance de falha apenas pela definição de PHOENIX. ) Toxicidades urinárias agudas como retenção e hematúria ocorreram em 2,8% e 1,3% dos casos, respectivamente; sendo 23,7% grau 1, 15,1% grau 2 e 2% grau 3. Estenose uretral tardia foi observada em 8,5% dos pacientes e as toxicidades urinárias tardias foram grau 1 em 8,8%, grau 2 em 3,9%, grau 3, em 7,7% e grau 4, em 0,3% dos casos. Toxicidade urinária aguda foi relacionada aobstrução urinária prévia e maior dose de braquiterapia na uretra. Estenose uretral tardia também foi relacionada à maior dose uretral pela braquiterapia e com maior idade. Toxicidade retal precoce ocorreu como grau 1 em 14,8% dos pacientes; como grau 2, em 10,5%; e como grau 3, em 1,3%. Toxicidade retal tardia ocorreu como grau 1 em 3,4% dos pacientes; como grau 2, em 1,5%; como grau 3, em 0,3%; e como grau 4, em 0,3%. O risco para toxicidades retais agudas e tardias foi maior quando teleterapia conformada foi utilizada. Foi observada dor na glande em 4,9% dos pacientes e 71% apresentaram disfunçãoerétil tardiamente. O uso de Sildenafil foi eficiente em 59%. Pacientes mais velhos, ou com uma ou mais comorbidades, comprometimento prévio da ereção, ou que receberam radioterapia externa conformada apresentaram maior incidência de disfunção erétil. CONCLUSÕES: a associação de BATD como um reforço de dose para teleterapia mostrou ser um método viável e seguro apresentando boa eficácia e toxicidade aceitável. Os fatores relacionados à sobrevida e toxicidade podem colaborar na melhor seleção e tratamento de pacientes com câncer de próstata localizado
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 29.01.2010
  • Acesso online ao documento

    Online access or search this record in

    Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM10700067498W4.DB8 SP.USP FM-2 N43re 2009
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      NEVIANI, Cristiano Beck; CARVALHO, Heloisa de Andrade. Resultados da associação de braquiterapia de alta taxa de dose à teleterapia no câncer da próstata. 2010.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010. Disponível em: < http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-10032010-101646/ >.
    • APA

      Neviani, C. B., & Carvalho, H. de A. (2010). Resultados da associação de braquiterapia de alta taxa de dose à teleterapia no câncer da próstata. Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-10032010-101646/
    • NLM

      Neviani CB, Carvalho H de A. Resultados da associação de braquiterapia de alta taxa de dose à teleterapia no câncer da próstata [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-10032010-101646/
    • Vancouver

      Neviani CB, Carvalho H de A. Resultados da associação de braquiterapia de alta taxa de dose à teleterapia no câncer da próstata [Internet]. 2010 ;Available from: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/5/5151/tde-10032010-101646/

    Últimas obras dos mesmos autores vinculados com a USP cadastradas na BDPI: