Ver registro no DEDALUS
Exportar registro bibliográfico

O risco trombótico da associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia (2010)

  • Authors:
  • USP affiliated authors: D'AMICO, ELBIO ANTONIO - FM
  • USP Schools: FM
  • Subjects: TROMBOSE; RISCO; DOENÇAS CARDIOVASCULARES; ANTICORPOS
  • Language: Português
  • Abstract: Introdução. A Síndrome Antifosfolípide é uma doença autoimune caracterizada pela presença de anticorpos antifosfolípides e, no mínimo, uma manifestação clínica, sendo as mais comuns a trombose arterial e/ou venosa e perda fetal recorrente. Quando isolada, é classificada como primária. Há anos a hiperhomocisteinemia leve é considerada como fator de risco para aterosclerose e doença vascular, sendo que trabalhos epidemiológicos demonstram que ela é um fator de risco independente leve a moderado não somente para um primeiro evento de tromboembolismo venoso, como também para sua recorrência. Admite-se que os eventos de tromboembolismo venosos ocorrem quando há associação de um fator constitucional e um fator desencadeante, sendo este de intensidade inversamente proporcional à condição basal. Objetivo. Avaliar se a associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia cursa com maior frequência de eventos trombóticos graves. Casuística e Métodos. Foram avaliados os dados dos prontuários dos pacientes com diagnósticos de Síndrome Antifosfolípide Primária e Síndrome Antifosfolípide Primária associada à Hiperhomocisteinemia dos pacientes em acompanhamento regular no Serviço de Hematologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Foram classificados como eventos trombóticos graves as tromboses venosas primárias, as embolias pulmonares, as tromboses venosas profundas, as tromboses venosas cerebrais, as tromboses esplâncnicas e as tromboses arteriais. Resultados. Foram analisados os dados de 54 pacientes (idade de 13 a 74 anos; 55,6 % do gênero feminino). Nove pacientes (16,7%) apresentaram hiperhomocisteinemia, mas quando foram considerados aqueles com valores plasmáticos de homocisteína acima do 90º percentil da normalidade esse número foi de 27 (50%). Quando avaliada a associação da Síndrome (Continua)(Continuação) Antifosfolípide Primária com Hiperhomocisteinemia não se observou aumento da frequência de eventos trombóticos graves ou tromboses venosas primárias. Porém, quando foram estudados os pacientes com Síndrome Antifosfolípide Primária e com concentrações plasmáticas de homocisteína acima do 90º percentil da curva de normalidade foi possível demonstrar aumento da prevalência de tromboses venosas primárias. Conclusão. A Síndrome Antifosfolípide Primária associada com hiperhomocisteinemia não cursa com maior frequência de eventos trombóticos graves. Contudo, a Síndrome Antifosfolípide Primária associada a concentrações de homocisteína plasmática acima do 90º percentil da normalidade apresenta maior prevalência de eventos de trombose venosa primária
  • Imprenta:
  • Data da defesa: 08.06.2010

  • Exemplares físicos disponíveis nas Bibliotecas da USP
    BibliotecaCód. de barrasNúm. de chamada
    FM10700068453W4.DB8 SP.USP FM-3 D166ri 2010
    How to cite
    A citação é gerada automaticamente e pode não estar totalmente de acordo com as normas

    • ABNT

      D'AMICO, Elbio Antonio. O risco trombótico da associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia. 2010.Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
    • APA

      D'Amico, E. A. (2010). O risco trombótico da associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia. Universidade de São Paulo, São Paulo.
    • NLM

      D'Amico EA. O risco trombótico da associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia. 2010 ;
    • Vancouver

      D'Amico EA. O risco trombótico da associação da Síndrome Antifosfolípide Primária com a Hiperhomocisteinemia. 2010 ;